sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Antes e depois - 1996



Por Jason

Antes e depois traz os excelentes Meryl Streep e Liam Neeson envolvidos num drama policial. O corpo de uma menina, Martha, é achado na neve numa cidade de Nova Inglaterra. O principal suspeito é o filho do casal, Jacob (Edward Furlong), que foi visto pela última vez com a menina dentro de um carro. O problema é que Jacob está desaparecido e a mãe acredita que ele também possa ser vítima de um sequestro.

Em contrapartida, o carro do jovem está trancado na garagem e o pai descobre que ele tem manchas de sangue. Mesmo sem saber o que houve, o pai oculta as provas acreditando que Jacob é mesmo o culpado. A irmã de Jacob revela que o pai e ele tiveram uma discussão feia antes de ele sair de casa, o que só alimenta negativamente a situação. Mais tarde, Jacob é preso, mas se recusa a falar, ganhando liberdade mediante fiança por falta de provas. Quando finalmente conta o que houve, o menino revela que realmente namorava com Martha e que queria assumir o relacionamento, mas que no dia do crime, ela revelou que estava grávida de outro. O carro acabou atolado na neve e durante uma discussão, um acidente acabou provocando a morte dela.

A partir daí, mãe, pai e filho vão pensando em encontrar uma solução para o caso diante do julgamento que se aproxima. Persuadido pelo pai, Jacob muda sua versão dos fatos, mas sua irmã e sua mãe não aceitam. A mãe acredita que a verdade pode salvar o filho, como se não conseguisse compreender o que realmente acontece com sua família - e acaba expondo a verdade ao juri. Dito isso, o filme poderia ferver em um drama familiar e o desmoronamento de sua estrutura, porque tanto a verdade quanto a mentira podem prejudicar não só o menino como também o núcleo familiar, mas o que ocorre é justamente o contrário: o filme simplesmente esfria até congelar. 

A produção é baseado no livro de mesmo nome lançado em 1992 de uma escritora de poemas chamada Rosellen Brown. Traz o óbvio e a clicheria, com a família sendo hostilizada por causa do acontecimento, mote prejudicado ainda mais porque o filme tem direção frouxa, novelesca, nos moldes dos filmes B que passam numa sessão como Super Cine. A trilha sonora de Howard Shore é apelativa e invade o filme em quase todas as cenas com seu tom melodramático do começo até o final. Sobra para os atores a responsabilidade de carregar o filme nas costas - e todos trabalham bem, incluindo o advogado Alfred Molina, que decide aceitar o caso e não quer perder nos tribunais. Mas não tem ator bom que escape da pá de cal que vem com o final melodramático, de fazer inveja a qualquer novela mexicana. 

Cotação: 2/5

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