quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Star Trek III - À procura de Spock



Por Jason

Depois de seu caixão ser mandado para Gênesis, o filho do capitão Kirk (Marcus) e uma vulcana (Saavik) descobrem uma atividade animal no planeta, que está se transformando. Desembarcando no planeta, percebe-se que Spock renasceu, na forma de um menino que sofrerá transformações assim como o planeta. A equipe de Kirk, que estava proibida de falar sobre o Gênesis depois de voltarem para casa e fora afastada da Enterprise, parte então as escondidas para lá depois de retomarem a Enterprise. 

A atividade no planeta Gênesis chama a atenção dos Klingons, liderados por Kruge, já cientes da tecnologia Gênesis. Kruge (Christopher Lloyd, de De volta para o futuro) quer usar aquela tecnologia como arma. No meio disso, Kirk é informado que Spock transferiu o seu espirito para o corpo de outra pessoa, no caso, o Dr McCoy. Para que Spock possa voltar a ser o que era antes, ele precisa ser levado para o seu planeta natal para uma cerimônia que une mente, espirito e corpo ou McCoy morrerá. A equipe consegue fugir em uma nave Kligon, depois de Kirk sair no tapa com seu líder enquanto o planeta Gênesis está em colapso.

Star Trek 3 é lento como dois astronautas caminhando na lua e chega a dar sono. O filme praticamente não tem ação e embora não chegue a ter duas horas de duração, o espectador hoje sofre com o tanto de diálogos e o ritmo quase parado da produção. Isso teve a ver com a colocação de Leonard Nimoy, o próprio Spock, na direção do filme. A sequência de luta entre Kirk e Kruge é no mínimo bizarra e mal editada, um sinal da inexperiência talvez do famoso Spock na direção. Há um esforço de colocar a trama voltada mais para questionamentos filosóficos e espirituais, mas não é aprofundado. Depois da injeção de gás no segundo filme, o elogiado A ira de Kahn, dá para se perceber ao rever hoje que a trama regrediu ao ritmo maçante do primeiro filme. 

Os atores fazem tudo o que podem e o que sempre fizeram, não há nada de novo a não ser a presença de Lloyd, que tem cara de lunático e parece realmente se divertir no papel. A relação de Spock e Kirk continua sendo o eixo central - até hoje - e as limitações e frustrações que a amizade dos dois os impõe. Não dá para falar o péssimo ator mirim que incorpora o jovem Spock, dando crise de nervos e ataque de epilepsia e raiva enquanto passa por um ritual que os vulcanos machos precisam se acostumar. É vergonhosamente hilário, assim como os efeitos especiais.

Sim, quanto maior o uso de efeitos nessa época, mas eles envelheceram e aqui eles sofrem pela velhice. Recortes, miniaturas, fundos azuis, emborrachados, tudo ficou mais evidente com o tempo e fez muito mal a produção. Vermes de borracha animatrônicos dividem a cena com maquiagens que se tornaram precárias, vitimadas pelo tempo - mas era o que havia de melhor em produção da então líder do segmento, a Industrial Light and Magic de George Lucas, a mesma de sucessos como Star Wars e Indiana Jones na época. Comparar os dois, aliás, em termos de aventura e envolvimento não seria justo, mas se faz necessário para se termos uma noção de que como eles passam melhor aos olhos do espectador do que o terceiro volume de Star Trek.

Por sinal, Star Trek 3 estreou na mesma época que Indiana Jones e o Templo da Perdição em 1984, arrecadando pouco mais que o filme de Spielberg arrecadou na estreia um fim de semana antes, se tornando os maiores sucessos do ano e deixando o estúdio Paramount na liderança das bilheterias - embora nenhum dos dois tenham resistido à chegada dos Caça-fantasmas (que se manteria por onze fins de semana no topo das bilheterias) e dos Gremlins. Tempos bons aqueles.

Cotação: 2/5

Os fãs da série não tem do que reclamar. Quem espera um filme mais dinâmico e menos entediante como A ira de Kahn, passe longe.

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