quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Os últimos dias em Marte - 2013



Por Jason

Marte já foi estrela de muitas ficções no cinema, algumas excelentes, como Guerra dos Mundos (1953), ou O vingador do futuro (1990). Mas a maior parte delas, contudo, é feita de filmes ruins (do ET chorão de Missão Marte, da ficção fracassada John Carter, de Val Kilmer no horrível O planeta vermelho, passando por outras como o péssimos Doom e Fantasmas de Marte...), uma prova de que o pobre e desolado planeta sofre com péssimos roteiristas. Aqui a situação não é diferente.

Metralhado pela crítica e rejeitado pelo público que o transformou num fracasso total, The last days on mars começa até de maneira interessante, mesmo trazendo o planeta vermelho como pano de fundo para uma trama insossa, mal elaborada e sem atores muito conhecidos do público como atrativo. O elenco é bom e traz, além de Liev Schreiber (o Dentes de Sabre, de Wolverine) no papel principal, a competente Olivia Williams e o ótimo e subestimado Elias Koteas.

Filmado em locações desertas, com pequenas inserções de efeitos especiais - parece mais caro do que realmente é -, traz um grupo de astronautas e estudiosos que se prepara para deixar Marte depois de uma temporada de colonização e pesquisa. Antes de conseguirem realizar o desejo de vazar dali, a equipe descobre que um deles, Marko, está trabalhando em uma análise de uma forma de vida bacteriana misteriosa. É óbvio, já a partir daí, que a bactéria vai contaminar todo mundo e tocar o terror. Para tal, um acidente com o personagem Marko, que cai em uma fenda, deixa a equipe desesperada para encontrá-lo. O problema é que o acontecimento acaba dando sumiço em outro integrante da equipe. É quando eles reaparecem, depois de meia hora, e a qualidade da produção vai ladeira abaixo. 

Se havia um clima de mistério, bons efeitos especiais e um certo suspense, com um cenário bem elaborado, o filme cai no lugar comum: os dois se transformaram em zumbis - de maquiagem pobre - e estão loucos atacando todo mundo. O que era para ser uma ficção vira um tipo de trash nos moldes de Resident Evil na superfície marciana (só faltou a Milla Jojovich aparecer dando pirueta e atirando em todo mundo) misturado com Prometheus (se colocassem um robô no meio, a continuação do filme estava completa). Sai o tom de seriedade e o clima que permeava a produção até ali e entra o ataque ao personagem de Elias, que começa a sofrer sua transformação. Encurralados dentro da base, os sobreviventes que restam tentam sair e pedem socorro a nave em órbita, mas os zumbis vão atacando um a um.

É claro que, entre um ataque e outro, eles procuram um remédio para matar a bactéria marciana assassina que, ninja, desenvolve resistência em poucos minutos (!). Claro que, entre um take e outro, animações surgem mostrando como a bactéria age (O enigma do outro mundo?), e gente irrelevante vai se mostrar perigosa, sacaneando até com outros personagens e escondendo que está contaminada também. Olivia Williams é despachada de maneira ridícula, em um personagem que tinha tudo para restar ao final por ser a de melhor clareza e de melhor desenvolvimento (vai entender...). 

A fórmula é batida e ninguém se esforça para fazer diferente. O filme escurece, pra esconder o baixo orçamento, a câmera se descontrola tentando fazer suspense (não é culpa da direção, que até é competente). O drama do filme se resume ao personagem de Vincent de Liev, que tem alguma claustrofobia um tanto mal explicada por flashbacks e seu interesse amoroso, a tal personagem Lane, que é contaminada e ele é forçado a matá-la. Isso sem falar, obviamente (mais uma vez), que ele não pode deixar a bactéria sair do planeta vermelho e chegar a Terra. 

O pior de tudo vem ao final. Como uma Ripley, Vincent despacha o zumbi da nave e ainda manda recadinho para quem quiser ouvir no espaço. Juro que esperei que ele fizesse strip tease e aparecesse de calcinha mas, graças ao meu bom Deus, isso não aconteceu. Viu só? Pensando bem, não é tão previsível quanto parece. É só um filmeco sem originalidade mesmo. 

Cotação: 1/5

Bons atores e boa produção desperdiçada em um filme medíocre.

6 comentários:

  1. concordo em genero numero e grau ahahhah

    ResponderExcluir
  2. Assistir na Netflix e não gostei, deu pra perceber a qualidade do filme mas o enredo não é uns do melhores. O filme, em minha opinião, mostra cientistas muito incompetentes que agem mais pela emoção do que com a inteligencia para sobreviver que deveria ser totalmente o oposto. Já assistir vários filmes e séries "zumbis" como Guerra Mundial Z, Znation, IZombie e The Walking Dead mas esse superou o pior de todos.

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. Os 93% de relevância na avaliação do Netflix mostra que a maioria das pessoas tem gosto ruim por filme então? Acho que a maioria dos que viram gostaram, a diferença é que os que gostaram preferem fazer coisas mais interessantes do que textão com opinião negativa.

    ResponderExcluir
  5. Eu o assisti e achei bem ruim. A crítica (e não textão) está bem escrita e bem fundamentada. É o retrato perfeito do fracasso da produção. Quem puder evitar, que use 1h e 38 min da vida de outra forma.

    ResponderExcluir
  6. Eu o assisti e achei bem ruim. A crítica (e não textão) está bem escrita e bem fundamentada. É o retrato perfeito do fracasso da produção. Quem puder evitar, que use 1h e 38 min da vida de outra forma.

    ResponderExcluir

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...