domingo, 24 de novembro de 2013

Capitão Phillips (Captain Phillips) – 2013



Direção: Paul Greengrass
Roteiro: Billy Ray, Richard Phillips (livro), Stephan Talty (livro)
Elenco: Tom Hanks, Barkhad Abdi, Barkhad Abdirahman, Faysal Ahmed, Mahat M. Ali, Michael Chernus, Catherine Keener, David Warshofsky, Corey Johnson, Chris Mulkey, Yul Vazquez, Max Martini
Sinopse: Richard Phillips (Tom Hanks) é um comandante naval experiente, que aceita trabalhar com uma nova equipe na missão de entregar mercadorias e alimentos para o povo somaliano. Logo no início do trajeto, ele recebe a mensagem de que piratas têm atuado com frequência nos mares por onde devem passar. A situação não demora a se concretizar, quando dois barcos chegam perto do cargueiro, com oito somalianos armados, exigindo todo o dinheiro a bordo. Uma estratégia inicial faz com que os agressores recuem, apenas para retornar no dia seguinte. Embora Phillips utilize todos os procedimentos possíveis para dispersar os inimigos, eles conseguem subir à bordo, ameaçando a vida de todos. Quando pensa ter conseguido negociar com os piratas, o comandante é levado como refém em um pequeno bote. Começa uma longa e tensa negociação entre os sequestradores e os serviços especiais americanos, para tentar salvar o capitão antes que seja tarde.


Por Lady Rá



Capitão Phillips adapta a história real do marinheiro americano Richard Phillips, um homem comum, que em um belo dia se viu como refém de piratas, durante uma viagem pela costa da Somália. Não conheço muito bem todo o trabalho do diretor Paul Greengrass (vi United 93, que achei muito bom), mas o que me atraiu para esse filme foi o fato dele ser estrelado por Tom Hanks e também a curiosidade cinéfila. Fui com boas expectativas e felizmente elas foram correspondidas.



Com uma breve introdução que contrasta a vida de um homem comum, que respeita seu trabalho e ama sua família, tentando levar sua vida com dignidade, e a complicada situação em que vivem os somalis e o que os leva a entrar no mundo do crime. E logo parte para o que interessa, o seqüestro do navio do Capitão Phillips pelos piratas e as negociações pelo seu resgate que duraram cerca de cinco dias. Greengrass consegue equilibrar o drama, com ação constante e tensão crescente, fazendo bastante uso de câmera na mão, sua direção expõe a situação de forma crua, mas sem apelações, ajudado por uma boa trilha sonora que harmoniza perfeitamente com cada cena.



O roteiro felizmente não se torna maniqueísta ou panfletário, o que poderia acontecer facilmente nesse tipo de história. Há sim uma pincelada da situação político-social vivida atualmente, mas que contribui para entendermos melhor os motivos que levam aqueles homens a agirem daquela forma. O filme faz o público se importar, se emocionar com a situação da vítima, mas também não demoniza seus seqüestradores, pelo contrário, os humaniza. E o bom desempenho dos atores contribui para isso.



Tom Hanks, que há algum tempo, vinha devendo uma grande atuação, mostra porque ele é um dos mais notáveis atores da história do cinema. Há especulações de que ele poderá ser indicado ao Oscar por este papel, o que seria muito justo, porque ele simplesmente nos faz crer no personagem. Ele é aquele homem comum, um profissional centrado, tentando manter a calma numa situação desesperadora, mas que em determinado momento acorda pra realidade, ele está impotente diante, não só da situação de perigo, mas diante de um sistema cruel, no qual pessoas sucumbem todos os dias. Vale destacar o ótimo trabalho dos atores somalis, especialmente Barkhad Abdi, que interpreta Muse, o líder dos piratas, que tem uma ia dinâmica com Hanks, sem fica a sua sombra em momento algum. Não digo que ele roubou a cena, porque na verdade, há uma excelente troca entre os atores.

 Dessa forma, tudo harmoniza de modo que Capitão Phillips, apesar de retratar uma situação trágica, nos faz ainda parar para pensar sobre o mundo e a situação em que vivemos, não deixando de ser até mesmo divertido em alguns momentos. Um filme notável, que provavelmente terá reconhecimento nessa temporada de premiações. Com todo mérito.


Nota: 4,5/5

TRAILER:



Recadinho do Além Túmulo: A volta dos que não foram



Olá minha gente, tem séculos que eu não posto nada aqui no blog. Precisei dar um tempo, porque andei atarefada demais com minha vida em off. Sinto tê-los deixado nas mãos dessas duas loucas, Tia Rá e Hanni, mas ainda bem que tem o Jason pra botar ordem nesse galinheiro, porque né? Mas embora a vida em off tenha estado atribulada, não abandonei por completo os filmes. E recentemente vi alguns muito bons, porque diferente da Tia Rá, eu sou seletiva e não saio vendo qualquer porcaria por aí. Aos poucos vou comentar sobre eles aqui. 

Um xêro, 

Lady Rá.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Top 10 - Filmes Obviamente Inspirados por Hitchcock

Por Ravenna Hannibal



OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIIIII
Olha, gente, eu estava em umas férias prolongadas que tive que interromper por que a folgada da Tia Rá resolver fazer um tour no Mundo Inferior pra conhecer melhor o Hades. Por mim ela fica lá.
Vocês não devem nem lembrar da Hanni aqui, mas eu voltei e voltei pra ficar.
E pra começar em grande estilo, vou falar sobre os filmes dos diretores recalcados que TENTAM ser igual o tio Hitchcock e NÃO conseguem.
Assim gente, todo mundo sabe que todo suspense que preste hoje tem uma influencia mínima que seja do Alfie, né? Técnicas que ele inventou e reinventou são infinitamente reutilizadas, algumas poucas vezes, outras são usadas tantas vezes que virou clichê. 
Mas também tem aqueles filmes que são OBVIAMENTE, CLARAMENTE, DESCARADAMENTE inspirados em obras do Alfie. Você é leigo meu bem? Não consegue perceber referências, essas coisas? Ok, Hanni aqui te ajuda. Escolhi 10 presepadas – umas boas, umas péssimas – pra ilustrar o que to tentando dizer pra vocês. Como não é exatamente um TOP 10 de melhores e sim uma lista, não coloquei em ordem de qualidade e sim em ordem cronológica decrescente. Segue listinha!


1 – Segredos de Sangue (Stoker, 2013)

A estreia de Park Chan-Wook (Oldboy) em Hollywood, e a estreia do er... ator Wentworth Miller como roteirista (que aqui tem a ajuda de Erin Cressida Wilson, de “O Preço da Traição” e “Secretária”) é morna. Ela tem um contraste gritante entre o estilo visual impecável e criativo e um roteiro que falha em criar uma história realmente interessante. A influência de Hitchcock é TÃO óbvia que chega a parecer forçada. A começar da trama do tio que chega em casa e desperta a discórdia. O olha! O tio se chama Charles. Tio Charlie, exatamente como em “A Sombra de uma Dúvida” do Alfie! Mas as referências não param por aí, além das semelhanças de roteiro com o filme citado acima, os assassinatos que ocorrem possuem uma veia de “Frenesi” e há cenas referência à “Psicose” e “Marnie”. O roteiro é típico. O filme está nessa lista não é a toa.

2 – O Turista (The Tourist, 2010)

Angelina Jolie e Johnny Depp estrelam (sem muito brilho, porém), esse requintado mix de romance, suspense e ação, que é obviamente hitchcockeano em seu enredo que lembra filmes como “Ladrão de Casaca”, “Intriga Internacional”, e em menor escala “Marnie”. 
Os elementos são os mesmos, uma bela mulher protagonista que se envolve com um suspeito de roubo que está sendo procurado e acaba agindo como agente dupla ao conquistar o moço e passar informações para a polícia. O jogo de gato e rato, o suspense  sem grandes quebra-cabeças a serem resolvidos e ainda assim com plot twist no final, revelam a influência de Hitchcock na trama. Uma pena que apesar de bem feito, a química entre Jolie e Depp é ausente, o filme não provoque muito o espectador e acaba sendo esquecível.


3 – Enterrado Vivo (Buried, 2010)

O filme de estreia de Rodrigo Cortés já figurou dois textos no blog: uma resenha sobre ele mesmo e o primeiro (e último até agora) episódio da minha Cozinha. Em ambos os textos, destaquei as influências claras à Hitchcock, a começar pela ideia desafiadora de se passar em um único ambiente fechado , trilha sonora e técnicas de filmagem.

4 – Ilha do Medo (Shutter Island, 2009)

Baseado no livro de Denis Lehane (o mesmo que escreveu Sobre Meninos e Lobos), “Ilha do Medo” é um filme do Scorsese que não é diretamente inspirado em Hitchcock em seu enredo. Mas a começar por assuntos como relacionamentos mal resolvidos, obsessão e atmosfera doentia, ele já lembra o (infinitamente superior) “Um Corpo que Cai” (e uma cena obviamente inspirada no filme). Mas as semelhanças vão além disso: flertando também com Stanley Kubrick, Scorsese referencia Psicose, Marnie e Intriga Internacional. Além do clima constante de suspense, técnicas de filmagem e desenvolvimento calmo, o filme ainda contém uma atmosfera de conspiração e um plot twist dignos do Mestre do Suspense.

5 – O Inquilino (The Lodger, 2009)

Também figurou na minha cozinha. Este filme é uma releitura do livro que deu origem ao filme de mesmo nome da fase inglesa do mestre Hitchcock. O filme infelizmente tem vários furos de roteiro, e por várias vezes percebe-se que seu orçamento foi baixo. Mas é repleto de referências visuais ao diretor que vão muito além do enredo, a violência apenas sugerida, os movimentos de câmera, enquadramentos, e outras coisas, revelam a grande influência do Alfie sobre o diretor.

6 – Paranoia (Disturbia, 2007)

Paranoia não é um filme inspirado em Hitchcock. É a releitura de Hitchcock. Dirigido por DJ Caruso, Paranoia é uma grande besteira. Uma besteira que pode ser resumida em “A versão teen sessão da tarde de “Janela Indiscreta”. Mas por mais que seja uma besteira repleta de clichês e sem nem metade da genialidade do original, é bem divertido. A trama é praticamente a mesma, só que com tecnologia e adolescentes.

7 – Plano de Voo (Flight Plan, 2004)
Jodie Foster estrela esse filme que é obviamente inspirado em “A Dama Oculta”, filme de 1938 da fase inglesa de Hitchcock e um dos meus preferidos do tio. Na trama, os passageiros de um trem aguardam a neve ser retirada dos trilhos numa pousada. Nesse mesmo tempo, a protagonista conhece uma simpática senhorinha, que embarca no trem com eles. Durante a viagem porém, a senhora some misteriosamente e os passageiros dizem que ela não existe. Na trama de Plano de Voo, Jodie Foster interpreta uma mãe cuja filha desaparece em pleno voo e as pessoas do avião dizem que ela embarcou sozinha.

8 – O Homem que Copiava (2003)

Sim! Este é um filme brasileiro, um Hitchcock tupiniquim. Esse filme é muito menos do que poderia ser com o roteiro que tem. Mas está longe de ser ruim. Apesar da qualidade de imagem não tão boa, a direção é eficiente em criar ótimas rimas narrativas e o roteiro é ótimo e envolve elementos básicos das narrativas preferidas do Hitchcock: roubo, assassinato e relações doentias. Além das referências, claro, das quais a mais óbvia é ao filme “Janela Indiscreta”. Vale a pena dar uma conferida.

9 – Revelação (What Lies Beneath – 2000)

Revelação trata-se principalmente de um tema que Hitchcock não gostava de abordar: o sobrenatural. Mas as referências a ele são numerosas para serem ignoradas.
A começar pelo início “Janela Indiscreta”, depois a tentativa de Zemeckis de transformar as banheiras do filme no chuveiro de “Psicose” e os ângulos criativos que parecem saídos de um genuíno Hitchcock. Uma pena que o filme não tem a mesma sutileza do mestre, senão seria memorável!


10 – Um Crime Perfeito (A Perfect Murder, 1998)

Esse é outro que não se limita a referências. É praticamente uma releitura de “Disque M Para Matar”. É um bom filme, mas não chega a ser uma obra prima como o do mestre. Até por que, Gwyneth Paltrow NUNCA será Grace Kelly, né, gente?

E aí, queridinhos, lembram de mais algum pra colocar na lista?

domingo, 10 de novembro de 2013

Tubarão 3 - 1983



Por Jason

No terceiro episódio da série, continuação dos sucessos anteriores da franquia, o local da ação é deslocado, do povoado de Amity para a Flórida. Sai o xerife Brody e entra em cena seu filho Mike (Dennis Quaid, jovem e já inexpressivo). Lá, um parque aquático moderno, misturando atrações para toda a família é construído e está prestes a inaugurar. O parque conta com dois golfinhos, uma orca e outros animais como tubarões de espécies menores, possuindo um circuito por baixo da água, que permite aos visitantes apreciarem o fundo do mar e um circuito de esqui para exibições públicas. Todos os animais são cuidados pela bióloga Kay e a administração é feita pelo ganancioso Calvin.

Numa noite, um dos funcionários do parque é atacado e morto, dado como desaparecido em seguida. Mais tarde, Kay e seu namorado Mike descobrem que há um tubarão nas redondezas. A mulher, burra, decide levar o tubarão para o parque, com a ideia de que isso atrairia mais visitantes (embora quase tenham morrido comida pela criatura, ela decide cuidar dele) e com a desculpa que eles não possuem um tubarão branco em cativeiro (!?). Ambos saem para capturar o animal, mas acabam pegando outro menor, que morre no cativeiro. O bicho gigante começa então a fazer estrago no parque, o que vai resultar em um acidente envolvendo os visitantes e uma trama mirabolante para capturá-lo vivo ou morto.

Além de Dennis Quaid como Mike, o filme traz também Louis Gossett Jr, que seria premiado no mesmo ano em que esta bomba foi lançada pela sua interpretação em A força do destino. A ideia do filme é facilmente conhecida e aceita pelo público - parques que não dão certo não eram novidades no cinema até ali. Acontece que Tubarão 3 é mal filmado. As cenas subaquáticas são pessimamente iluminadas e os efeitos especiais, espalhafatosos, são desastrosos - a direção não sabe como usá-los. 

Impossível não rir com o tubarão, que vai dar as caras no aquário quase que sorrindo para o povo em pânico durante um jantar. Não contente, o tubarão engole um personagem inteiro (!!!) e vai mastigá-lo (!!!). Cheio de mágoa de caboclo, o tubarão vai atacar a sala de controle do parque carregando os pedaços do homem que engoliu e que tem em suas mãos a granada que usaria para explodi-lo. Claro, um dos heróis vai lá tentar meter a mão na boca do bicho para completar o plano de destruir o animal, o que resulta numa das cenas mais ridículas e mal elaboradas do cinema. 

O mais impressionante é que nesse roteiro consta o nome do ótimo Richard Matheson e é difícil acreditar que alguém com uma capacidade sobrenatural como Matheson tenha assinado o roteiro dessa tosqueira de marca maior - uma prova de que todo mundo às vezes erra feio. Talvez pelo apelo do 3D em que foi lançado, Tubarão 3 não tenha sido exatamente um fracasso. A um custo de 18 milhões, arrecadou quase 5 vezes mais garantindo lucro para a produção que só seria superada em porqueira pela continuação, o maravilhoso trash impagável Tubarão 4 - a vingança.

Cotação: 0/5 

Tosco de doer.

sábado, 9 de novembro de 2013

Star Wars VI - O retorno de Jedi - 1983



Por Jason

O império construiu uma base na lua de Endor, além de uma nova Estrela da Morte, capaz de aniquilar planetas inteiros. Darth Vader almeja se encontrar com Luke Skywalker e colocar um fim não só na Aliança Rebelde como nos Jedis. Enquanto isso, Han Solo permanece preso em carbonita como adorno no botequim de quinta categoria do palácio do asqueroso Jabba. Luke tenta negociar Han com Jabba, mas acaba fazendo com que R2 e C3PO sejam presos. Léia se disfarça tentando salvar Han, mas acaba prisioneira também. Vestida num biquíni sumário que virou uma das marcas do personagem, é ela que mais tarde dá cabo da lesma gigante. Han e Luke são condenados a virarem comida de verme do deserto, mas escapam e juntos, todos seguem para o combate contra as tropas de Darth Vader.

Até a primeira hora, a trama e produção deste episódio se sustentam maravilhosamente bem como nos outros filmes anteriores da série - a exceção é Fett, que é despachado rapidamente e sem importância pelo roteiro. A festa a fantasia de Lucas inclui música no bar cantada por uma sapa bicuda e seres estranhos e bizarros de todas as partes da galáxia. A cantora do botequim, aliás, faz parte das inúmeras mexidas de Lucas na sua obra original que a descaracterizaram - ele mexeu tanto, acrescentando novas cenas e efeitos especiais que poucas pessoas se lembram do que foi feito em 1983 e o que não foi. Há a sequência muito lembrada com o monstro Rancor, em que Luke cai no fosso de Jabba e precisa escapar do monstro gigante e momentos importantes nessa primeira passagem.

A aparição do Lorde Sith, o imperador Palpatine, que controla Vader, é uma delas. Luke descobre que Léia é sua irmã e confirma com Yoda que Vader é Anakin Skywalker, seu pai, que foi tentado e acabou no lado negro da força. Ele ainda tem contato com Obi Wan, que lhe dá algumas instruções. Tanto Luke quanto Vader está em conflito. O primeiro, pela força da raiva, o segundo, pelo bem ao ficar diante do filho e se lembrar dos tempos em que era Jedi. É pela dor do filho, aliás, que Vader se redime, impedindo o Lord Sith e de matá-lo. O problema começa com a entrada dos Ewoks na lua do planeta Endor, ao final da primeira hora, quando a trama desanda e só vai se recuperar no final.

Os Ewoks soam da mesma forma que Jar Jar Binks em Ameaça Fantasma. Há uma infantilização problemática para a saga, se contarmos que o filme é continuidade de O império Contra-Ataca, um filme mais sombrio. Do alto de suas moradas nas árvores, os anões ewoks, peludos como bichinhos de pelúcia, parecem que foram criados em um acesso de infantilidade ou desespero de Lucas em atrair crianças para os cinemas e, claro, manter a marca em atividade fora dos cinemas para vender todo tipo de quinquilharia. Escapa uma coisa ou outra, como o encontro entre Luke e seu pai, quando Luke percebe que há um conflito entre o bem e o mal dentro de Vader.  Depois, a luta épica entre pai e filho, que termina com a verdadeira face do vilão sepultado em sua carcaça robótica.  

Os efeitos especiais misturam de miniaturas a montagens e bonecos de borracha - e, claro, o seu excesso datou o filme como sempre acontece nestes casos de filmes da década de 80. Há um sem número de maquiagens (o filme ganhou o Oscar de melhores efeitos especiais, além de ter sido indicado em outras 4 categorias: melhor trilha sonora, melhor direção de arte, melhor som e melhor mixagem de som). O retorno de Jedi também traz alguma mensagem sobre perdão, afinal, se trata de um acerto de contas entre dois familiares. Longe de ser um fracasso de bilheterias (o filme é o que menos arrecadou na saga, pouco mais de 470 milhões de dólares) o saldo é positivo: mesmo com a infantilização, a saga fecha de forma satisfatória, finalizando a odisseia espacial de Lucas - e sepultando de uma vez as carreiras de Carrie Fisher e Mark Hamill que não decolaram.

Cotação: 3/5 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Filme do dia: Além da eternidade - 1989



Por Jason

Terceiro fracasso da carreira de Spielberg, Além da eternidade conta a história de um romance entre Pete e Dorinda, com roteiro baseado no romance A guy named Joe (o filme é uma refilmagem de Dois no céu, de 1943). Pete, um piloto de avião que combate incêndios florestais acaba morrendo em um acidente, não sem antes salvar o seu amigo Al (John Goodman). Ao fazer a passagem, ele é recebido por uma entidade angelical (a maravilhosa Audrey Hepburn, em seu último filme nos cinemas) que o instrui a voltar para fazer com que um jovem piloto, Ted, aprenda os seus conhecimentos e para Dorinda esquecê-lo.

Pete (Richard Dreyfuss) pentelha o tempo todo e perambula para lá e para cá de forma invisível. Tenta engatar um romance entre o novato Ted - que ri guinchando como um burro - e uma jovem, mas acaba descobrindo que ele está apaixonado por Dorinda. A mensagem que Spielberg parece gritar o tempo todo é a de que a dor da perda uma dia pode dar lugar a novas alegrias. A vida tira algumas oportunidades para dar outras aqueles que perderam seus entes queridos, cabe a cada um aproveitar. A parte interessante é o fato de que Pete é o veículo pelo qual o espectador testemunha como andam os outros personagens após a perda de Pete.  

Na parte técnica do filme, não há do que se questionar nada. Tudo mantém o rigor dos filmes de Spielberg, com fotografia, efeitos, direção de arte, tudo de qualidade (note que a montagem é vigorosa). As cenas de voo são todas bem trabalhadas e se os efeitos especiais envelheceram, a mão de Spielberg para as sequências mais agitadas continua mostrando que o cara é um mestre no quesito porque o filme não tem problema nenhum de ritmo - vide a ótima e ainda impressionante sequência em que Dorinda dá rasantes no meio do fogo para abrir passagem a um grupo de homens que está preso no meio do matagal em chamas. São outros problemas, contudo, que comprometem a produção. 

O elenco não tem química e cada um parece estar atuando sozinho. Holly Hunter, apesar de talentosa, parece fora do tom. Dreyfuss faz as tiradas e as caras que sempre foi especialista. John Goodman tem um personagem simpático e só, mas Deus sabe de onde saiu o tal de Brad Johnson, sem talento e inexpressivo. A trilha é melosa e açucarada. Personagens somem sem dizer a que vieram (o caso da coadjuvante apaixonada por Ted é o mais grave). Melhor que tivessem chamado a Whoopi Goldberg e sua Oda Mae Brown. 

Se o espectador não consegue se identificar com os personagens nem torcer por eles, fica difícil acompanhar a odisseia de Pete transitando pelo mundo como uma alma penada. É aí que o tom leve demais do filme parece jogar contra - é um romance, mas não cativa, não emociona por falta de estofo dramático, como o sucesso Ghost, por exemplo, que traz um tema parecido.  Ao final, quando Spielberg apela pelo melodrama, já é tarde demais.

Cotação: 2/5

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Star Trek Insurrection - 1998




Por Jason

Durante uma missão, o robô Data acaba surtando no planeta para o qual foi enviado. Picard (Patrick Stewart) é chamado para ir atrás dele. O planeta onde vão parar mantém sua população aparentemente imortal vivendo em harmonia com a natureza e paz entre eles. Uma raça, no entanto, deseja coletar a radiação que permite a esses habitantes viverem dessa forma, destruindo o planeta em seguida. Essa raça é, na verdade, a mesma dos habitantes do planeta, mas que foi exilada e se deterioraram por causa da radiação.

Parte do grupo fica no planeta, lutando, liderados por Picard. A outra parte está no espaço, tentando manter a Enterprise inteira contra os ataques inimigos. Paralelo a isso, o roteiro embute um romance ensaiado entre Picard e uma habitante do lugar, além do Klingon que está retornando a fase da puberdade graças ao planeta e a relação de amizade entre o androide Data e uma criança. O filme é um dos mais leves de toda a série. Traz uma alegoria sobre aproveitar a vida enquanto se é jovem, uma mensagem pacifista sobre perdoar também, na figura de um vilão deformado que se redime dos erros ao reencontrar sua mãe no final.

O filme é compacto, passa rápido, mas traz um ar indefectível de coisa ultrapassada - seria interessante se fosse feito em 1960, não no final da década de 90. Os efeitos visuais, todos em computação, soam falsos (a ILM não podia realizar os efeitos na época e a produção precisou contratar outras empresas). O resultado é tosco. A maquiagem, no entanto, é eficiente - os vilões parecem ter a pele derretida e fazem sessões grotescas para pregá-las com grampos e mantê-las esticadas, numa aparência no mínimo bizarra. 

De bom, temos o retorno de Jerry Goldsmith para a trilha sonora, que é preciso (é a melhor coisa do filme). Apesar de bons momentos e de recuperar o que foi investido (foram quase 60 milhões - parece mais barato - e um total de pouco mais de 110 milhões em arrecadação), o filme, contudo, não é inesquecível. O vilão central não é marcante. O romance entre Picard e a habitante é interessante do ponto de vista narrativo - afinal, ele nunca se envolve com ninguém, é uma pessoa que vive em função da sua tripulação e esquece de sua vida pessoal (e ela, pasme, tem trezentos anos com cara de quarenta). O problema é que o romance flui do nada para lugar nenhum. Sobra para Data situações toscas e involuntariamente cômicas. 

Star Trek aqui ainda continua sendo um clube fechado, algo voltado apenas para os fãs e conhecedores da série. Falta arrombo de interpretações ou uma trama mais interessante para quem não é letrado na série, já que neste caso é preciso fazer um conjunto de concessões e aproveitar assim as viagens da Entreprise universo afora. Se o espectador assim fizer, poderá aproveitar melhor o filme. Se não, melhor passar longe.  

Cotação: 2/5


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Star Trek Primeiro Contato - 1996



Por Jason

Na trama, uma raça alienígena chamada Borg vai ao passado da Terra para escravizar os humanos. Os Borgs tem alta capacidade de assimilação, transformando desde matérias orgânicas como seres humanos em ciborgues até a própria nave Enterprise. A equipe da Enterprise vai então ao passado para evitar que o programa de assimilação da raça se concretize e acabe com os humanos. 

Sai a tripulação original e entra uma nova, liderada por Jean Luc Picard oriunda da série de tv Star Trek The Next Generation. O elenco principal é formado pelos atores da série e traz Patrick Stewart no papel principal. Patrick é ator calejado e eficiente e cumpre muito bem sua função. Os efeitos especiais são bons e ainda se mantém muito bem até hoje, com o pé na explosão de efeitos computadorizados de meados da década de noventa. O destaque fica por conta da sedutora rainha alien, de Alice Krige (em boa atuação, demonstrando ser boa atriz, mas que nunca teve uma carreira devidamente reconhecida). 

A rainha mistura computação com maquiagem em um bom efeito visual e protagoniza pelo menos uma cena grotesca - a do beijo com o robô Data. Há uma profusão de maquiagem aliás, algumas bem elaboradas como as dos borgs (o filme foi indicado ao Oscar na categoria) e outras desastrosas, como a do referido Data, com lente de contato bizarra e cara pintada para desfilar numa escola de samba (isso vale também para Geordi, que usava um óculos na concepção da série e adotou lentes de contato espalhafatosas na transposição para este episódio no cinema). Outra mudança importante e interessante é a investida na ação. O filme já começa com uma batalha contra um cubo borg gigante e um festival de efeitos especiais e explosões. O resultado é sem dúvidas um filme mais dinâmico, que passa suas quase duas horas muito bem. Mas não dá para fazer vistas grossas aos vários problemas. 

Star Trek Primeiro Contato sofre com a falta de coadjuvantes interessantes. Há o robô Data, numa tentativa fracassada de ocupar um lugar deixado por Spock na tripulação original e ele não consegue chegar aos pés da concepção de Spock. O resto parece descartável e unidimensional, uma falta de melhor concepção do roteiro em trabalhar personagens secundários - a exceção de Stewart e do excelente James Cromwell ninguém atua com destaque. Há coisas mais graves. 

A direção de arte é espalhafatosa demais e os cenários parecem destoar de tudo - se havia nos outros filmes uma tentativa de transpor certa realidade, futurismo e elegância para o ambiente da Enterprise, por exemplo, aqui tudo lembra um filme de ficção cafona da década de 50. A sala do reator parece um carro alegórico ou saída de Batman e Robin. A ponte de comando da Enterprise parece o saguão de um hotel misturando um monte de cores (incluindo uma luz azul que sai do chão da ponte de comando), os ambientes são todos sem inspiração (alguns lembram Star Wars) e a iluminação do filme é problemática. Talvez porque o filme ainda tem aquela indefectível cara de episódio de televisão, talvez um eco ou assinatura do diretor Jonathan Frakes, que atuava na série de Tv e aqui assumiu a direção. Exceto por algumas cenas e a personagem bizarra alienígena, que parece incorporar características de outra série de ficção, Alien, o resultado é uma sensação de filme descartável, esteticamente pobre e sem brilho.

Cotação: 2/5

Funciona bem na ação e aventura (Picard exige fisicamente de Stewart mais aqui do que nos outros episódios, pelo visto). Quem procura por mais do que entretenimento descompromissado, no entanto, pode se decepcionar.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Star Trek Generations - 1994



Por Jason

Continuo a revisitar as produções da série Star Trek nos cinemas. Neste, o filme começa com o retorno de Kirk a Enterprise, agora comandada por uma nova tripulação. Durante uma volta de apresentação no sistema solar, a nave recebe uma chamada de socorro de duas naves que estão passando por uma tempestade em forma de faixa de energia. Uma é destruída e parte da tripulação da outra é salva, o que inclui o Doutor Soran. Acontece que no processo, a Enterprise é danificada e Kirk aparentemente morto. 

Setenta e oito anos depois, a nave já é comandada por Jean Luc Picard (Patrick Stewart) e sua tripulação, que incluem Data (um androide procurando evoluir e desenvolver sentimentos), Geordi (um negro com um óculos que não são nada práticos, mas ficaria bom num show do Daft Punk), Guinan, uma bar tender, dentre outros. Eles descobrem uma estação danificada que abriga, misteriosamente, o Dr Soran. Durante a investigação de Picard, descobre-se que Soran está ligado diretamente a faixa de energia chamada Nexus, que atingiu a Enterprise 78 anos antes e para onde Soran quer retornar. Para completar o tamanho do problema, os Klingons acabam se envolvendo na confusão pois estão do lado de Soran, piorando a situação da tripulação da Enterprise.

Star Trek Generations funciona como um ato de passar o bastão na franquia do cinema - não a toa se trata de uma nova geração oriunda da série de tv do mesmo nome - e veio com a mesma função que o filme de J. J. Abrams surgiu em 2009: recolocar a franquia nos eixos, reapresentando-a, atualizando, para um novo público. Mesmo não sendo uma franquia capaz de arrecadar cifras monstruosas, Star Trek se tornou em uma marca multimilionária para os estúdios Paramount, em licenças e produtos de todos os tipos. O resultado não foi catastrófico - o filme arrecadou quase 120 milhões de dólares para um orçamento de 35 milhões - mas, diferente da produção de 2009, não se livrou de resultar em uma extensão do que era visto na televisão. Salvo uma sequência ou outra, a produção parece um episódio da TV, e isso, não há como negar, tem seus prós e contras. 

Generations tem bons momentos, como aquele em que a Enterprise se desloca em duas e parte em direção a um pouso forçado (que deve ter servido de inspiração, inconscientemente ou não, para Além da escuridão, de 2013, pois alguns takes são semelhantes). Os efeitos especiais eram bons para a época e ainda se sustentam. Whoopi Goldberg surge em boa e agradável participação. O vilão, Soran, é interpretado pelo bizarro Malcolm McDowell, mas o roteiro não o ajuda - ele não tem muito o que fazer a não ser o óbvio. Roteiro, aliás, é o maior problema do filme. Kirk morre de uma maneira tão brega que chega a chocar (deve ter matado também meio mundo de fãs de ataque cardíaco). Sem falar dos momentos de pieguice extrema, quando Picard vai parar no Nexus realizando seus sonhos com seus filhos durante o Natal. 

Depois de seis filmes com o elenco original - a franquia já demonstrava cansaço desde o terceiro, com poucas sacadas boas nos filmes seguintes - era natural que Star Trek iniciasse sua descida ao limbo até ressurgir das cinzas em 2009. Generations foi só mais um passo nessa direção. O filme ainda recebeu indicação para pior ator coadjuvante - William Shatner - no Framboesa de ouro do ano seguinte. Merecido. Sua morte é uma das coisas mais absurdas e indignas de toda a série e parte da culpa disso é da própria cara de Shatner nesse momento.

Cotação: 2,5/5

Preste atenção: No começo do filme, na oficial de ciências da Enterprise. Ela é Janette Goldstein, atriz de televisão, que interpretou a Vasquez de Aliens O resgate, a mãe adotiva de John Connor em Terminator 2 e a mãe que consola os filhos presos durante o naufrágio em Titanic

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida - 1991



Por Jason

No filme, a nave Excelsior é atingida por uma onda de explosão no espaço. Mais tarde, descobre que uma lua do planeta Klingon evaporou devido a exploração massiva de seus minerais. A federação propõe um acordo para ajudá-los e um asilo político, já que os Klingons não devem ter mais de setenta anos de vida. 

Paralelo a isso, uma vulcana como Spock, Valeris, marca presença na Enterprise. Kirk é selecionado para fazer um acordo com os Klingons (sugerido por Spock) e, no momento do encontro, propõe um jantar a todos. O jantar, claro, é um desastre, com indiretas para todos os lados e um clima de desconfiança entre ambos os lados, principalmente do Klingon Chang. 

Misteriosamente, a Enterprise dispara contra a nave Klingon. Fugindo de uma invasão misteriosa, que liquida os tripulantes da nave Klingon, Kirk decide ajudar, mas acaba preso com McCoy por acusação de traição e ambos são levados a um meteoro que serve de prisão. Começa então um movimento de Spock para descobrir o que houve - e ele acaba descobrindo que Valeris está envolvida com a tragédia depois de montar uma operação de salvamento dos dois. Nos vinte minutos finais, a trama de investigação dá finalmente ares de filme de ação, com direito a um combate combinado da Enterprise e Excelsior contra a nave Klingon de Chang para salvar os líderes de um atentado em uma comissão investigadora do caso, que acontece na Terra.

Curiosamente, o filme traz um tom mais pessimista, com direito a cena de sangue rosa de Klingon criado em computação gráfica flutuando e pedaço de Klingon voando para todo canto. É mais eficiente na tensão do que todos os outros anteriores, investindo em uma trama de investigação e conspiração, misturando metáforas de uma Guerra Fria com a ameaça de uma Terceira Guerra Mundial (além, é claro, de uma notável crítica ao capitalismo - a lua é vaporizada supostamente pela exploração massiva - e sua rivalidade com o socialismo representado pela então União Soviética).

O elenco traz caras novas. O ótimo Christopher Plummer se diverte a berça, quase rindo o tempo todo coberto de maquiagem - maquiagem, aliás, que envelheceu demais, porque parece que vai descolar a qualquer momento. Há a presença ainda de Kim Catrall (de Sex and the city, robótica e sem brilho), como Valeris, um jovem Christian Slater, e a modelo Iman. Iman, aliás, parece ter saído de um desfile de escola de samba, como uma metamorfa traíra que tem olhos de vampira, cara de traficante de drogas, fuma que nem uma caipora, é cheia de penas de urubu e quase mata Kirk. Graças as maquiagens, que incluem também criaturas bizarras azuis com genitálias nos joelhos, o filme recebeu indicação ao Oscar nesta categoria (foi indicado também a Melhores Efeitos Sonoros). 

Star Trek, contudo, mantém certa ingenuidade - a trama investigativa é didática e não deixa nada para o espectador pensar, uma vez que Spock praticamente desembola tudo antecipadamente. Parece, contudo, o mais polido de todos - os efeitos especiais foram em pequenas doses para caber no orçamento, mas tiveram contribuições da ILM notáveis. Era o ano de o Exterminador do futuro 2, que trazia tecnologias inovadoras como o software Morph (usado para o robô de metal líquido se transformar em outros personagens e que é usado até hoje em personagens como Mística, dos XMEN). É ele quem permite a camaleoa assassina a esconder sua verdadeira face ou imitar Kirk em uma sequência do filme. Alguns efeitos visuais foram terceirizados, mesmo assim, o conjunto mantêm um bom padrão para a época. 

O filme teve sucesso de crítica e de público e foi o último com a tripulação original nos cinemas. O estúdio Paramount, que já vinha ensaiando um recomeço da série nos cinemas, percebeu, após o fiasco do quinto capítulo da saga, que era preciso abandonar a tripulação original, já que corriam o risco de não atingirem as expectativas em bilheterias: a série não conversava mais com o público e parecia envelhecida para seu tempo (justamente ela, sempre pioneira e atual). 

Ao final, os letreiros receberam as assinaturas do elenco, como dedicatória aos fãs. Uma boa despedida, mas ainda assim aquém do que poderia ter sido.

Cotação: 3/5

domingo, 3 de novembro de 2013

Top 10 - 10 filmes com Michael Douglas para se ver





Coma - 1978

Num grande hospital, muitos pacientes entram repentinamente em coma e desaparecem sem deixar vestígios. Espetáculo de suspense bem realizado, adaptado de romance de Robin Cook, com boas atuações e trama convincente.



Síndrome da China - 1979

Uma repórter e seu cinegrafista presenciam um estranho acontecimento em uma usina nuclear da Califórnia. Após a matéria feita por eles ter sido recusada pela emissora de televisão, começam a investigar o porquê do segredo em torno do assunto, com a ajuda de um engenheiro da usina que gradativamente toma consciência da gravidade da situação. Quatro indicações ao Oscar.



Tudo por uma esmeralda - 1984

Romancista solitária gasta o tempo escrevendo e fantasiando o homem perfeito. Mas sua vida muda de rumo quando ela viaja para resgatar sua irmã, sequestrada, e se descobre procurando um tesouro com o homem de seus sonhos. Turner, maravilhosa e talentosa, uma atriz que o cinema esqueceu. Custou 10 milhões de dólares e arrecadou 15 vezes mais. Indicado ao Oscar de Melhor edição.




Wall Street - 1987

O filme mostra os bastidores do mundo dos grandes negócios da década de 1980, seguindo um ambicioso e jovem corretor da bolsa, Buddy Fox (Charlie Sheen), que sonha em conhecer o seu ídolo, Gordon Gekko (Michael Douglas) um milionário ganancioso e frio, que ignora os sentimentos quando se trata de negócios. O filme deu o Oscar de Melhor Ator para Douglas.



Atração fatal - 1987

Dan Gallagher (Michael Douglas) é um advogado conceituado de Nova York que acaba se envolvendo, casualmente, com a sedutora Alex Forrest (Glenn Close), enquanto sua esposa (Anne Archer) está viajando. Mais tarde, Dan, achando que foi equívoco, considera o affair encerrado. Mas Alex não aceita ser ignorada, "nem hoje, nem amanhã, nem nunca... nem que isso signifique destruir a família de Dan para ficar com ele". Seis indicações ao Oscar, incluindo Glenn Close, inesquecível na pele da psicopata Alex.




Chuva Negra - 1989

Nick Conklin (Michael Douglas) e Charlie Vincent (Andy Garcia) são dois detetives da polícia de Nova York que se vêem envolvidos em uma guerra de gangue entre membros da Yakuza, a Máfia japonesa. Eles prenderam um dos assassinos e têm ordem de levá-lo de volta para o Japão, mas quando chegam lá o deixam escapar. Na tentativa de recapturá-lo, se vêem cada vez mais envolvidos pela Yakuza.



Um dia de fúria - 1993

Martin Prendergast (Robert Duvall) é um policial no seu último dia de trabalho antes de se reformar, e que arrisca a sua própria vida para tentar impedir William Foster (Michael Douglas), um homem que está emocionalmente perturbado porque perdeu o seu emprego e vai encontrar-se com Beth (Barbara Hershey), a sua ex-mulher, e de sua filha, sem querer reconhecer que o seu casamento já terminou há muito tempo.



Instinto Selvagem - 1992

Johnny Boz, antiga estrela de rock e proprietário de um clube noturno em São Francisco, é encontrado morto na sua cama. O caso é entregue ao detective Nick Curran, que possui um passado de alcoolismo e consumo de drogas, embora já esteja recuperado. A principal suspeita é Catherine Tramell, uma atraente e manipuladora romancista que mantinha uma relação há já algum tempo com Boz. Sharon Stone, na maior cruzada de pernas da história do cinema. Indicação ao Globo de Ouro para Sharon, Framboesa para Douglas.




Traffic - 2000

Relata o tráfico de drogas do ponto de vista do produtor ao consumidor, usando três diferentes histórias que acabam por se intersectar num fim comum. As histórias são ainda filmadas sob diferentes espectros de luz, como o azul e o amarelo torrado.Numa delas, um ministro da Suprema Corte America, nomeado como chefe do departamento de combate ao tráfico, descobre que sua filha é viciada em drogas. Em outra história, uma esposa assume o comando do cartel do trafico depois que seu marido é preso. A terceira história relata os conflitos entre chefes do trafico e um policial na fronteira do Texas (Estados Unidos) com o México.



Minha vida com Liberace - 2013

Esta cinebiografia do famoso pianista Liberace (Michael Douglas) mostra os cinco anos em que o artista namorou Scott Thorson (Matt Damon), em uma relação turbulenta que terminou com um longo processo judicial. Emmy de Melhor Ator para Douglas.

sábado, 2 de novembro de 2013

Riddick 3 - 2013




Por Tia Rá

Eu as vez nem me presto a assistir esse tipo de filme, sabe, gente... pra num perder meu taime com filme nível ASYLUM podrera que ninguém vê meshmo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Mar assim, eu vi né com esses óio que a terra naum vai comer um dia porque saum de diamantchys... Num tenho como apertar o botaum e deletar da minha mente, então eu simprismente... ACEITO. Se você faz parte do grupo que viu a podreira, ACEITE tamém kkkkkkkkkkkkk 

Num sei porque se prestaram a pagar uns trocado pra fazer filme pobre inútil de uma franquia flopada que nunca prestou, né, povo? Vamo relativizar aí com a tia? Depois que eu meto a sapatada, o povo acha ruim e vem me criticar. Como diria minha ídola absoluta Nana Buracão, DONTE ME CRITICAISE! (seja lá o que isso significar).

Vejamos... o filme é tão pobre que os ator receberam marmita e um pouco de água em troca porque tarram tudo faminto nas esquinas de Holiuod. Chamaram uns estagiário dos efeito espacial de jogo pra Playstation 1 porque era o que darra pra pagar e foi assim mermu, na cara dura. Sabe, suspeito que o filme naum tenha uma diressaum de fotografia - num tem nem diressaum mermu, imagina se vai ter isso HAHAHAA - porque noonca in my life (e olha que saum três mileniuns de idade) vi um filme taum sujo de podre e taum malacabado. Tô dizeno, é nível Sharknado de produssaum. Como podem colocar ESTO nos cinemas, gente? Cara de pau define. Os efeito saum tudo pobreza de horrível. Quem fez essa coisa naipe Carpenter podia pedir esmola nos metrô pra melhorá isso daí...

Mar enfim... Tipo, tem filme que os efeito saum podre, mas a trama é taum boa que tu releva né... Fica torceno pra ter uma continuassaum que custe mais caro e miore a porra toda. O probrema é que Ridicula já terre uma continuassaum cara que a peste e que naum prestou, comofas? E aqui pegaram o roteiro e usaram pra limpar as boondas dos ator porque num tinha papel giênico pra dar pros ator se limpar no set. OHWAAAAAAAAAAAAAAAAIT! A T-R-A-M-A!

Ridicula é dexada pra morrer num planeta deserto (que tem maish vida que você que taí encalhada e afundano sua boonda no sofá). Os urubu quer comer ele, as hiena cachorra quer comer e até uns dublê pobre de alien que tem rabo de cobra e ferraum de escorpiaum, tudo criado em computassaum de fundo de quintal, QUER MORDER aquela boonda carnuda malhada do Vem Diesel. Aí ele adota um cachorro phophinho (OI?) e luta contra as criatura, é isso (meia hora de ladainha, com Ridicula citano Shakespeare, ser ou num ser eis a questaum, todo um drama que realmente funciona SQN); Aí chega um povo quereno pegar a Ridicula, traz uma Spice Girl que eles liberam e ela sai correno achano que ia salvar, aí o cara vai lá e POW, mata a bisca. FEEN DA PARTICIPASSAUM ESPECIAL DA MEL B.

Ah pois... Ridicula aparece, se oferece pra ajudar a saírem do planeta bla bla bla bla e o deixarem em paz bla bla bla porque vai rolar a festa de noite com um monte de beesho cosplay pobre dos aliens. Mas Ridicula é capturada, rola todo um dialogo pobreza (redundanSSia), Ridicula se revolta, mata um dos vilaum com um facaum cortano a cabeça dele. Aí começa mais meia hora de ladainha. O home vilaum dessa trama podre tem toda uma magoa do caboclo porque acha que Ridicula matou o filho dele, mas tipo, o filho do home era maconheiro dorgados e morreu de OVERDOSE (naum me questionem como isso serve pra trama, porque num serve pra nada kkkkkkkkkkkkkkkkk). Ridicula foge dos bicho, todos acham que ele vai morrer - torci loka pra isso porque num guentarra maish - mas ele é salvo por uma loira vilã sapatônica satânica que agora num quer mais pepeca, quer piu piu. 

FEEN DO FILME.

Tarra me perguntano o filme todo se num era melhor eles terem filmado num deserto ao invés de gastarem com computassaum de quinta, economizarra mais, botarra uns ventilador pra fazer poeira, e ia ficar mais decente, num ficarra essa baixaria, porque gente... ao invés de tentarem fazer o filme parecer mais caro, fazem pra parecer tipo fundo de quintal produssaum caseira, nunca vi coisa mais trash, tenham dessenssia com meus óio rebanho de misera!

- E os ator, tia? 

Os ator é tudo pra ganhar Uóscar, tudo de Diesel pra baixo, tem até um dublê pobre da Jemy Rena gente, achei BAPHO. Karl Urba fas participassaum como vampira, naum tá faceo pra ninguém. Tem um negaum pirocudo que entra mudo e sai calado RISOS e uma beeshinha novinha que só serve pra fazer beicinho. Mas nada se compara a lora sapatonica da vez, que é ninja, toda I WANNA BE FODONA! Porque num chamaram a Vagina Carano pra completar a pobreza desse leesho?

Cota: -12545872321132104544874516456513231511515415123 de "5"

É tipo desastre ecológico, derramamento de petróleo no mar. Se jogar essa oferenda no mar, morre TUDA!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Jornada nas Estrelas V - A fronteira final - 1989



Por Jason

O filme começa em Nimbus 3, um planeta deserto onde Sybok, um meio irmão de Spock, encontra um homem e o recruta para o seu exército. Corta para Kirk e estamos em um acampamento, com Spock e McCoy, ambos de licença, quando são interceptados por Uhura, que avisa que a licença acabou. Sybok mantém uma romulana, um klingon e um humano reféns em Nimbus 3. A Enterprise e uma nave Klingon seguem para Nimbus.

O grupo de Kirk tenta penetrar na fortaleza onde o vilão mantém os reféns, mas acabam capturados. Retornam para a Enterprise em uma manobra arriscada levando Sybok que quer ir para Sha Ka Ree, a origem, planeta que para ele é o céu, onde segundo ele a vida começou. O vilão é na verdade um manipulador, que se utiliza das memórias das pessoas para se apropriar da dor e aliviá-las dentro delas, ganhando assim a confiança de seguidores - uma boa sacada, afinal. Lá, na superfície do planeta em que ele espera encontrar Deus, no entanto, eles se encontram com uma entidade que exige que a nave Enterprise se aproxime - e ataca Kirk, o único de todos que não se rendeu a feitiçaria do vilão.

Kirk questiona o motivo da entidade querer a nave, quando Spock também é atacado por ela. A coisa, que vive numa luz, tem várias formas de seduzir os homens e almeja por sair do planeta e se espalhar. Fica claro que o roteiro faz uma metáfora sobre a alienação religiosa - o vilão, nota-se, é um alienado. A sua fé cega o levou, na verdade, não a Deus, mas ao diabo, já que a entidade foi ali aprisionada e deseja se apoderar de outras pessoas. 

O campo de figuras exóticas está bem defendido pois, além dos Klingons e do demônio, o filme inclui até uma felina com três seios. A bela Uhura protagoniza uma bela cena de dança para seduzir guardas no deserto (só a cena vale pelo filme todo). Dirigido por William Shatner, o capitão Kirk, o filme é o penúltimo da equipe original nos cinemas e o grupo se entende muito bem como sempre. Depois de tanto tempo juntos é impossível dissociar suas imagens de seus personagens. Curiosamente, mesmo sendo compacto e mais ágil que os filmes dirigidos por Nimoy, Star Trek V recebeu críticas negativas e foi a pior bilheteria de toda a série, sendo taxado de o pior da série por muitos até hoje. 

O filme estreou no meio da temporada de verão do ano de 1989, que tinha sucessos de bilheteria como Batman, Indiana Jones e a Ultima Cruzada e Caça Fantasmas 2. Muitos justificam isso como um dos fatores que fizeram o filme não atingir as expectativas do estúdio, crítica e público, e dar sinais de cansaço para a franquia. Esse na verdade é o problema, de muitos, que colaboraram para a falha do filme. 

Os efeitos especiais pioraram - a ILM, de George Lucas, não podia se responsabilizar pelos efeitos por causa da demanda por outros filmes. Para caber no orçamento, muita coisa foi cortada e muitos efeitos refeitos. A maquiagem é pobre - os Klingons são os que mais sofrem -, o terceiro ato do filme é uma bagunça generalizada e o ápice é incrivelmente falho - não há tensão, medo ou qualquer sentimento, apenas um truque barato de câmera para transformar as cores do cenário. A falta de um vilão marcante - embora tenha uma característica intima aos personagens - só piora as coisas. Não há muita cena memorável na produção ou cenas de ação que grudem na memória e o resultado é um tanto descartável.

Cotação: 1,5/5 


  
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