segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A maldição de Chucky - 2013



Por Jason

O filme começa com uma entrega numa casa em que vivem uma mulher e sua filha, engessada em uma cadeira de rodas. A mulher recebe um lindo presente dos correios: o boneco Chucky. Sem entender e achando se tratar de uma piada de mau gosto, joga o boneco no lixo. Pouco depois, claro, é assassinada misteriosamente - e todo mundo entende que ela se matou, afinal, estava louca. Mais tarde, desembarcam em sua casa o casal de parentes, formado por sua irmã, sua sobrinha pequena, a babá e um padre - todas vítimas potenciais para o boneco assassino, é claro. 

A franquia já desandou faz tempo e não a toa esse novo filme vai direto para o mercado de home vídeo. O primeiro filme, Brinquedo Assassino, teve uma recepção positiva, em sua mistura de terror, comédia e suspense, na década de 80, que lhe garantiu um sucesso surpreendente, arrecadando na época cerca de cinco vezes o seu orçamento de 9 milhões de dólares - virou clássico. Mas o passar do tempo transformou a franquia em uma espécie de paródia, com o boneco praticamente transformando tudo em um show de comédia. Aqui, não é diferente, com a diferença em que nada, nem o humor ácido do encapetado, funciona. 

Espanta toda a pobreza da produção. A mãe da menina, por exemplo, parece ser mãe do próprio Chucky de tão bizarra que é. Para completar o plot ordinário, ela mantém um caso secreto com a babá que é descoberto pelo marido, já que este instala uma câmera no boneco (!). Logo no começo, o padre é despachado para o além, vitimado por um acidente de carro cujo teto corta sua cabeça e suas mãos (com direito a banho de sangue, cabeça de plástico rolando e um coadjuvante que atua olhando para a câmera). E tome sequências de pobreza trash pilotadas pelas mãos inábeis da direção, que não consegue criar uma cena digna de nota. 

Qualquer cena é motivo para a trilha sonora subir histericamente. A edição, lerda, não sabe quando cortar as cenas de maior impacto. Cenas de morte como um choque elétrico ou da personagem que perde um olho (que além de tudo é burra) se estendem por mais tempo do que devem. O elenco é horrível e não funciona - Fiona Dourif, de True Blood, se esforça, mas não convence. Brad Dourif, bizarro, pouco tem a fazer. A ligação do assassino com a família soa forçada. O filme, mesmo com uma hora e meia, se torna enfadonho e o boneco, com síndrome de Linda Blair em O exorcista, vive rodando a cabeça para lá e para cá. O epílogo é um carnaval, mas o maior problema é que não emociona, não causa medo, não causa gargalhadas. É como uma piada sem graça. Mais terrível que isso, impossível.

Cotação: 0,5/5

Assista se for fã do Chucky. Se não for, nem perca seu tempo.

Um comentário:

  1. Excelente crítica ao filme, expressou toda a realidade do "filme" e o meu sentimento de raiva perante o tempo em que eu perdi assistindo essa obra do fracasso.

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