terça-feira, 1 de abril de 2014

Willow, na terra da magia - 1988



Por Jason


Roteirizado por George Lucas e dirigido por Ron Howard, com trilha sonora de James Horner, Willow traz a história de um anão e aprendiz de mágico cujos filhos um dia descobrem um bebê a beira de um rio perto da vila onde moram. Esse bebê está destinado a se tornar uma princesa no reino. Willow, no entanto, precisa protegê-la da rainha maligna Bavmorda, que usa magia negra e quer sacrificar a criança para evitar que ela transforme seu reino. Para derrotar a rainha, Willow precisa também salvar uma feiticeira do bem, condenada a viver como animal durante muito tempo, já que ela pode enfrentar os poderes malignos da bruxa.

Com essa trama superficial e rocambolesca, Willow bebe na fonte de outras produções da década de 80 de fantasia e de aventura (História sem fim, Krull, etc), em clássicos como O senhor dos anéis (em determinado momento o anão questiona não ser grande o suficiente para a responsabilidade de proteger a criança, fato semelhante ao de Frodo na saga dos anéis!) e na própria mitologia criada por Lucas para Star Wars (atire a primeira pedra quem não enxergar O retorno de Jedi e os Ewoks naqueles anões atrapalhados). Há a presença no contexto também de dois seres minúsculos (como nas Viagens de Gulliver), de fadas (como em Peter Pan) e criaturas que parecem misturas de lobos e porcos, saídos de alguma Terra Média perdida. Ah, não poderia faltar os trolls (que parecem macacos) e um dragão de duas cabeças. 

Falando em Star Wars, aliás, o próprio clima de aventura e fantasia, aliado a personagens previsíveis, bem definidos e criaturas fantásticas lembram a produção. No meio do caminho, por exemplo,Willow encontra um ladrão de cavalos preso (Val Kilmer, canastrão), personagem desajustado que vai acabar virando herói e se apaixonar pela filha da vilã entre tapas e beijos, algo como Han Solo e Leia. Ao final, a produção se destaca pelo capricho da época, com efeitos especiais criativos, cenários deslumbrantes que incluem montanhas geladas e castelos abandonados, figurino e fotografia, tudo ao custo de 35 milhões (caro para a época) e que mal se pagou. 

Willow foi nomeado a 2 Oscars (efeitos especiais, sonoros). É considerado o primeiro filme a usar o software Morph detalhadamente (embora a produção O rapto do menino dourado, dois anos antes, cujos efeitos foram realizados também pela ILM já tivesse utilizado efeitos semelhantes, um tanto mais primários). O software permite que um objeto, pessoa ou animal seja transformado em outro (como a Mística, dos XMEN, que é capaz de se transformar em cena em outra pessoa, sem necessidade de um corte entre as cenas). A técnica seria utilizada em Indiana Jones e a última cruzada, um ano depois, e se tornaria popular em filmes como Terminator 2 e no clipe de Michael Jackson, Black or White, ambos em 1991 (em que uma pessoa se transforma em várias outras). 

Tamanho esforço só poderia gerar um clássico da Sessão da Tarde. 

Cotação: 2,5/5

Um comentário:

  1. Sinto muito mais suoperficial foi sua critica. Muita gente sabe q Willow é inspirado em Senhor dos aneis. George Lucas nao escondeu isso (pelo q eu soube, parece q ele mesmo queria produzir Senhor dos aneis mas achou q na epoca era dificil fazer).

    Agora pegue esse SEnhor aneis o Hobbit e coloque perto do Willow. Willow é muito melhor. Como alguem disse no Filmow, a luta entre Bavmorda (q é uma maga má muito mais convincente q muitas q surgiram depois) e e aquela velhinha da de lavada na luta entre Saruman e Gandalf.

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