quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa - 1986



Por Jason

Uma sonda alien é detectada pela USS Saratoga. O objeto não identificado aporta em órbita da Terra e ioniza a atmosfera, iniciando um processo de vaporização dos oceanos e sugando a energia das naves. A equipe da Enterprise, que estava em uma nave Klingon e prestes a ser julgada - o almirante Kirk violou nove leis da Federação e sua tripulação resolveu apoiá-lo - se depara com uma situação inusitada: a nave se comunica como se estivesse sob água, na linguagem de baleias que já estão extintas. Os tripulantes acabam viajando no tempo graças a nave Klingon, para encontrar baleias que possam se comunicar com a entidade alienígena. 


Em 1986, a tripulação descobre que a nave está sem energia e eles tem pouco tempo para resolver tudo. A equipe se divide, para encontrar as baleias, transportar, e recarregar a nave. Eles precisam fazer isso com a tecnologia da década de 80, usando os recursos que possuem. Nesse contexto, Chekov acaba preso, vai parar num hospital e precisa ser resgatado de lá. As baleias são soltas no mar e são alvos fáceis para os baleeiros, mas a equipe consegue levá-las para o futuro. A volta para casa do título tem, além do sentido de retorno a Enterprise ao final do filme, um retorno a Terra.

Difícil lidar com a personagem Alice, que cuida das baleias. Misteriosamente, depois de ser teletransportada para dentro da nave, ela aceita aquela realidade sem entrar em pânico nem questionar nada (a atriz é ruim). A direção de Nimoy é um marasmo. A maior parte do filme se passa no presente e isso, a certa altura, parece uma maneira encontrada pelo roteiro para deixar o filme mais barato. Sai a ficção e entra um tipo de comédia genérica, colocando pessoas do futuro no passado, enquanto se estranham e os tipos distintos colidem. O elemento, no entanto, é novidade na franquia cinematográfica e talvez por isso tenha agradado, porque se tem uma coisa em que Star Trek sempre foi eficiente é em ser sintonizado com os problemas do seu tempo.

O filme traz elementos vistos nos dois últimos filmes mais recentes da franquia, dirigidos por J J Abrams, como a mãe de Spock, cujo diálogo pode ser revisto no segundo filme, Além da escuridão (sobre o fato de que o bem de todos deve se sobressair ao bem de um só). Lida também com a temática de viagem no tempo (temática popular nos filmes da década de oitenta e na série). Apesar da fragilidade do roteiro, que lembra mais um episódio da série de tv do que uma produção para cinema, há uma mensagem ecológica e uma temática que o mantém atual.

A ILM, responsável pelos efeitos especais, foi feliz em mesclar as baleias reais com criações robóticas e montagens, mas é inegável que a maioria dos efeitos empobreceram e a falta de um vilão e uma ameaça maior deixa a produção meio solta - apesar de ter sido bem recebido pela crítica e ter sido um sucesso de público, chegando a quatro indicações ao Oscar.

Cotação: 2/5

O tema é atual, mas a direção lenta e o roteiro frágil prejudicam o filme.

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