segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Rush - No limite da emoção - 2013



Por Jason

Tive uma boa surpresa com esse drama esportivo que mostra a rivalidade existente entre dois grandes nomes da Fórmula 1, os pilotos James Hunt e Niki Lauda, na década de 70. Ambos eram completamente diferentes um do outro: Hunt, mais intenso e arisco, arrogante, inquieto, mulherengo e cheio de si, enquanto Lauda era mais tranquilo, mas com excesso de confiança, mais contido, frio, mais cerebral - e isso se refletia dentro e fora das pistas.  

Lauda era líder do campeonato e estava pronto para ganhar em 1976. No meio do caminho para o sucesso, um acidente quase mata o piloto no campeonato. O carro bateu em alta velocidade e explodiu, queimando sua face e o deixando entre a vida e a morte. Mas Lauda não se contentou em abandonar o circo da F1 e voltou para a pista, recuperando pontos e fazendo com que o campeonato fosse decidido apenas na última corrida debaixo de uma chuva que não permitia pilotar com nenhuma segurança. 

Lauda perderia naquele ano, mas se consagraria como vencedor no ano seguinte. Mesmo não sendo amigo de Lauda, Hunt tomou as dores do acidente, pois, como piloto, também estava sujeito a acidentes e até a morrer na pista. A relação dos dois parte assim da inimizade para um tipo de admiração e respeito mútuo, mesmo com personalidades tão diferentes. O filme ainda traz uma cena em que o brasileiro Emerson Fittipaldi é citado. Quanto a Hunt, a vida de excessos o levaria muito cedo, aos 45 anos.

Daniel Bruhl é sem dúvidas o melhor do time de atores. Ele consegue captar não só nuances, gestuais, aparência, como também a forma de falar e agir do piloto. O ator rouba o filme completamente para si. A conversa que Lauda tem com sua futura esposa antes do casamento mostra bem sua forma de lidar com seus sentimentos fora das pistas - bem como a cena em que a acompanha a comemoração de Hunt, ao ser perguntado pela esposa como ele se sentia - e Daniel consegue resumir tudo de maneira perfeita. 

Em contrapartida, Chris Hemsworth, na concepção do playboy Hunt, não compromete e mostra que pode render alguma coisa se bem trabalhado. Olivia Wilde entra e sai sem dizer a que veio. A trama de romance envolvendo Lauda se perde no meio do caminho, mas a atriz romena Alessandra Maria Lara, par romântico de Daniel em cena, demonstra competência e se sai melhor (olho nela). 

O filme tem uma boa montagem, necessária para transmitir a emoção das corridas de perto para o espectador e vem também com bons efeitos visuais que reconstituem precisamente as corridas. Apressa-se depois de meia hora, dá saltos de tempo vez ou outra e embora não comprometa o entendimento e o roteiro, perde em dramaticidade (depois do acidente, logo o filme avança para colocar Lauda novamente na pista e finalizar). Mas mesmo quem não é fã de corridas pode se envolver com a trama graças a força e o desenvolvimentos dos dois personagens centrais, tornando o filme sólido e o resultado final consistente.

Cotação: 3,5/5

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...