quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Indiana Jones e a Ultima Cruzada - 1989



Por Jason

Indiana Jones e a Ultima Cruzada começa com Jones jovem, na pele do falecido River Phoenix, em 1912. O jovem descobre um roubo de uma cruz no deserto de Utah e, decidido a levá-la para um museu, tenta fugir da gangue que a encontrou. Na fuga, escapando em um trem de circo, enfrenta cobras, usa um chicote para domar um leão mas é surpreendido quando tem que devolver o artefato aos bandidos. Esse prólogo explica rapidamente o medo de cobras de Jones, a cicatriz no queixo (na verdade, Harrison a adquiriu depois de sofrer um acidente de carro), a origem do tradicional chapéu e sua habilidade com o chicote, itens marcantes na concepção do personagem.

Em um truque de câmera, o tempo avança para Jones já velho. A disputa em um navio prestes a afundar é pela mesma cruz que ele finalmente consegue recuperar. Mais tarde, o espectador descobre que a trama está centrada no Santo Graal - o cálice que Jesus Cristo teria usado na Santa Ceia e que recebeu seu sangue na crucificação. Jones descobre que o pai foi capturado pelos nazistas e está preso em um castelo entre a Alemanha e a Áustria. Antes de chegar lá para salvá-lo, passa por Veneza, onde descobre, numa catacumba sob uma igreja transformada em biblioteca, o resto de uma inscrição que pode levar ao Santo Graal. É em Veneza também que ele conhece a Dra Schneider, a loira platinada com quem ele se envolve amorosamente.

Em seguida, a doutora se revela trabalhar para os nazistas. Pai e filho vão parar na Berlin Nazista e em determinado momento escapam de um dirigível nazista usando um monomotor. O ápice da aventura se dá no deserto, na meia hora final, que começa numa briga envolvendo tanques e cavalos, com os nazistas (algo como Rambo lutando ao lados dos afegãos contra os Soviéticos em Rambo 3) e culmina no fato de que Jones precisa do Santo Graal para salvar o pai baleado pelos vilões. 

Indiana Jones e a Última Cruzada só não é capaz de superar o primeiro episódio da franquia. Tecnicamente, o filme é brilhante em sua concepção, dos cenários, passando pelos figurinos e a fotografia. É um trabalho primoroso, como em todos os filmes de Spielberg. Os efeitos especiais envelheceram - as cenas aéreas se tornaram bizarras -, mas ainda assim não estragam a trama. O filme resgata também com melhor efeito o clima de aventura de Caçadores da Arca Perdidadestoado no segundo filme, mais infantilizado. A relação de pai e filho no filme é ótima: tanto Connery e Ford se entendem na trama e parecem estar a vontade e se divertirem muito com tudo. O tom de humor também é acertado, sem cair no exagero e mantendo a elegância da série. A única fraqueza do filme parece ser mesmo a loira robô platinada, que não convence em seu papel em um personagem caricato mal desenvolvido - a mulher tem cara de vilã desde quando entra em cena, a começar pelo sotaque.

O filme custou 48 milhões de dólares na época - custo de superprodução -, mas arrecadou dez vezes mais em bilheterias, se tornando um sucesso absoluto do cinema. É, depois do último filme em 2008, o maior sucesso da franquia. A aventura também é marcante pela participação de Sean Connery, como o pai de Jones, em um papel simpático que lhe rendeu indicação ao Bafta e ao Globo de ouro. De quebra, há cenas inesquecíveis, como a fuga de pai e filho em uma motocicleta, a Berlin tomada por nazistas, em que Jones se bate acidentalmente ninguém menos que Adolf Hitler e o final, em que Jones encontra um templário de 700 anos. Mais saboroso impossível.

Cotação: 4/5

Clássico imperdível.

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