segunda-feira, 2 de setembro de 2013

1941 Uma guerra muito louca - 1979




Por Jason

Não tinha visto ainda essa bomba de Steven Spielberg, a comédia insossa e tediosa 1941. O filme começa com uma paródia de Tubarão, em que a banhista nua quase é estuprada pelo periscópio de submarino japonês. Os japoneses, que atacaram Pearl Harbor dias antes, planejam um novo ataque a Califórnia para voltarem honrados ao seu país e contam com a ajuda de um oficial alemão - e a ideia, que se espalha pela população, acaba gerando pânico. 

Paralelo a isso, a jovem Betty está envolvida amorosamente com o Wally, um jovem perdido e o relacionamento não é aceito pelo pai. Surge um soldado que tenta se envolver com a menina - que sofre ataques de uma gordinha tarada, a melhor personagem coadjuvante - e o jovem tenta então resgatá-la a todo custo. Os japoneses se disfarçam de pinheiros de Natal para chegarem a Hollywood, no meio do caminho raptam um americano bêbado. Enquanto uns acreditam que tudo não passa de uma confusão, os japoneses armam seu ataque a Hollywood, mas acabam mesmo é destruindo um parque de diversões acreditando se tratar de um monumento importante dos EUA.

Spielberg mistura tudo de forma tão desajeitada que fica difícil imaginar que o diretor dos espetaculares Tubarão e de Contatos Imediatos de Terceiro Grau tenha dirigido isso. Não há uma nota autoral no filme, não há clima de aventura. Tudo parece um Zorra Total, um programa de humor onde os esquetes não funcionam - diferente de Apertem os cintos, o piloto sumiu, por exemplo, a coisa é um samba de crioulo doido, criado por ninguém menos que Robert Zemeckis. Há sequências que duram uma eternidade, como a do baile que o rapaz tenta invadir - parece que não vai acabar nunca e termina tudo numa enorme briga. As gags cômicas não funcionam, as tiradas de sarcasmos e a pitada de humor praticamente não funcionam.

O elenco é conhecido, com Dan Aykroyd, John Belushi, Christopher Lee, Treat Williams - jovem e quase irreconhecível - Nancy Allen, atriz popular dos anos 80 - mas ninguém se destaca. O filme é longo, beira o tédio, não inspira diversão e parece dirigido preguiçosamente. Mesmo sendo um fracasso de crítica e público, a comédia escrachada traz o que se tinha de melhor na época em termos de técnica de efeitos especiais e na ação é onde Spielberg se mostra um verdadeiro mestre, com cenas de ataque no meio da cidade, conflito aéreo nos céus de Los Angeles e uma roda gigante desgovernada. O filme recebeu 3 indicações ao Óscar, nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhores Efeitos Especiais, ao menos mantendo a ótima qualidade técnica dos filmes do diretor.

Cotação: 1/5

Um elenco estelar, desperdiçado em um filme que não funciona.



Um comentário:

  1. como vc bem disse,wendy jo sperber,a moça cheinha que corre atrás dos soldados é o melhor personagem do filme.
    também achei esse filme fraco,mas acredito que é porque o steven spielberg não tem o senso de humor necessário pra fazer comédia pastelão

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