quarta-feira, 19 de junho de 2013

Trilha Sonora - O homem de aço (2013)



Por Tia Rá

Olha, eu já tou prevendo que vão me tascar sapatada a torto e a direito com o que vou dizer aqui, então melhor eu pegar meus galhos de arruda e subir na fogueira pra queimar lynda e poderosa! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Todo mundo sabe que eu brinco muito e pirraço, esculacho, brigo, povo vem me detonar, eu sei, eu sei... eu mereçoooo!!! Mas na hora de falar sério, é hora de falar sério néam gente... não é de agora que eu venho praguejando pros quatro cantos do mundo que Hans Zimmer não é mais o mesmo - e a influência dos Batmans e Nolans da vida só fez piorar a situação. 

O caso é grave, coisa de internação psiquiátrica. Amo/adoro/sou Hans Zimmer de nassenssian, tá gentchy? Ma me choca saber o quanto Hans não consegue se desprender desse estilo miserável de compor trilha sonora sem um tema definido - ou com um tema definido, vagaboondo e repetitivo como temos aqui, tema fuleiro, medonho, insipido - numa trilha sonora ensurdecedora, confusa, insossa, barulhenta. Pior: de uns tempos para cá, o cara se repete constantemente, usando tanto tambor e tanta batucada que suas trilhas viraram o carnaval do Olodum e dos Filhos de Gandhi. Porque Zimmer acha que para um filme ser épico, pra uma trilha ser é-p-i-c-a, é preciso apelar pra tambores, batucadas, gritaria e confusão? É estranho pensar nisso vindo de um compositor que fez um trabalho ótimo em Gladiador.

Se as trilhas dos dois últimos Batman, que vá lá meu Deus, eram exageradas, mas ainda dava para escutar, em Homem de Aço, Hans se superou. Me choca ver pessoas elogiando o material - devo estar surda, ou vai ver meu gosto por outros compositores influenciam meus lyndos ouvidos - mas gosto é que nem cool e não se discute afinal, né gente? Mas é chocante MESMO ouvir de gente que nunca ouviu uma trilha épica, chamar essa tragédia de Zimmer de ÉPICO e já saírem por aí apregoando OSCAR pra esse carnaval da ladeira do pelô! 

WTF? 
VOCÊS TOMARAM MINHA PINGA TODA, MUNDO? 
QUEDE COERENSSIA NISSO, BANDO DE BEBO?

O samba reggae e o afroxé entram em This is Madness, com um toque de bateria da Mangueira, com paradinha pras moosas do carnaval evoluírem e tudo mais. Não que Zimmer não seja capaz, né povo da Terra? O cara é autor da trilha de Rei Leão, da bela O príncipe do Egito, e da ótima trilha de Gladiador, essa sim uma trilha épica, dentre muitas outras! Zimmer aqui deixa escapar seu potencial aqui e ali, com uma ou outra faixa - o tema This is Clark Kent é lindo. Lindo, não marcante. E o cara quase cagou a porra toda no final com a batucada do Ilê aiê. Mas tarra lindo. Só que num adianta... eçamerda de trilha toda parece ter saído de um filme de Transformers - nem a trilha do terceiro filme de Michael Bay, conseguiu algo tão horroroso e cafona quanto essa. O tema do filme é péssimo, não empolga, não gruda na cabeça.

Sim, amigos! Falta a ela um tema vibrante como o de John Williams - e isso faz, sim, muita falta pra um filme do calibre de Homem de Aço, uma superprodução de mais de duzentos milhões de dólares. Pergunte-se qual canção fica na cabeça depois da primeira ouvida na trilha. A trilha não te pega. Não te laça. É uma sucessão de tambores, batidas violentas, sem charme, sem beleza, sem graciosidade. O horror, o horror.

Pra cada faixa "Sent Here for a Reason", há cinco faixas que são um porre auditivo. Em Goodbye my son, Zimmer deixa vestígios de coral que poderia funfar se fosse mais usado na trilha, mas passou batido. Em Flight, Zimmer parece até voar pra Batman, pra pegar os mesmos instrumentos da trilha e fazer a barulheira em cima do trio elétrico, mesmo a faixa começando bem. Sem falar que a trilha sonora não é bem dividida. Compare: ao ouvir uma trilha como a de Avatar, James Horner pensa no filme dividido em dois - a introdução, a primeira parte, e em seguida a ação, a guerra, a segunda parte, com um epílogo. A divisão é o que ajuda o ouvinte a se conectar com o filme! Sem isso, a trilha sonora de Zimmer é um carnaval repetitivo, massacrante, chato, ensurdecedor, barulhento e sem nenhuma nota marcante.

Pronto, as noletes já podem se juntar e ajudar a queimarem a tchia na fogueira. Mas deixa eu dar minha escova progressivan primeiro. BEIJOS.

Cotação: 1/5

A versão Deluxe traz sete faixas adicionais, sendo uma (MONSTRA) de 28 minutos. Man Of Steel (Hans Original Sketchbook) mistura tudo o que foi ouvido no filme, na trilha, na sua imaginação - e na sua paciência E VAI QUE DÁ! - uma extravagância desnecessária. 

Vá com tudo
This is Clark Kent (com piano, quase cagada no final pelo batuque do samba reggae)
Sent here for a reason
Goodbye my son
Earth

Arrisque
Look to the Stars - tema borocoxô, com um coral que canta A-E-I-O-U (sou do curuzu) BCDFG (sou negão do ilê), mas vai que rola né?
What are you going to do when you are not saving the world? (o tambor no final e a batida africana veio diretamente de algum safári perdido. Mentira, é reciclagem de O Rei Leão)
Largue a trilha sonora de lado e ouça só uma faixa, Man Of Steel (Hans Original Sketchbook). É o melhor que a gente faz.

Fuja do resto

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