sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Aladdin - 1992



Por Jason

Neste clássico da Disney, acompanhamos a história de amor entre um ladrão pobretão de bom coração, Aladdin, e a princesa Jasmine, que sonha em sair das paredes do palácio e arranjar um grande amor para a sua vida, enquanto seu pai tentar encontrar príncipes ricos para fazer a jovem casar. Paralelo a isso, o vilão Jafar deseja ser sultão e poderoso - e fará de tudo para isso.

A estrela do filme, no entanto, é mesmo o surtado gênio da lampada, que chega depois de meia hora de animação, já aparece causando a maior confusão e um número musical espalhafatoso. O gênio, que banca o esperto, dá a ele direito a três desejos, sendo que estes desejos possuem limitações. Todos os personagens, no caso, lidam com conceitos de liberdade - Jasmine vive presa no palácio, Aladdin é um jovem constantemente caçado e preso a todo momento pelos furtos, e o próprio gênio, que vive trancado dentro de uma lâmpada e deseja ser livre. 

O amor e a liberdade são, claro, os eixos motriz da trama. Para ser livre, o gênio precisa que o seu amo assim deseje. Para Jasmine ser livre, ela precise que as leis mudem. Para que Aladdin se torne um homem livre, ele precisa do amor da princesa. Os números musicais agregam assim um pouco mais à trama e eram uma característica recorrente dos desenhos Disney - aqui não é diferente. Isso pode ser um problema para quem não curte, principalmente marmanjos que evitam a todo custo permitirem que sua criança interior se revele! O filme ainda traz uma heroína Disney que culminaria em outros tipos femininos como Pocahontas - a Jasmine é esperta, sensível e corajosa, do tipo que não fica parada esperando por um príncipe encantado para salvá-la. Esse seria o tom que os desenhos ganhariam dali em diante. 

Mas Aladdin traz ainda um tipo de inocência marcante que parece ter se perdido com o tempo, à medida que as animações em 2D deram aos poucos lugar para a tecnologia da computação gráfica. Antes uma exclusividade, os desenhos em CGI viraram arroz de festa e com eles surgiram - e volta e meia surgem - produtos feito em menos tempo, mas de qualidade duvidosa. A Disney, um dia líder no seu segmento, viu outros estúdios se arriscarem no ramo, debochando de seus contos de fadas, e obterem assim sucesso muitas vezes inesperado no final dos anos 90. 

Devido ao que a animação convencional um dia representou para a Disney e o que ela é hoje, toda a beleza de Aladdin, embutida no difícil e demorado processo criativo de uma animação desse calibre, parece ter ficado ainda maior com o tempo. 

Cotação: 4/5

Nostalgia total.

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