sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Extermínio 2 - 2007




Por Jason

Em O extermínio 2, semanas depois da propagação do vírus mortal como mostrado no primeiro filme, o exército americano invade a Inglaterra e o processo de reconstrução do país já começou. Os moradores são levados de volta gradativamente para a casa, uma vez que constatado que todos os infectados acabaram morrendo de fome isolados no país e os americanos estão cuidando da segurança nacional. Segundo os estudos, o vírus não se propaga pelo ar - apenas pelo contato sanguíneo e pela saliva - nem contamina outros animais, o que permite a repovoação com mais facilidade, já que o último infectado morreu seis meses antes.

Nesse contexto, Robert Carlyle interpreta um pai que, durante a infecção, abandonou a esposa e fugiu, deixando-a para os doentes. Os filhos tinham sido mandados para uma excursão e agora retornam. É explicado a eles o que houve na visão dele - a de que a mãe dos meninos já estava morta quando tudo aconteceu o que, o espectador sabe, é uma grande mentira. Um dia eles resolvem voltar para a casa em que viviam, localizada em uma área de contenção. Lá encontram a mãe vivendo em condições sub-humanas. A mãe é portadora de uma anomalia genética que a impede de desenvolver os sintomas da doença, mas não a impede de transmitir o vírus.

É a partir daqui que a coisa toda degringola e vai ladeira abaixo porque o roteiro do filme é de uma fragilidade ímpar. A vingança da mulher vem com um beijo fatal, que transforma o pai em um zumbi raivoso do nada (a segurança do lugar é uma porcaria, mesmo com o exército americano e toda sua parafernália eletrônica das câmeras de segurança). Mas ela é descartada inacreditavelmente em seguida: o pai mata a mulher em uma cena de gore gratuita e começa finalmente a confusão, com a população em pânico devido ao novo surto da epidemia. Há a ironia - o exército americano, que deveria proteger a população, fuzila todo mundo inocente em determinado momento, sem saber quem está contaminado ou não e vira um perigo tão mortal quanto a própria doença. Mas há de quebra os absurdos.  

Não adianta trazer um elenco mais requintado se o resto não ajuda. A produção traz Jeremy Renner, como um soldado e Rose Byrne, como uma doutora militar. Juntos, eles tentam ajudar os meninos - além de Idris Elba, que parece destinado a fazer papéis como em Círculo de Fogo, o de algum militar genérico linha dura. Sai Danny Boyle na direção e entra o espanhol Juan Carlos Fresnadillo, que tem os seus momentos de total desorientação atrás das câmeras. As cenas de confinamento da população, atacada pelos zumbis, é uma confusão absurda. O herói de Renner é despachado em uma cena idiota e a personagem de Byrne desperdiçada, assassinada pelo papai zumbi em uma cena de visão noturna para a geração Atividade Paranormal (nada de criatividade aqui).

É de Carlyle, aliás, os momentos mais trash, fazendo papel de zumbi enquanto persegue a família feito uma aparição fantasma. Isso sem contar as sequências dos bombardeios e explosões que parecem dirigidas pelo péssimo Paul W. S Anderson para um episódio perdido de Resident Evil, com direito ao descontrolado piloto de helicóptero fazendo picadinho dos infectados com as hélices do aparelho - desculpa para vergonha alheia total de efeitos especiais ordinários, como manda o figurino de um filme classe Z como esse.

Cotação: 1/5

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