quarta-feira, 5 de junho de 2013

Testemunha Fatal - 1981



Por Jason

Em Testemunha Fatal (também conhecido como Um caso maldito) o diretor Peter Yates, de Sob Suspeita e Bullitt, cria uma trama frouxa que mistura romance e investigação policial acerca de um crime, com Sigourney Weaver e William Hurt nos papeis principais. Hurt faz o papel de um introspectivo zelador de um prédio, Darryll, que acaba por descobrir o corpo assassinado de um homem de negócios obscuros no final de um turno de trabalho, dentro do prédio onde trabalha. Obcecado pela reporter Tony (Weaver), ele vê no caso uma oportunidade de se aproximar dela. Ela, no entanto, procura arrancar mais informações sobre o caso e ganhar um furo jornalistico. 

Aos poucos, os dois vão se envolver num romance improvável, que praticamente faz a trama investigativa desaparecer por tanto tempo dentro do filme que o espectador não sabe do que o filme se trata (e a trama ainda traz Morgan Freeman no papel do investigador do caso). O casal também é perseguido pelos verdadeiros assassinos, que acreditam que os dois sabem de suas identidades e são uma ameaça. O filme é repleto de boas atuações, de William Hurt e Sigourney Weaver, defendendo os seus papeis, até o ótimo Christopher Plummer. James Woods faz aqui o papel de um desenranjado e o filme ainda conta com a participação da desperdiçada Pamela Reed, no papel de irmão de Woods, e personagens que nada acrescentam como o pai de Darryll. A Morgan Freeman não resta muita coisa a não ser coadjuvante de luxo.

Yates tenta injetar alguma movimentação na meia hora final, com Darryll se escondendo em um celeiro e lutando contra o vilão de Plummer (depois de presenciarmos uma hora antes uma cena horrorosa e mal editada de uma fuga do casal em uma motocicleta pelas ruas da cidade), mas é pouco. A trama da rede que ajuda os judeus a migrarem para os EUA (e que inclui a personagem de Weaver, filha de judeus) é frágil e mal desenvolvida, sem contar que a ameaça promovida por Plummer é basicamente revelada antes do tempo. A trama carece de suspense e de um ritmo apurado, transformando o filme num espetáculo que beira o tedioso. 

Cotação: 1/5

Raso, tedioso e prevísivel, só vale pelas atuações.

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