quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Tubarão 2 - 1978



Por Jason

O filme começa com um ataque de um tubarão a dois mergulhadores. Antes de morrerem, uma foto, contudo, é tirada do bicho. Mais tarde, a câmera é encontrada, mas uma mulher e um barco são atacados enquanto se divertiam no mar. Em seguida, uma orca morta surge na praia, com sinais de mordidas de tubarão. O terror do chefe Brody (Roy Scheider) está, então, de volta. 

Tubarão 2 nasceu no rastro do sucesso estrondoso do primeiro filme e dos olhos dos executivos do estúdio que queriam criar uma franquia e fazer dinheiro a todo custo. Eles conseguiram, ao custo de 30 milhões de dólares (o filme arrecadou 200 milhões, fazendo dele um sucesso de bilheteria muito mais por causa do primeiro filme do que pela qualidade da produção). Sai o drama e o horror da população de Amity e o trio de homens distintos que enfrentam a fúria da fera do mar, no primeiro filme, e entra um filme de terror genérico, contaminado pelo fato de que no final dos anos 70 nasciam os filmes de terror envolvendo jovens e adolescentes, como Carrie A Estranha ou Halloween. 

O diretor do filme veio da televisão dos anos 60. Jeannot Szwarc dirigiria mais tarde o clássico Em algum lugar do passado e não há, aqui, uma nota autoral sequer. Jeannot emula os takes de Spielberg de todas as formas - incluindo a conhecida sequência em que o chefe de polícia grita para todo mundo sair da água -, talvez com medo de inovar ou de fazer do filme uma obra diferente da original. Esse fato pesa contra a produção - que acaba não apresentando absolutamente nada de novo em relação ao primeiro filme ao não ser uma quantidade maior de jovens histéricos e idiotas que, contra todas as regras e ordens, decidem velejar no lugar. A própria relação de Brody com os filhos é resumida praticamente ao salvamento e o sacrífico do pai em mantê-los longe dos dentes da criatura.

Não dá para falar da solução forçada do final do filme, em que o pobre e atormentado chefe Brody decide arriscar a própria vida e arranja uma forma de matar o bicho, envolvendo um cabo de alta voltagem que fornece energia a ilha - é bizarro. Improbabilidades a parte, o tubarão do filme é, além de tudo, ninja. Nada na mesma velocidade de uma lancha e ataca gente que esquia na água. Salta para destruir um barco e, não contente em ter no cardápio a disposição jovens retardados mentais para sua dieta, se arrisca a querer comer um helicóptero anfíbio. Sem contar que sobra muita gente viva, quando metade deveria virar refeição para fazer a alegria do espectador - a menina irritante que não para de gritar o tempo todo é uma delas. 

Tamanho esforço só poderia resultar ao filme uma característica inconfundível de descartável.

Cotação: 2/5

Vale por algumas cenas interessantes, bem conduzidas, e pelo fato de que Brody é o personagem mais carismático e bem desenvolvido de todos. Mais do que isso, o filme não entrega.

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