sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Jornada nas Estrelas V - A fronteira final - 1989



Por Jason

O filme começa em Nimbus 3, um planeta deserto onde Sybok, um meio irmão de Spock, encontra um homem e o recruta para o seu exército. Corta para Kirk e estamos em um acampamento, com Spock e McCoy, ambos de licença, quando são interceptados por Uhura, que avisa que a licença acabou. Sybok mantém uma romulana, um klingon e um humano reféns em Nimbus 3. A Enterprise e uma nave Klingon seguem para Nimbus.

O grupo de Kirk tenta penetrar na fortaleza onde o vilão mantém os reféns, mas acabam capturados. Retornam para a Enterprise em uma manobra arriscada levando Sybok que quer ir para Sha Ka Ree, a origem, planeta que para ele é o céu, onde segundo ele a vida começou. O vilão é na verdade um manipulador, que se utiliza das memórias das pessoas para se apropriar da dor e aliviá-las dentro delas, ganhando assim a confiança de seguidores - uma boa sacada, afinal. Lá, na superfície do planeta em que ele espera encontrar Deus, no entanto, eles se encontram com uma entidade que exige que a nave Enterprise se aproxime - e ataca Kirk, o único de todos que não se rendeu a feitiçaria do vilão.

Kirk questiona o motivo da entidade querer a nave, quando Spock também é atacado por ela. A coisa, que vive numa luz, tem várias formas de seduzir os homens e almeja por sair do planeta e se espalhar. Fica claro que o roteiro faz uma metáfora sobre a alienação religiosa - o vilão, nota-se, é um alienado. A sua fé cega o levou, na verdade, não a Deus, mas ao diabo, já que a entidade foi ali aprisionada e deseja se apoderar de outras pessoas. 

O campo de figuras exóticas está bem defendido pois, além dos Klingons e do demônio, o filme inclui até uma felina com três seios. A bela Uhura protagoniza uma bela cena de dança para seduzir guardas no deserto (só a cena vale pelo filme todo). Dirigido por William Shatner, o capitão Kirk, o filme é o penúltimo da equipe original nos cinemas e o grupo se entende muito bem como sempre. Depois de tanto tempo juntos é impossível dissociar suas imagens de seus personagens. Curiosamente, mesmo sendo compacto e mais ágil que os filmes dirigidos por Nimoy, Star Trek V recebeu críticas negativas e foi a pior bilheteria de toda a série, sendo taxado de o pior da série por muitos até hoje. 

O filme estreou no meio da temporada de verão do ano de 1989, que tinha sucessos de bilheteria como Batman, Indiana Jones e a Ultima Cruzada e Caça Fantasmas 2. Muitos justificam isso como um dos fatores que fizeram o filme não atingir as expectativas do estúdio, crítica e público, e dar sinais de cansaço para a franquia. Esse na verdade é o problema, de muitos, que colaboraram para a falha do filme. 

Os efeitos especiais pioraram - a ILM, de George Lucas, não podia se responsabilizar pelos efeitos por causa da demanda por outros filmes. Para caber no orçamento, muita coisa foi cortada e muitos efeitos refeitos. A maquiagem é pobre - os Klingons são os que mais sofrem -, o terceiro ato do filme é uma bagunça generalizada e o ápice é incrivelmente falho - não há tensão, medo ou qualquer sentimento, apenas um truque barato de câmera para transformar as cores do cenário. A falta de um vilão marcante - embora tenha uma característica intima aos personagens - só piora as coisas. Não há muita cena memorável na produção ou cenas de ação que grudem na memória e o resultado é um tanto descartável.

Cotação: 1,5/5 


  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...