quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os caçadores da arca perdida - 1981



Por Jason

Os caçadores da arca perdida começa nas selvas peruanas, com Jones violando uma tumba e roubando um símbolo. Logo ele é tomado por um vilão em seu encalço. Pouco depois, o professor Indiana Jones recebe a missão de chegar a arca antes dos nazistas, que estão procurando o tesouro conforme uma transmissão interceptada pelos militares em uma base europeia. Em sua saga, Jones passa pelo Nepal, onde encontra Marion dona de um bar na região (a bela e espontânea Karen Allen) que o recebe com um murro na cara. 

Os nazistas, no entanto, já estão na região e transformam o bar numa zona. De lá todos seguem para Cairo, causando a maior confusão nas ruas da cidade. Encontram a arca da aliança e são pegos pelos nazistas. Descrito na Bíblia como o objeto que guarda as tabuas dos Dez Mandamentos e que seria a ligação com Deus. Misteriosamente, como nesse tipo de filme, Jones passa o tempo todo na mira dos oficiais nazistas - mas sobrevive a todos eles porque ninguém tem mira boa e passam a maior parte do tempo falando demais, o que já garante boa parte da diversão. 

E que diversão! A edição do filme (premiada com Oscar) continua sendo um dos maiores acertos da direção, mas é Harrison Ford, no papel de Jones, que cria aqui um grande ícone do cinema. Ford, ora desajeitado e canastrão, ora agindo como um herói suicida pulando de carro em movimento e enfrentando os inimigos com socos e pontapés - e tiradas ácidas e cínicas, além do chicote, é claro -, dá ao personagem um tom brilhante. Jones parece uma mistura mais afiada e com mais cinismo de James Bond, Allan Quartermain (As minas do Rei Salomão), com Challenger criado por Arthur Conan Doyle. A própria trama é outro ponto que joga a favor, uma vez que o filme traz inspirações ao seriados de aventura dos anos 30 e 40, além de clássicos de aventura saídas de livros, mas ganha aqui uma roupagem moderna numa produção com o que havia de melhor na época no cinema. 

Tamanho empenho resultaria num grande sucesso de bilheteria do cinema: o filme ainda foi indicado para 8 Oscars em 1982 (Incluindo Melhor Filme,  Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Trilha Sonora) vencendo quatro (Melhor Direção de Arte, Melhor Edição, Melhor Mixagem de Som e Melhores Efeitos Visuais) como também um quinto Oscar Especial para Edição de Efeitos Sonoros. Não dá para negar aliás que muitos dos efeitos especiais se tornaram precários, mas o visual do filme e seu legado continuam irresistíveis. 

O personagem se manteve e se mantém muito vivo até hoje, mesmo sem mais produções cinematográficas (a última da série foi em 2008, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal), por mais de três décadas porque  se transformou em uma marca bilionária, rendeu séries de tv, jogos eletrônicos, parque temático, revistas em quadrinhos e outras quinquilharias - e inspira toda uma geração de filmes e produtos genéricos posteriores a ele, o que só ajuda a manter o título de clássico. 

Preste atenção: no jovem Alfred Molina, no começo do filme. Ele faz sua estreia no cinema no papel de ajudante de Jones.

Cotação: 5/5

Um clássico inquestionável do cinema.

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