segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os 12 macacos - 1995



Por Jason


Bruce Willis interpreta James Cole nessa interessante produção de ficção dirigida por Terry Gilliam, um prisioneiro de um futuro devastado por uma praga viral que dizimou a população mundial, matando cinco bilhões de pessoas. Ele é mandado de volta ao passado em uma experiência que visa evitar o desastre que parece liderado por um grupo de terrorista intitulado O exército dos 12 macacos, em 1996. Mas Cole acaba em 1990. Desorientado, é internado em um manicômio, onde tem o primeiro contato com a doutora Reilly (Madeleine Stowe) e um doente mental Jeffrey (Brad Pitt).

Cole carrega lapsos de visões de um garoto que vê um assassinato em um lugar público, envolvendo uma mulher loira e um homem. Ele trama sua fuga do hospício, é preso novamente, mas desaparece misteriosamente. Na segunda tentativa, Cole acaba parando no meio da Primeira Guerra Mundial, onde é baleado na perna. Volta finalmente para 1996, quando o filme toma outro rumo. Sequestrando a doutora, Cole aos poucos começa a juntar as peças e a doutora, antes cética, começa a dar crédito a sua trama quando as coisas começam a fazer algum sentido. O ápice disso se dá em um aeroporto, onde passado e presente se encontram na vida de Cole e onde finalmente toda a trama se encaixa de forma genial, de forma, aliás, pessimista, já que o herói falha em sua missão e acaba preso para sempre em uma lacuna temporal. O roteiro, no entanto, respeita as teorias e informações conhecidas sobre viagens no tempo, simplificando de maneira eficiente a temática.

Além do curioso e intricado roteiro, o destaque fica por conta da cenografia do filme. Não só o mundo do futuro desolado e tomado pelos animais em um inverno que parece constante, mas o próprio presente em que o filme é rodado soa decadente, sombrio e desgastado. O manicômio onde Cole vai parar está completamente deteriorado, com suas paredes acabadas, descascando, azulejos quebrados e objetos velhos e enferrujados, como se fosse um pesadelo. Os prisioneiros no futuro vivem em gaiolas e os equipamentos são pobres e deteriorados. 

Bruce Willis faz o de sempre, o papel de herói.  Stowe se esforça e o filme ainda tem o ótimo Christopher Plummer, como o pai do lunático Jeffrey. Mas é Brad Pitt, cheio de tiques nervosos e agonia que acaba roubando a cena em determinado momento do filme, com direito a uma lente de contato que o deixa com um problema no olho esquerdo. Pelos esforços, Pitt conseguiu sua primeira indicação ao Oscar de Coadjuvante. Doze Macacos escorrega ao embutir o relacionamento clichê de envolvimento amoroso entre o paciente e a doutora e no desenvolvimento, um tanto arrastado. A criatividade, contudo, reforça a qualidade de uma das melhores ficções da década de 90. 

Cotação: 4/5
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