quinta-feira, 3 de abril de 2014

Estação Polar Zebra - 1968



Por Jason

À primeira vista, Estação Polar Zebra parece que sai do nada para lugar algum. Um satélite-espião, com importantes informações, cai nas águas do Pólo Norte mobilizando o submarino nuclear Tigerfish para uma perigosa missão de resgate que pode desencadear um conflito entre EUA e URSS.  Considerado o último sucesso da carreira de Rock Hudson, que resultou em seu relacionamento com o diretor de marketing do filme, o filme se passa quase todo dentro de um submarino e é baseado na obra de Alistair Stuart MacLean (autor de Os canhões de Navarone o Desafio das Águias). Em busca de um objeto que caiu no Círculo Polar Ártico, americanos e soviéticos lidam com suas diferenças, com direito a dois russos dentro do próprio submarino e que não inspiram muita confiança e um confronto armado entre duas equipes ao final. 

Ao ancorarem na calota polar, o grupo monta uma expedição no meio da nevasca, com icebergs criando fendas perigosas. Em determinado momento, um acidente leva o  submarino a se encher de água, ameaçando matar todos os tripulantes - é um dos melhores momentos do filme. A embarcação acaba presa no meio do gelo ao subir para a superfície, o que força a equipe a mudar de planos. Na estação, destruída, descobrem os corpos dos estudiosos e eles parecem que foram assassinados. O conflito se dá só nos vinte minutos finais (que não valem o esforço de se chegar até lá...), com a chegada de um exército soviético no gelo, reivindicando a cápsula. A cápsula, como descobrem neste momento chave, explodirá ao tentarem abrir. Ela é finalmente entregue a Rússia, mas detonada em seguida pelo capitão.

O filme reflete o período de Guerra Fria, o clima de tensão entre as nações americana e a soviética, e traz boas sequências de cenas, envolvendo o submarino e a calota gelada. A recriação do cenário, dentro do submarino, é eficiente. Pelo esforço, o filme recebeu duas indicações ao Oscar, pelos Efeitos Especiais (algumas cenas, envolvendo o submarino embaixo d'água ainda são dignas de nota, em detrimento de outras que envelheceram horrores com suas maquetes e seus cenários pintados ao fundo) e pela fotografia. Há coisas mais absurdas no filme com o que se preocupar - no gelo polar, a equipe começa completamente coberta, com capuzes, casacos pesados e óculos para não congelarem, mas, de repente, como se a temperatura mudasse, isso é ignorado e todos aparecem quase despidos, com roupas mais leves e rostos ao vento, sem congelarem, como se não fizesse frio mais lá.

Rock defende bem seu personagem, embora sofra no estereótipo de capitão boa pinta da embarcação sem passar mais camadas de emoções. O ator só assumiu o filme porque Sean Connery desistiu do papel, por achar que era muito parecido com James Bond.Outros que se destacam são Ernest Borgnine (um rosto muito conhecido da TV) como o russo cara de pau e o capitão interpretado por Jim Brown, que é chamado as pressas e que trabalhar de uma forma mais dura com os rapazes, mas que tem pouca coisa a fazer ao final. O ritmo, para complicar ainda mais, é lento como dois escafandristas apostando corrida no fundo do mar. E a duração (são 2 h e 30 min) não ajuda em nada. 

Recentemente, houve boatos que o filme será refilmado, nos moldes de filmes de espionagem como James Bond. Um remake poderia facilmente superar o original.

Cotação: 1,5/5

Um comentário:

  1. Concordo com tua crítica o filme tem uma cenas bem legais, e outros bem mal feitas, como a da neve. Este filme tinha tudo para ser um excelente filme, ele começa com um suspense prende a atenção, sobretudo, na hora do embarque do submarino, só que o filme vai cansando, chegando ao ponto de ficar injuativo, de não ver a hora dele acabar. Engraçado é que anos mais tarde Sean Connery fez um filme rodado num submarino, que lembrei de Estação polar Zebra.

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