quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Star Trek Insurrection - 1998




Por Jason

Durante uma missão, o robô Data acaba surtando no planeta para o qual foi enviado. Picard (Patrick Stewart) é chamado para ir atrás dele. O planeta onde vão parar mantém sua população aparentemente imortal vivendo em harmonia com a natureza e paz entre eles. Uma raça, no entanto, deseja coletar a radiação que permite a esses habitantes viverem dessa forma, destruindo o planeta em seguida. Essa raça é, na verdade, a mesma dos habitantes do planeta, mas que foi exilada e se deterioraram por causa da radiação.

Parte do grupo fica no planeta, lutando, liderados por Picard. A outra parte está no espaço, tentando manter a Enterprise inteira contra os ataques inimigos. Paralelo a isso, o roteiro embute um romance ensaiado entre Picard e uma habitante do lugar, além do Klingon que está retornando a fase da puberdade graças ao planeta e a relação de amizade entre o androide Data e uma criança. O filme é um dos mais leves de toda a série. Traz uma alegoria sobre aproveitar a vida enquanto se é jovem, uma mensagem pacifista sobre perdoar também, na figura de um vilão deformado que se redime dos erros ao reencontrar sua mãe no final.

O filme é compacto, passa rápido, mas traz um ar indefectível de coisa ultrapassada - seria interessante se fosse feito em 1960, não no final da década de 90. Os efeitos visuais, todos em computação, soam falsos (a ILM não podia realizar os efeitos na época e a produção precisou contratar outras empresas). O resultado é tosco. A maquiagem, no entanto, é eficiente - os vilões parecem ter a pele derretida e fazem sessões grotescas para pregá-las com grampos e mantê-las esticadas, numa aparência no mínimo bizarra. 

De bom, temos o retorno de Jerry Goldsmith para a trilha sonora, que é preciso (é a melhor coisa do filme). Apesar de bons momentos e de recuperar o que foi investido (foram quase 60 milhões - parece mais barato - e um total de pouco mais de 110 milhões em arrecadação), o filme, contudo, não é inesquecível. O vilão central não é marcante. O romance entre Picard e a habitante é interessante do ponto de vista narrativo - afinal, ele nunca se envolve com ninguém, é uma pessoa que vive em função da sua tripulação e esquece de sua vida pessoal (e ela, pasme, tem trezentos anos com cara de quarenta). O problema é que o romance flui do nada para lugar nenhum. Sobra para Data situações toscas e involuntariamente cômicas. 

Star Trek aqui ainda continua sendo um clube fechado, algo voltado apenas para os fãs e conhecedores da série. Falta arrombo de interpretações ou uma trama mais interessante para quem não é letrado na série, já que neste caso é preciso fazer um conjunto de concessões e aproveitar assim as viagens da Entreprise universo afora. Se o espectador assim fizer, poderá aproveitar melhor o filme. Se não, melhor passar longe.  

Cotação: 2/5


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