quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Invasão a Casa Branca - 2013



Por Jason

Na trama do filme, os coreanos invadem os EUA e entram na Casa Branca, sequestrando o presidente e secretários de segurança, mantendo-os reféns no bunker. Três pessoas possuem cada um, um código de segurança que juntos podem controlar todo o poderio nuclear dos EUA, deixando o país a mercê de qualquer ataque. Os coreanos querem então os códigos, e através dele a liberação do contingente militar americano em terras coreanas, ao passo que Mike (Butler) consegue se infiltrar na Casa Branca e, óbvio, tal qual um Bruce Willis perdido no Nakatomi Plaza em Duro de Matar, ele é a única solução para o problema lá dentro. Para tentar colocar algum drama nessa trama, o filho do presidente está lá também, perdido na Casa Branca e Mike, que falhou ao proteger a mãe do menino uma vez, agora vai ter que mostrar que está disposto a não cometer o mesmo erro para salvar o menino e o pai.

Ou seja: a fórmula é batida - trata-se de um filme que casa bem com qualquer época de cinema de Hollywood, principalmente com os anos 80, quando filmes de exército de um homem só chutavam bundas de terroristas de todas as nacionalidades possíveis (e improváveis). O plot é básico de um filme B de ação, do tipo que passa no Super Cine, em uma sessão da TV que o povo só vê por tabela ou na falta do que fazer. Mas a diferença aqui é que Fuqua, de Lágrimas de Sol e Dia de treinamento, tem mão boa para ação e isso é inegável. Aqui, apesar do filme ter efeitos pobres, ele os usa de maneira consistente, sem exageros. Os efeitos sonoros e a edição do filme são outros pontos que jogam a favor e nesse sentido, ele é muito mais feliz como realizador do que a patacoada O ataque de Roland Emmerich, outro que destruiu a Casa Branca este ano - o filme tem ritmo bom e prende a atenção. É um filme que não vem para divertir, mas para entreter, impressionando com sua violência - e ele tira vantagem disso. 

O diretor também não poupa a plateia da violência do ataque, com explosões, tiros na cabeça, facadas e execuções - os inimigos coreanos invadem a Casa Branca e se certificam que todos os seguranças estão mortos executando um a um. Em um momento, o líder coreano é executado para a câmera do pentágono  uma oficial é assassinada com um tiro na cabeça na frente do presidente. É tudo cru - não dá para fazer uma contagem de corpos porque parece que metade da população de Washington é assassinada com um avião coreano cheio de metrancas - como se um Rambo baixasse no filme na forma de um veículo - e isso é um elogio, diante de tanta covardia que o cinema hollywoodiano apresenta de uns tempos para cá por trás da cortina dos órgãos de censura.

A produção não foi barata - são 70 milhões de dólares, muito bem usados - e o filme não foi um sucesso estrondoso - arrecadou pouco mais que o dobro do custo em bilheterias. Talvez porque o filme, apesar de eficiente na sua proposta, tem uma série de problemas. Para cada Angela Bassett e Morgan Freeman, temos Aaron Eckhart, com aquela eterna cara de nada, como o presidente boxeador dos EUA (que, graças a Deus, só vai se meter a herói ao final). Gerard Butler é ator que não agrega muito valor, já que atuava em produções porcas até se destacar em 300 - e daí não conseguiu administrar muito bem a carreira. Completam o pacote o desperdício de Ashley Judd, que chega e morre logo no prólogo da produção sem acrescentar nada. Pior: o público não vai reconhecer a Oscarizada Melissa Leo, relegada a eterna coadjuvante de tudo quanto é filme, sem muito a fazer a não ser apanhar que nem mala velha - muito menos se importar com Radha Mitchell, desfilando de enfeite de cenário. 

A clicheria também é absurda, com direito a trilha sonora típica, em marcha militar, a bomba sendo desativada prestes a explodir o mundo, diálogos toscos - só faltou o "você é a doença, eu sou a cura" e, claro, a patriotada típica americana. Em uma cena simbólica, os coreanos arrancam e jogam a bandeira dos EUA fora. Ao final, claro, discurso do presidente e bandeira tremulante. Mais brega impossível.

Cotação: 2/5

Funciona num Super Cine, como filme de ação, ou quando não se tiver nada para fazer. Mais do que isso, o filme não entrega.


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