sábado, 25 de maio de 2013

Star Trek II - A ira de Khan (1982)


Título Original: Star Trek II: The Wrath of Khan
Ano de lançamento: 1982
Direção: Nicholas Meyer
Roteiro: Jack B. Sowards e 
Nicholas Meyer
Elenco original:
William Shatner
Leonard Nimoy
DeForest Kelley
James Doohan
Walter Koenig
George Takei
Nichelle Nichols
Bibi Besch
Merritt Butrick
Paul Winfield
Kirstie Alley
Ricardo Montalbán
Sinopse: 
Spock é o novo comandante da Enterprise e convida o almirante Kirk para participar de uma missão de treinamento. Porém, um antigo inimigo reaparece buscando vingança e, também, se apoderar de um projeto secreto chamado Gênesis.


Por Jason

A Ira de Khan, de 1982, é inevitavelmente um dos melhores filmes da saga Star Trek no cinema. Primeiro porque amplia a ação e tem melhor ritmo do que o sonífero primeiro filme. Segundo porque traz um vilão íntimo de Kirk que, embora não muito consistente e tenha visual carnavalesco, garante bons momentos na trama.

O filme abre explorando uma situação que mais tarde se revelará um treinamento, onde a oficial Saavik (Kirstie Alley) é testada numa simulação. Mais tarde, conhecemos o dispositivo Gênesis, que é capaz de gerar vida em um planeta sem ela, mas é perigoso porque pode destruir um ecossistema de uma planeta estabelecido com vida. Uma vez num planeta que é forte candidato ao teste da tecnologia, dois oficiais são capturados por Khan e sua trupe. Khan foi mandado para aquele planeta por Kirk, mas pouco tempo depois o planeta entrou em colapso matando sua esposa e outros integrantes do seu grupo. Khan deseja agora vingança.

Nesse mote, a relação entre Spock e Kirk continua sendo o artifício mais poderoso da série. De um lado, Spock, com sua lógica, do outro Kirk, com sua humanidade. Ambos, como de costume, parecem formar os dois lados de uma mesma moeda e nesse quesito, não há do que se questionar da eficiência do roteiro em explorar essa relação. Outros temas sublinham o roteiro, como vida, morte, responsabilidade e renascimento. A trilha sonora é outro ponto forte: realizada por James Horner, Horner foi obrigado a descartar o material anterior, mas mesmo assim conseguiu se igualar e chegar próximo do patamar do tema criado por Jerry Goldsmith ao evocar, espertamente, a própria série original. O filme custou caro para a época, 11 milhões de dólares, mas arrecadou quase dez vezes mais em bilheterias e tudo o que foi pago é possível de se ver na tela.

Os efeitos especiais da ILM pereceram, mas são o que de melhor havia na época. Apesar de datado, Star Trek II foi um dos primeiros filmes a usar uma computação gráfica no cinema (na animação que mostra o efeito do Gênesis) durante apenas 62 segundos. Tudo o que hoje é realizado com computação gráfica, na época precisou ser feito às pressas usando técnicas conhecidas de Stop Motion e novas, que eram utilizadas em filmes como Star Wars. Mas é difícil fazer vistas grossas para os problemas do filme.

O filme traz Kirstie Alley pela primeira vez numa produção cinematográfica (e ela está visivelmente insegura). É impossível não rir de desdenho com a sequência dos vermes de borracha, que produzem larvas capazes de penetrarem no cérebro pelo ouvido, um toque trash impagável do roteiro. O roteiro, aliás, também mistura um excesso de acontecimentos e informações que soam desnecessárias (desde a presença de Alley no filme até o contato com a amante do passado de Kirk, passando pela subtrama do filho de Kirk com este amor do passado que não avançam em nada no conjunto). Essa parte da revelação do filho, aliás, mesmo que pouco, auxilia no "renascimento" proposto pela trama em relação a personalidade de Kirk, nota-se - mas poderia ser subtraída tranquilamente. Por fim, o sacrifício de Spock parece apelativo e um mecanismo desesperado do roteiro, transformando a situação em um evento dramático feito para chocar o espectador.

Cotação: 3,5/5

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