terça-feira, 4 de junho de 2013

Assassinato no Expresso Oriente - 1974




Por Jason

Dirigido por Sidney Lumet e indicado a 6 Oscar, "Assassinato no Expresso Oriente" é baseado no livro de mesmo nome de Agatha Christie. O filme traz um elenco estelar, a começar por Albert Finney, indicado ao Oscar de Melhor Ator, e Ingrid Bergman, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por esta produção. Sean Connery, uma jovem, talentosa e bela ruiva Vanessa Redgrave, a bela Jacqueline Bissett, Anthony Perkins (misteriosamente aqui um personagem com problemas com a mãe morta, assim como em Psicose) e a excelente Lauren Bacall, em uma participação eficiente, completam o elenco. 

O filme começa com o sequestro e o assassinato de uma criança, Daisy Armstrong. Cinco anos depois, aparentemente isso não terá ligação com o Sr Ratchet, que é encontrado morto em um vagão do Expresso Oriente após o transporte ser forçado a parar numa região da Iugoslávia já que um barranco de neve impediu a passagem. Ratchet queria contratar um guarda-costas, pois dizia ser ameaçado de morte já que era um homem de negócios aposentado, o que só alimenta ainda mais o mistério em torno dele. 

A partir daí, o detetive Poirot, presente no trem, começa a investigar o assassinato, onde todos os passageiros são suspeitos uma vez que possuem alguma ligação com a vítima. Essa ligação se desvenda à medida que a investigação prossegue, já que descobrimos que Ratchet era o assassino do primeiro caso apresentado, o da menina Daisy, sequestrada e morta - e se alguém acreditar que isso é um spoiler, saiba que este é só a ponta do iceberg da trama. 

Todos os outros personagens estão ligados a este fato de forma direta ou indireta, do empregado do trem a princesa, passando pela responsabilidade do dono da companhia de trem no momento decisivo da trama. Todos no fim das contas escondem fatos relacionados a família Armstrong já que estavam ligados a família, o que torna o filme uma interessante e bem elaborada rede de mistério que será destrinchada na meia hora final pelo detetive antes de apontar o culpado - ou culpados - pelo assassinato. Não dá para falar mais sem entregar a reviravolta no mistério a partir daí, que envolve justiça e vingança com as próprias mãos.

O filme tem ótima fotografia, direção de arte e figurino. Todo o elenco está bem no papel de suspeitos do assassinato - mas Finney se destaca como o estranho Poirot e Bergman rouba a atenção em poucos minutos de cena como a missionária religiosa. O roteiro intricado ajuda na concepção dos personagens na solução final - deve-se prestar muita atenção também no começo do filme, durante o embarque dos passageiros no trem. 

Mas "Assassinato no Expresso Oriente" demora a se desenvolver. Até que seja criado o mistério e chegarmos à solução, o filme se arrasta sem uma edição dinâmica, necessária para manter o interesse do espectador nesse tipo de filme. Ele também não deixa brechas para deduções lógicas do espectador, explicando tudo detalhadamente com direito a flashback e reencenação do crime. Quem é fã de Agatha Christie, contudo, não terá do reclamar.

Cotação: 4/5

Apesar do ritmo sem energia, as atuações, a qualidade técnica e o final surpreendente do filme compensam.

Um comentário:

  1. Se todos os filmes baseados em livros da Rainha do Crime fossem como esse, não poderia existir reclamações sobre eles.

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