segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida - 1991



Por Jason

No filme, a nave Excelsior é atingida por uma onda de explosão no espaço. Mais tarde, descobre que uma lua do planeta Klingon evaporou devido a exploração massiva de seus minerais. A federação propõe um acordo para ajudá-los e um asilo político, já que os Klingons não devem ter mais de setenta anos de vida. 

Paralelo a isso, uma vulcana como Spock, Valeris, marca presença na Enterprise. Kirk é selecionado para fazer um acordo com os Klingons (sugerido por Spock) e, no momento do encontro, propõe um jantar a todos. O jantar, claro, é um desastre, com indiretas para todos os lados e um clima de desconfiança entre ambos os lados, principalmente do Klingon Chang. 

Misteriosamente, a Enterprise dispara contra a nave Klingon. Fugindo de uma invasão misteriosa, que liquida os tripulantes da nave Klingon, Kirk decide ajudar, mas acaba preso com McCoy por acusação de traição e ambos são levados a um meteoro que serve de prisão. Começa então um movimento de Spock para descobrir o que houve - e ele acaba descobrindo que Valeris está envolvida com a tragédia depois de montar uma operação de salvamento dos dois. Nos vinte minutos finais, a trama de investigação dá finalmente ares de filme de ação, com direito a um combate combinado da Enterprise e Excelsior contra a nave Klingon de Chang para salvar os líderes de um atentado em uma comissão investigadora do caso, que acontece na Terra.

Curiosamente, o filme traz um tom mais pessimista, com direito a cena de sangue rosa de Klingon criado em computação gráfica flutuando e pedaço de Klingon voando para todo canto. É mais eficiente na tensão do que todos os outros anteriores, investindo em uma trama de investigação e conspiração, misturando metáforas de uma Guerra Fria com a ameaça de uma Terceira Guerra Mundial (além, é claro, de uma notável crítica ao capitalismo - a lua é vaporizada supostamente pela exploração massiva - e sua rivalidade com o socialismo representado pela então União Soviética).

O elenco traz caras novas. O ótimo Christopher Plummer se diverte a berça, quase rindo o tempo todo coberto de maquiagem - maquiagem, aliás, que envelheceu demais, porque parece que vai descolar a qualquer momento. Há a presença ainda de Kim Catrall (de Sex and the city, robótica e sem brilho), como Valeris, um jovem Christian Slater, e a modelo Iman. Iman, aliás, parece ter saído de um desfile de escola de samba, como uma metamorfa traíra que tem olhos de vampira, cara de traficante de drogas, fuma que nem uma caipora, é cheia de penas de urubu e quase mata Kirk. Graças as maquiagens, que incluem também criaturas bizarras azuis com genitálias nos joelhos, o filme recebeu indicação ao Oscar nesta categoria (foi indicado também a Melhores Efeitos Sonoros). 

Star Trek, contudo, mantém certa ingenuidade - a trama investigativa é didática e não deixa nada para o espectador pensar, uma vez que Spock praticamente desembola tudo antecipadamente. Parece, contudo, o mais polido de todos - os efeitos especiais foram em pequenas doses para caber no orçamento, mas tiveram contribuições da ILM notáveis. Era o ano de o Exterminador do futuro 2, que trazia tecnologias inovadoras como o software Morph (usado para o robô de metal líquido se transformar em outros personagens e que é usado até hoje em personagens como Mística, dos XMEN). É ele quem permite a camaleoa assassina a esconder sua verdadeira face ou imitar Kirk em uma sequência do filme. Alguns efeitos visuais foram terceirizados, mesmo assim, o conjunto mantêm um bom padrão para a época. 

O filme teve sucesso de crítica e de público e foi o último com a tripulação original nos cinemas. O estúdio Paramount, que já vinha ensaiando um recomeço da série nos cinemas, percebeu, após o fiasco do quinto capítulo da saga, que era preciso abandonar a tripulação original, já que corriam o risco de não atingirem as expectativas em bilheterias: a série não conversava mais com o público e parecia envelhecida para seu tempo (justamente ela, sempre pioneira e atual). 

Ao final, os letreiros receberam as assinaturas do elenco, como dedicatória aos fãs. Uma boa despedida, mas ainda assim aquém do que poderia ter sido.

Cotação: 3/5

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...