sexta-feira, 28 de junho de 2013

A última profecia - 2002



Por Jason

Encontrei esse filme por acaso, atraído pelo elenco, que conta com Richard Gere e Laura Linney, além de Will Patton (mais conhecido pelos filmes que por atuações ou pelo nome) e Debra Messing.

A trama começa com a personagem Mary, de Debra, que sofre um acidente de carro. No hospital, o marido John Klein (Gere) recebe a notícia de que ela está com um tumor maligno no cérebro.  Antes de morrer, no entanto, Mary demonstra estar obcecada por uma visão que teve antes do acidente: uma criatura, meio humana, meio mariposa, com olhos vermelhos, que aparece toda vez que algo de ruim vai acontecer. Além de ver a criatura, Mary a desenha continuamente. Dois anos se passam e o marido finalmente contará com a ajuda da policial Connie (Linney) que associa outros casos como o dele numa investigação para saber o que está por trás destas visões.

A trama é baseada em uma suposta criatura sobrenatural, que apareceu pela primeira vez, segundos relatos, na década de 50 em Ohio - mas há histórias e registros de que ela já aparecia muito tempo antes, na Inglaterra e em outros pontos dos EUA. Ela também está associada a aparições de discos voadores e de eventos trágicos, como Chernobyl e o ataque a Torres Gêmeas em Nova York. Como visto, tanto mistério acerca da criatura poderia render um filme de suspense e terror interessante, onde não só o segredo a respeito da natureza da coisa como suas tenebrosas ações poderiam resultar em um roteiro interessante, completamente o oposto do que vemos aqui.  

A trilha sonora não ajuda - ela fica tocando o filme todo, como uma novela, subindo nos momentos de tensão. O ritmo do filme é outro problema - demora a passar - e a direção precária joga contra o filme, incapaz de realizar cenas de suspense dignas de nota e de aproveitar o carisma de Gere e o talento inquestionável e a segurança de Laura Linney. Toda a fotografia tem cara de telefilme, de um episódio de Além da Imaginação ou de Arquivo X

A questão de crença e ceticismo não é explorada, se resumindo a uma pesquisa dos personagens sobre a criatura e diálogos pobres - e é aí que, como todo clichê nesse tipo de filme, entra em cena o paranormal Sr LeeK que vai ajudar a entender o que está ocorrendo - e some da trama sem que ninguém se lembre dele. O filme tem momentos de vergonha alheia - como o instante em que o personagem de Gere bate papo com a coisa por telefone (ela estudou inglês) ou para Will Patton, cujo personagem não é capaz de dizer uma palavra sequer normalmente, já que fala o tempo todo como se estivesse arfando. O golpe de misericórdia vem na sequência de desabamento da ponte, uma prova cabal da inabilidade da produção em lidar com efeitos especiais e momentos de tensão.

Em tempo: o paranormal do filme, o personagem "Leek" tem o nome escrito ao contrário de John "Keel', autor do livro Estranhas criaturas do tempo e do espaço, de 1975, que traz documentos e relatos que supostamente provam a existência do tal "homem mariposa" e que serviu de inspiração para os casos retratados no filme.

Cotação: 1,5/5

Um desperdício de elenco em um filme mal elaborado e mal resolvido, com um tema que poderia render algo notável.


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