sábado, 9 de novembro de 2013

Star Wars VI - O retorno de Jedi - 1983



Por Jason

O império construiu uma base na lua de Endor, além de uma nova Estrela da Morte, capaz de aniquilar planetas inteiros. Darth Vader almeja se encontrar com Luke Skywalker e colocar um fim não só na Aliança Rebelde como nos Jedis. Enquanto isso, Han Solo permanece preso em carbonita como adorno no botequim de quinta categoria do palácio do asqueroso Jabba. Luke tenta negociar Han com Jabba, mas acaba fazendo com que R2 e C3PO sejam presos. Léia se disfarça tentando salvar Han, mas acaba prisioneira também. Vestida num biquíni sumário que virou uma das marcas do personagem, é ela que mais tarde dá cabo da lesma gigante. Han e Luke são condenados a virarem comida de verme do deserto, mas escapam e juntos, todos seguem para o combate contra as tropas de Darth Vader.

Até a primeira hora, a trama e produção deste episódio se sustentam maravilhosamente bem como nos outros filmes anteriores da série - a exceção é Fett, que é despachado rapidamente e sem importância pelo roteiro. A festa a fantasia de Lucas inclui música no bar cantada por uma sapa bicuda e seres estranhos e bizarros de todas as partes da galáxia. A cantora do botequim, aliás, faz parte das inúmeras mexidas de Lucas na sua obra original que a descaracterizaram - ele mexeu tanto, acrescentando novas cenas e efeitos especiais que poucas pessoas se lembram do que foi feito em 1983 e o que não foi. Há a sequência muito lembrada com o monstro Rancor, em que Luke cai no fosso de Jabba e precisa escapar do monstro gigante e momentos importantes nessa primeira passagem.

A aparição do Lorde Sith, o imperador Palpatine, que controla Vader, é uma delas. Luke descobre que Léia é sua irmã e confirma com Yoda que Vader é Anakin Skywalker, seu pai, que foi tentado e acabou no lado negro da força. Ele ainda tem contato com Obi Wan, que lhe dá algumas instruções. Tanto Luke quanto Vader está em conflito. O primeiro, pela força da raiva, o segundo, pelo bem ao ficar diante do filho e se lembrar dos tempos em que era Jedi. É pela dor do filho, aliás, que Vader se redime, impedindo o Lord Sith e de matá-lo. O problema começa com a entrada dos Ewoks na lua do planeta Endor, ao final da primeira hora, quando a trama desanda e só vai se recuperar no final.

Os Ewoks soam da mesma forma que Jar Jar Binks em Ameaça Fantasma. Há uma infantilização problemática para a saga, se contarmos que o filme é continuidade de O império Contra-Ataca, um filme mais sombrio. Do alto de suas moradas nas árvores, os anões ewoks, peludos como bichinhos de pelúcia, parecem que foram criados em um acesso de infantilidade ou desespero de Lucas em atrair crianças para os cinemas e, claro, manter a marca em atividade fora dos cinemas para vender todo tipo de quinquilharia. Escapa uma coisa ou outra, como o encontro entre Luke e seu pai, quando Luke percebe que há um conflito entre o bem e o mal dentro de Vader.  Depois, a luta épica entre pai e filho, que termina com a verdadeira face do vilão sepultado em sua carcaça robótica.  

Os efeitos especiais misturam de miniaturas a montagens e bonecos de borracha - e, claro, o seu excesso datou o filme como sempre acontece nestes casos de filmes da década de 80. Há um sem número de maquiagens (o filme ganhou o Oscar de melhores efeitos especiais, além de ter sido indicado em outras 4 categorias: melhor trilha sonora, melhor direção de arte, melhor som e melhor mixagem de som). O retorno de Jedi também traz alguma mensagem sobre perdão, afinal, se trata de um acerto de contas entre dois familiares. Longe de ser um fracasso de bilheterias (o filme é o que menos arrecadou na saga, pouco mais de 470 milhões de dólares) o saldo é positivo: mesmo com a infantilização, a saga fecha de forma satisfatória, finalizando a odisseia espacial de Lucas - e sepultando de uma vez as carreiras de Carrie Fisher e Mark Hamill que não decolaram.

Cotação: 3/5 

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