domingo, 18 de agosto de 2013

Duro de Matar - Um bom dia para morrer (2013)


Por Jason

Em Duro de Matar - Um bom dia para morrer, John McClane recebe a notícia que o filho está envolvido em problemas na Russia e vai para lá. Preso, o rapaz parece estar envolvido com tráfico de armas nucleares com um tal Komarov, colocado na cadeia por causa de um ex parceiro chamado Chagarin, um terrorista. O filho vai ser julgado e o pai John desembarca em meio a protestos desse julgamento do filho e de Komarov, e já encontra o rapaz na fuga dos bandidos, por uma dessas coincidências milagrosas que só acontecem nos filmes.  Mais tarde, John acaba descobrindo que o filho trabalha na verdade para a CIA. No meio do caminho, as reviravoltas. A filha de Komarov finge que trai o pai e ambos traem os bandidos, tudo por um tal arquivo que envolverá também Chernobyl (!) e o uso de energia nuclear - os bandidos da série, sempre megalomaníacos. 

Inconscientemente ou não, esse é o ponto que menos importa no filme. Com a trama rala, o filme tem intervalos de apenas cinco minutos entre uma sequência de explosão e outra. Não dá para desenvolver os personagens. Bruce Willis vai no automático e Deus sabe de onde tiraram que o cosplay barato de Tom Hardy e Sam Worthington podia atuar, o robô Jai Courtney egresso da televisão, que interpreta o filho de John. O resto do elenco faz cara de paisagem - falta a elegância de Alan Rickman e Jeremy Irons porque o filme aqui cai no genérico de produção de ação sem razão de existir a não ser caçar niqueis do público porque não agrega valor algum para uma franquia que já demonstra estar combalida.  

A produção também não aposta no sempre bem vindo humor que é uma marca da franquia, se levando a sério demais. Parece o mais deslocado de todos os cinco filmes e também tira o foco do personagem John McClane, um erro mortal uma vez que se a franquia sobreviveu até hoje e ainda rende algo é devido ao personagem e ao apelo junto ao público. A relação dos dois só começa a render algo depois de uma hora de filme, quando depois de despencarem de um prédio e escaparem de uma chuva de tiros de um helicóptero de guerra, o filho escapa apenas com um parafuso enfiado no corpo. A tentativa de dar um pouco mais de drama bem vindo a relação do pai relapso John já se diluiu no entanto em prol da ação descabelante. 

E por falar em ação, no quesito destruição e perseguições, aliás, o filme se garante, com metade Moscou destruída por um atentado que explode três carros e uma fuga alucinada de uma van e caminhões desgovernados acabando com todo o trânsito da cidade - e isso logo na primeira meia hora do filme. Na empreitada, John escapa de um disparo de bazuca e faz propaganda de um jipão da Mercedes, que salta de ponte e trafega por cima de carros e caminhões. Por fim, pendura um caminhão na traseira de um helicóptero para salvar o filho e escapa da explosão da aeronave com efeitos especiais baratos saltando - de novo - de um prédio. Não é nada mais do que as improbabilidades físicas de John McClane em Duro de Matar. Mas é tarde, o estrago já estava feito quando o filme começou uma hora e meia antes.

Cotação: 2/5

Para quem quer ação descerebrada, é um prato cheio. Para quem esperava mais da franquia, os sinais de cansaço já são evidentes como as rugas e a falta de disposição de Bruce Willis. Está na hora de parar.

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