sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Carros 2 - 2011




Por Jason

O filme já começa como uma investigação de James Bond (os mais velhos enxergarão o Aston Martin cheio de quinquilharias tecnológicas do agente 007) numa plataforma de petróleo. Relâmpago McQueen depois de retornar para uma temporada com os amigos em Radiator Springs, topa uma corrida contra Francesco, um carro de Formula Um, promovida pelo criador de uma tecnologia alternativa limpa. Leva com ele o amigo Mate, o velho reboque. 

O aloprado reboque acaba se envolvendo sem querer na trama de espionagem que o vai levar a Paris e a Itália, sendo que os espiões acreditam que ele também é um espião disfarçado de reboque. Capturado pelos vilões e dentro da máfia, Mat descobre que há uma trama de carros velhos que se usam de petróleo para derrubar a nova tecnologia de combustível tendo como líder o próprio inventor que promovia as corridas. O desfecho da trama se dá em Londres, com a Rainha da Inglaterra concedendo a honra de Sir ao velho caminhão.

A graça do filme vem do fato de que os adultos mais ou menos entendidos de automóveis reconhecerão diversos modelos famosos. De americanos e franceses, passando por italianos, ingleses e japoneses, está tudo lá na tela. Não dá para falar nada da qualidade técnica. Tudo é deslumbrante, da água que parece real ao brilho da lataria dos automóveis, passando pela reconstituição dos cenários conhecidos. O filme também tem metáforas e mensagens para o espectador, instruindo os pequenos a se aceitarem como são independente de cor, origem ou idade e a dar importância a amizades verdadeiras para superarem os problemas da vida. 

Nada, porém, exclui o fato de que o saldo final do filme não empolga. Há um contingente de personagens e o roteiro se embaralha na tentativa de saber para quem dar destaque. A estrela do primeiro filme, McQueen, acaba relegado praticamente a figurante. O primeiro filme aliás, já não era lá a excelência, mas cumpria bem seu objetivo de entreter com qualidade, agradando crianças e adultos. Aqui não fica difícil entender os motivos pelos quais a Pixar resolveu apostar numa continuação para ele - apenas pelo lucro e por manter uma marca de quinquilharias no mercado. Mesmo faltando a criatividade e a originalidade típicas que se esperam da Pixar, Carros 2 tem um apelo mais global. Saem as corridas e o interior americano do primeiro filme, entram em cena pistas de todo mundo. 

A estratégia em usar uma marca já estabelecida ao menos deu certo: o filme custou mais que o primeiro, não se pagou nos EUA, mas em compensação faturou 100 milhões a mais ao redor do mundo. O derivado do filme, Aviões, que deveria ser lançado direto em DVD, no entanto, vem se mostrando uma roubada. Prova de que nem tudo relacionado a marca vinga como deve aos olhos sequiosos por lucratividade dos executivos da Disney.  

Cotação: 2/5

Entretém crianças de todas as idades, mas tem aquele jeito indefectível de descartável.



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