sábado, 31 de maio de 2014

O dia em que a Terra se incendiou - 1961


Por Jason

Estranhos acontecimentos com a Terra chamam a atenção da população e de diversos jornalistas do Daily Express, na Inglaterra. Começa com tremores em alguns lugares, que são atribuídos a testes nucleares. Mais tarde, a coisa começa a se agravar com manchas solares, eclipses lunares repentinos e inundações em diversos lugares como o Egito e a Austrália, além de chuvas que duram dez dias em lugares que antes sofriam com a seca. A temperatura começa aumentar substancialmente na Inglaterra e a população começa a se ver em um período de calor intenso inexplicável. 

Os repórteres Bill e Peter tentam arrancar das autoridades cientificas uma explicação, sem contudo conseguirem. Quando Peter começa a se relacionar com a secretária Jeannie, ele descobre que os testes nucleares - um pela então União Soviética, ocorrido no polo norte, e outro pelos EUA, ocorrido no polo sul - criaram uma situação em que a órbita da Terra foi alterada e agora ela se aproxima do sol. Quando a névoa parece ser o maior dos problemas, a cidade é atingida por uma tempestade caótica e começa a faltar água, criando confusões nos habitantes, que saem nas ruas acabando com tudo. Em determinado momento, quando o caos já se instalou, as potências mundiais abandonam os testes, forçando os cientistas descobrirem uma forma de reverterem o que as suas atitudes estúpidas provocaram.  A solução é detonar novas bombas, para consertar o erro (!) e devolver a Terra ao seu eixo orbital normal: quando a Terra já está praticamente pegando fogo e, dentro de dezenove minutos, as bombas serão detonadas, o filme retorna ao seu começo, quando a fotografia se torna avermelhada novamente e os atores, todos molhados de tanto calor, aguardam pela detonação das bombas.

O filme foi rodado em preto e branco, mas traz sequências realizadas com um filtro vermelho tanto no começo quanto na reta final, que transforma a Terra numa atmosfera inóspita marciana, uma boa sacada da produção (que é lembrada por quem já viu justamente por essas cenas). Os efeitos especiais, claro, envelheceram amargamente, e incluem uma sequência em que a água do rio vira vapor e se transforma em uma névoa na cidade para mais  tarde virar uma terrível tempestade que ganha os jornais como um grande ciclone. Por ser em preto e branco, as cenas envolvendo a névoa deixam quase impossíveis de se ver a ação, mas ajudam a cobrir os efeitos especiais empobrecidos. 

Val Guest, o diretor do clássico da Hammer, O Abominável Homem das Neves, Cassino Royale, de 1967 e no indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais Quando os Dinossauros Dominavam a Terra (1970), faz um filme vigoroso, movimentado, que perde o ritmo e o controle no segundo ato, quando fica um tanto desinteressante - o ponto do romance é o mais baixo - recuperando a força perto do final. O final, aliás, é pessimista e corajoso, desesperançoso num grau sufocante. A produção também não desenvolve melhor o pânico do mundo, resumindo a cenas de incêndios e inundações rápidas, sem dar uma real dimensão da escala do problema globalizado. O roteiro entretanto, vencedor do Bafta, é ainda o grande trunfo do filme, já que este traz interpretações sem destaques mas trata a situação com seriedade - e o mais interessante é que sua temática continua sendo atual. É um grito contra o armamento nuclear e mostra as consequências, mesmo que fictícias, do descuido das nações com relação ao impacto ambiental que isso pode causar. 

Cotação: 2,5/5

Clássico britânico sobre o fim do mundo, que envelheceu mal, mas continua tendo uma abordagem atual, séria e interessante. Merecia uma refilmagem.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Top 10 - 10 sequências ruins



Por Tia Rá

Óh gente.... te dizer uma coisa, depois de ser assombrada pelos XMEN e o novo filme que eu me recusarei a comentar PREGUIÇA  já que a Hannal minha sobrinha já comentou, escolhi essas maravilhasssss SQN pra gente lembrar que num importa em que franquia a gente tá, tem sempre alguém pra ferrar com a porra toda né? Pode ser o que for, pode ser quem for, quando a gente pensa que vai dar tudo certo, vem alguém e PÁ phode tudo faz cagada. Bora lá?




Velocidade Máxima 2

Monga Bullock desgovernada num navio desgovernado com o Willem Dafoe desorientado e o Jason Patric que nunca preshtou (só na cama da tia, mas isso num posso contar detalhes, já faz tempo que dei). É tipo um combo, sabe gente.... o humor num funciona, a ação num funciona, os efeitos num funciona, nada nessa porcaria deu certo, então tinha que essa merda afundar mesmo.




Exterminador do futuro 3

Sério gente, na boa... Tio Cameron fez aquelas duas relíquias maravilhuosas da ficção, quem num se alembra daquele pestilento do robô quereno papocar de bala a Sarah Connor, coitada? E aquele robô que se transformarra em todo mundo, minha gente, o bicho tinha o demônio no corpo, morria de medo daquela disgrama. Aí a gente esperarra que depois de tanto tempo iam fazer um filme pra arrombar com tudo né.... arrombou foi o cofre da produtora que produziu esse lixo e num se recuperou nunca mais. Afe...




Batman e Robin

Joel Xumaka achou que o filme era um desfile de escola de samba da Mangueira porque só isso ISPLICA. Quando o povo entra em cena parece que a gente ouve lá no fundo aquele home falano COMISSÃO DE FRENTE NOTA...... SETE E MEIO! E o povo vaiano... diga se num é? Num terre beicinho de Alicia nem o delissian do Chris Mongonel, o Arnold Sfalsequeneger encheno o bolso de bufunfa, Uma Thurman pronta pra ser a nova Globeleza e George Clooney fazeno ele mesmo que salvasse essa baixaria. Podiam construir aquele desneuralizador dememoriador sei lá que merda é aquela dos home de preto e sair usano no povo que assistiu esse LIXO.



Matrix Revolutions

Quase tive um derrame quando a Trinity bateu as botas. Mas meu infarto seguido de AVC com insuficiência renal veio mermo naquela cena do acordo de paz entre palestinos e israelense do Neo com a rainha da Matrix, pra cagarem naquelas ceninhas toscas de video game de luta com o Agente Viral Smith e aquela última ceninha porquinha. Esperei tanto tempo pra ESTO? Queria voltar pra Matrix e num acordar nunca mais. Afe.




Sobrenatural 2

Adorei o primeiro filme disso, mas sério gente... parece que o filme vai passano e a gente vai escutano NA TELA DA TV NO MEIO DESSE POVOOOOO. Num guento com a Rose Byrne fazeno cara de cega perdida em tiroteio e aquele plot vagaboondo pra fazer coneCção com o primeiro filme. E o brinquedo possuído pelos exus que ninguém joga fora? kkkkkkkkkkkkk Quando o filme cabou eu já tarra com raiva daquela véia macumbeira biscateira, fiquei com cara de WTF por uns dois dias seguidos sem acreditar que essa bomba existia. LIXO.



Poltergeist 2

O primeiro é clássico né gente... morria de medo daqueles espiritos dos caboclos chamano a CAROL ANNE pela televisão, ficarra toda cagada. E aquela piscina de satã, comofas na hora que os corpo começa a aparecer, putaquepariumano. Mar aí algum engraçadinho acharra que darra pra continuar o filme de onde parou, inventaram um índio maconheiro que fumarra o cachimbo da paz, um pastor da universal do Reino de Deus e o tal "outro lado" mais colorido que cenário daquele Xou da Xuxa, quem lembra? Eu seno os pais da Carol chamarra o padre Merrin pra exorcizar esse exu que é esse filme.



Homem de Ferro 3
Sério gente.... quando rolou aquele plot twist super vagaboondo com o pobre do Ben Kingsley eu falei QUE-DESGRAÇA-É-ESSA? Comolidar com a Pepper Poota virano XMEN pra salvar o Downey Jr, minha gente? Aliás, comolidar com ela de qualquer jeito né, porque vá ser mala sem alça assim nos inferno, proletária. Se era pra esculhambar, chamasse a Xoxa pra cantar Ilariê logo.



A múmia  - Tumba do imperador dragão

Adorarra as múmia pigmeia do segundo filme e aquele Escorpião Gay digital de quinta categoria feito por um monte de estagiário, porque nunca vi tanto efeito especial cagado num filme em toda a minha vida, mas tipo, era esculhambação né... Tarra bão demais. Só que aí alguém tem a ideia de fazer isso daí. Sério, na boua... China? Home das neve? Bem fez Rachel Weiz, que sentiu o fedor do FLOP só de ver o roteiro e pulou fora dessa bomba de Hiroshima!



Jurassic Park 3

Mewwwww Delllssssss.... nem acreditei quando disseram que iam fazer um terceiro filme de um diabo que num devia nem passar do primeiro... Mas tchipo, o segundo foi legal né, terre gente morreno e sendo comida por dinossauro, o que muito me agrada. Terre também dinossauro sapateano na cidade, óh que beleza esse combo podreira, tem como num amar tio Spilba morreno de preguiça de fazer filme? Mas aqui já me deram um murro que eu fiquei jogada no chão. Nunca desejei tanto pra uma criança ser comida por um bicho como o protagonista pé no saco mirim dessa proletariedade. E Tea Leoni, como podem ter deixado essa chata ter saído ILESA? MORRE DIABO!



Piratas do Caribe 4

Eu já tinha pedido meu ingresso de volta no terceiro filme, e tipo, num deu preu engolir Pereba Cruzes mendigano papel... aliás, num dá pra engolir ela em nada que ela faz, desculpa quem é fã dessa mendiga flopada, tá gente? Nem dá pra digerir tudo nessa merda né... Aquele plot vagaboondo da sereia apaixonada e tals, sério gente... morri de preguiça. E o Depp, tipo, lembrano que tem que pagar as conta de casa com a cara de quem acordou e saiu rolano da cama pra ir trabalhar? Tu sente o fedor de descartável desde quando o filme começa e pra ser sincera nem me arrependeria se num tivesse visto. Mas essa porcaria fez sucesso gente!!! Quede os kraken quando a gente precisa?


O jardim dos esquecidos - 1987



Por Jason

Nessa bizarra produção, conhecemos a família de Corine, formada, além do seu marido, por quatro filhos, sendo um casal de adolescentes - Chris e Cathy - e um casal de crianças gêmeas - Carrie e Cory. Todos vivem felizes como num comercial de margarina, sendo esta a família perfeita feita de pais e filhos loiros e de olhos claros. Só que um dia, o pai das crianças morre, o que obriga da mulher a vender tudo e a se ver livre da casa onde moravam. Sem ter para onde ir, Corine parte com as crianças para a casa dos pais, de onde foi expulsa muito tempo antes. 

A casa é na verdade um palácio enorme, cheio de quartos e salas. O pai de Corine está doente e a deserdou. Corine planeja recuperar o amor perdido do pai para ter direito a herança, mas a mãe dela se revela uma neurótica psicopata. Logo ao chegar, a velha tranca todo mundo em um quarto do sótão, mantendo a mãe longe das crianças e obrigando as crianças a não serem vistas por ninguém mais. Além de ser uma mulher amarga, a velha condena a mãe a maus tratos pelo pecado que ela cometeu: Corine casou e teve seus filhos com seu tio.

Corine indica um caminho para que as crianças brinquem num sótão e a partir daí, os dois filhos mais velhos passam a agir como se fossem os pais das crianças menores, vivendo isolados de tudo e com direito apenas a ver o sol por uma janela. Cathy, a filha mais velha, admira muito sua mãe Corine, mas Corine sabe que Cathy era a preferida do pai. A avó demonstra ser hostil com Corine também porque o pai de Corine a tinha como a preferida dele. Essa relação bizarra de ciúmes vai se estendendo através de gerações. Trancafiados, Chris e Cathy tentam escapar, rompendo com uma grade da janela, mas são surpreendido pelos cães da casa, que os impedem de sair. A velha impede que a comida chegue ao sótão, o que faz com que os meninos comecem a definhar. Para acelerar o processo de despachar as crianças, a mãe começa a envenenar os filhos e vitima o mais novo, Cory. Revoltados com a situação, os irmãos se juntam para se vingarem no dia do casamento do mãe.

O jardim dos esquecidos é baseado em um livro e 1979, O jardim dos esquecidos – A saga dos Foxworth 1 de Cleo Virginia Andrews. A trama trata de ganância, vingança, estrutura familiar, de temas como incesto e fanatismo religioso. A própria avó dos meninos é uma fanática, que condena toda a família pelo que ocorreu e planeja se livrar de todas as crianças. A mãe, à medida que o tempo passa, na ganância para herdar a fortuna do pai, acaba com todo o amor que tinha pelas crianças, usando veneno para matá-las, já que o testamento seria anulado caso fosse descoberto que ela tinha filhos de outro casamento. 

A produção ganhou uma refilmagem recentemente feita para a televisão, com Heather Graham e Ellen Burstyn nos papeis de Corine e da avó. E por falar em telefilme, O jardim dos esquecidos tem cara de telefilme típico dos anos 80, sem requintes visuais ou melhor elaboração cenográfica. Para completar, todo o elenco é fraco e deixa muito a desejar, principalmente os adolescentes protagonistas. A exceção é mesmo Louise Fletcher, ganhadora do Oscar por Um estranho no ninho. Fletcher é a pura essência da maldade: tem cara de psicopata e age com frieza. Seus acessos de violência contra as crianças são impiedosos e ela não pensa duas vezes em esbofetear e chutar os mais novos. Há em sua personalidade uma carga de ciúmes e de inveja, algo que é incompreensível em primeira instância mas que vai surgindo com mais profundidade à medida que o filme avança e percebemos que Corine não é nenhuma santa. Uma pena que uma atriz tão boa tenha se perdido em trabalhos que não fazem jus ao seu talento. 




Cotação: 2,5/5

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Corrida com o diabo - 1975



Por Jason

Dois amigos de longa data, Roger Marsh (Peter Fonda) e Frank Stewart (Warren Oates) resolvem pegar a estrada com suas esposas, Alice (Loretta Swift) e Kelly (Lara Parker) e num trailer sair do Texas com direção a Aspen para tirar as primeiras férias juntas em anos e esquiar. Em uma determinada noite, os dois homens presenciam um ritual satânico com o assassinato de uma mulher em torno de uma fogueira. 

Uma das mulheres acaba atraindo a atenção dos satanistas, o que faz com que os casais saiam da região correndo com o trailer e lutando contra integrantes da seita. Mais tarde, na delegacia de polícia, o xerife e outros policiais aconselham a voltar ao local do crime para ajudarem nas provas. As mulheres ficam no trailer, que foi alvejado nas janelas. Na parte de trás, há um recado em uma folha com uma linguagem que elas pretendem decifrar com a ajuda de livros na biblioteca da cidade - e descobrem se tratar de bruxaria. 

Aos poucos, a postura cética dos policiais começa a incomodar os dois homens. Os quatro decidem sair da cidade a param num camping, mas a tensão entre eles continua: os dois são abordados por um casal aloprado que os convida para um clube noturno. Na volta, a cadela de uma das mulheres é encontrada morta e os casais encontram cascáveis dentro do trailer causando pânico entre eles e levando a um acidente na beira da estrada. Revoltados, os homens decidem se armar contra o perigo até serem perseguidos pelos satanistas na estrada e, quando achavam que finalmente tinham dado fim a eles, o horror apenas começou. 

A produção é de baixo orçamento, e isso se faz notar em todos os momentos. Há coisas absurdas impossíveis de passar desapercebido - os homens fazem uma parada e compram facilmente uma escopeta num botequim de beira de estrada e sabem atirar como poucos; o trailer em que estão se arrebenta todo, mas continua andando mesmo depois da quebra de um radiador e o esmagamento de peças do motor, consertados com apenas algumas ferramentas; Peter Fonda e Warren Oates riem quando o trailer balança durante a perseguição e há ainda cenas como aquela em que Fonda atira um coquetel molotov e ele explode na beira da estrada, explodindo um carro em seguida (!). 

Nada disso tira o interesse do espectador, principalmente após o ritual satânico, que força o grupo a uma fuga desesperada e a um clima de tensão onde todo mundo que eles encontram pela estrada parece querer a morte dos casais. Para coroar, quem gosta de um final bizarro e pessimista não terá do que reclamar.

Cotação: 2,5/5

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O comboio do medo - 1977


Por Jason

Pode-se dizer que o filme "Comboio do medo", indicado ao Oscar de Melhor Som, foi o começo da decadência de William Friedkin, diretor de O exorcista e de Operação França. O martírio para levar as telas essa empreitada começou na dificuldade de achar o elenco para a produção. Friedkin queria Steve McQueen para o papel central, mas o ator impôs condições que foram rejeitadas pelo diretor. Mais tarde, Friedkin tentou fazer com que Paul Newman, Clint Eastwood ou Jack Nicholson aceitassem o papel, mas eles declinaram. Gene Hackman e Kris Kristofferson também não aceitaram. O papel foi oferecido a Robert Mitchum, mas caiu nas mãos de Roy Scheider, que, embora Friedkin reconhecesse ser um bom ator e que fez um ótimo trabalho, acreditava que seria melhor deixá-lo em um papel secundário, o que não aconteceu.

O próprio Friedkin, aliás, demonstrava não ser uma pessoa muito fácil de se trabalhar, com temperamento explosivo, o que fez com que o diretor de fotografia pulasse fora da empreitada no meio do filme. Friedkin também queria Lino Ventura e Marcelo Mastroianni como atores coadjuvantes, mas eles pularam fora quando souberam que McQueen não estaria. O inferno se completou quando Friedkin demitiu o próprio produtor do filme e as filmagens consumiram tanto dinheiro que a Universal Pictures precisou rachar a dívida com a Paramount: só a cena da ponte, a mais marcante e impressionante, custou a bagatela de um milhão de dólares para ser construída na Republica Dominicana sobre um rio. Depois de concluído, o rio secou, forçando a produção a liberar mais um milhão de dólares para construir outra ponte, desta vez no México. Porém, depois de reconstruída, o rio abaixo dela secou também. O jeito encontrado pela produção foi construir um aparato de efeitos especiais correndo contra o tempo, para que se criasse uma tempestade e uma correnteza artificial e atingisse o que o diretor esperava. Durante as filmagens, mesmo com todo o aparato de segurança e de efeitos especiais, o caminhão caiu cinco vezes da ponte, obrigando toda a refilmagem das cenas e ameaçando a vida de dublês. Foram três meses de pura agonia e um orçamento inchado para a época - 22 milhões de dólares. 

Restava a estreia que, dado o nome dos envolvidos (Roy Scheider tinha estrelado o sucesso Tubarão pouco tempo antes, lembremos) poderia transformar o filme em um relativo sucesso. Engano. Naquele ano, depois de uma estreia badalada em Hollywood, o filme foi atropelado por ninguém menos que Star Wars, que tinha estreado em um circuito fechado mas, alimentado pelas críticas e pela ânsia do público, acabou se alastrando por todos os cinemas do país, fazendo com que Comboio do Medo amargasse um fracasso retumbante e um prejuízo de mais de dez milhões de dólares.

A produção é uma refilmagem de um filme de 1953, O salário do medo. Nele, acompanhamos quatro homens, que são mostrados em prólogos no começo do filme. Jackie é um mafioso americano. Durante um assalto, ele mata um padre que é irmão do maior mafioso da cidade e é caçado. Na fuga, sofre um acidente e some. Os outros são Victor, um empresário francês que está celebrando dez anos de casamento, mas é um fraudador que está prestes a ter sua empresa e sua vida arruinada; Kassem, um terrorista caçado pelo exército em Jerusalém; e um assassino. Os três fogem primeiros fogem para um buraco na América do Sul (o quarto chega depois). Lá, os três são tratados como trabalhadores escravizados por um companhia petrolífera, sendo humilhados, vivendo no meio da selva e impossibilitados de saírem do país já que vivem como clandestinos. 

A possibilidade de sair desse inferno vem com uma missão: após uma explosão na refinaria, eles são chamados para conduzirem em dois caminhões uma série de explosivos que serão usados num projeto para conter o fogo na refinaria. O problema é que os explosivos são altamente perigosos pois, depois de muito tempo estocados, estão envelhecidos e vazando nitroglicerina. Qualquer movimento e tudo se desmanchará rapidamente, o que requer perícia de direção dos motoristas, coragem e frieza dos homens. Além disso, os caminhões estão velhos (são verdadeiros personagens ameaçadores) e é claro, há os perigos da selva: não há estradas que não estejam obstruídas ou esburacadas, pontes prestes a desabarem, um clima chuvoso e nativos hostis em meio a uma guerra civil com o governo ditatorial. 

O elenco é bom, mas é Roy Scheider que está acima dos demais. Pegando o papel de última hora, no embalo, o ator consegue passar toda a dor, desespero e piração de um personagem que está levando uma bomba relógio, cuja missão pode ou não dar certo. Em determinado momento, já desequilibrado e fora de si, seu personagem começa a surtar e dar indícios de que o destino lhe pregou uma peça - o que vai ocorrer realmente, na última cena do filme. Paralelo a isso, Friedkin, e um estilo seco na direção, joga sua câmera no meio da selva, por debaixo dos velhos caminhões, dentro deles, de frente a eles, balançando numa ponte de madeira prestes a cair, passando uma sensação constante de tensão a cada perigo pelos homens encontrado, que vai explodir para o espectador na citada cena da ponte - e que valeu cada centavo investido nela. Os cenários são um ponto a favor: tudo naquele fim de mundo esquecido é decrépito, imundo e velho. A vila sul-americana fede a morte, a desesperança e a miséria, como numa terra sem lei cujo aspecto é por si só ameaçador.

Joga contra o time de Friedkin, no entanto, certas escolhas do roteiro. O próprio começo do filme parece que vai levá-lo a lugar nenhum - são quatro prólogos, como visto, que foram realizados para confundir o espectador e não mostrar quem dos quatro sobraria ao final do filme e que parecem não casar com o restante do filme. Embora necessários para delinear a vida anterior ao inferno de cada um deles, neles é a vida do empresário que mais chama atenção, afinal, todos os cenários que envolvem suas cenas são luxuosos e requintados e vê-lo mais tarde completamente imundo em um barraco no meio daquela vila é um choque para o espectador. O problema é que a interação entre os quatro, depois que surgem na vila, deixa a desejar - o espectador só começa a se importar com eles no terceiro ato e, de repente, dois deles são mortos justamente quando torcíamos por eles depois de tanta privação (mortos, aliás, por causa de um pneu furado). O final pessimista pode não agradar.

Cotação: 3,5/5

terça-feira, 27 de maio de 2014

O monstro do mar revolto - 1955



Por Jason

A ponte Golden Gate, destruída pelo
polvo gigante...
O monstro do mar revolto é mais um exemplar de ficção da produtiva década de 50, trazendo mais um monstro terrível ameaçando a humanidade, desta vez um polvo gigante radioativo. A trama começa com um capitão de um submarino nuclear, Pete, que é atacado por algo no Pacífico. Após uma manobra para se soltarem, eles descobrem que uma substância ficou grudada na fuselagem do submarino. De volta a terra firme, eles convocam especialistas em biologia marinha, John Carter e Lesley Joyce para analisarem a coisa. Depois de treze dias de estudos, eles descobrem que se trata de um polvo gigante. Segundo as explicações dos doutores, a criatura vive nas profundezas abissais, mas está atrás de alimento, já que ele emite radioatividade e os peixes que serviriam de alimento se afastam rapidamente ao detectarem sua presença, obrigando-o a caçar em águas rasas.

...ressurge intacta momentos depois
Os militares, claro, levam a notícia com ceticismo escancarado. Mais tarde, um navio é engolido no meio do mar pela criatura. Os sobreviventes resgatados num bote inicialmente negam o que aconteceu, fazendo com que Joyce use de uma artimanha para conseguir a confissão de um deles, que afirma que um polvo gigante atacou e afundou o navio. Começa uma correria atrás do rastro da criatura, até que ela, encurralada, invade a baía de São Francisco destruindo a ponte Golden Gate - uma das cenas mais famosas do cinema - e invade a cidade com seus tentáculos. O exército, se usando de lança-chamas, expulsa a criatura de volta para o mar, onde ela é atacada por torpedos, não sem antes agarrar o submarino e forçar os homens a enfrentá-la no mano a mano, até ser desintegrada numa explosão. 



O monstro do mar revolto reflete bem o clima social da década de 50, pós bomba atômica e um período de Guerra Fria entre EUA e a então União Soviética. Não a toa, o monstro é produto de testes nucleares, assim como outros bastante conhecidos do cinema dessa época - como o lagarto de monstro do mar, de 1953 ou o próprio Godzilla, do mesmo ano. A fórmula do filme, aliás, seria muito comum naquela década, seja com monstros gigantes saídos do fundo do mar ou comunistas disfarçados de alienígenas. O diferencial aqui é que traz nos efeitos especiais o mago do Stop Motion Ray Harryhausen. A Columbia Pictures tinha liberado um orçamento apertado e, mesmo assim, Ray conseguiu imprimir a sua marca no filme, bastante lembrado pelos fãs do seu trabalho. Graças a Ray, o filme também apresentou aquele que seria um dos monumentos mais destruídos do cinema - a Ponte Golden Gate, palco de uma cena massiva de destruição em filmes como XMEN O confronto final (2006), O planeta dos macacos - a origem (2011), Pacific Rim (2013);  de um salvamento de um ônibus escolar em Superman (1978); uma referência a produções de monstros como em Monstros vs Aliens (2009), além de Godzilla (2014).

Figurantes rindo e correndo do polvo:
mais divertido impossível!
O filme é compacto - 1h e 20 min - e tem bom desenvolvimento. Claro que se trata de um filme que envelheceu muito e possui falhas de continuidade - a ponte, por exemplo, é destruída e o tráfego interrompido, mas quando o monstro ataca a cidade a vemos ao fundo, funcionando plenamente; erros de efeitos especiais - o próprio polvo teve que ser construído apenas com seis braços em virtude do baixo orçamento; figurantes que ao invés de fazerem expressões de pânico, correm rindo para a câmera e um romance insosso e desinteressante que em nada faz a trama avançar. Nada que lhe tire a aura de clássico B de ficção imperdível.


Cotação: 3/5   

domingo, 25 de maio de 2014

Godzilla - 2014



Por Tia Rá


Gente, resolvi ver essa produssaum que eu tarra loka para ver mas tarra sem os meus dólares para ser assaltada no guichê do cinema... porque ver filme no cinema hoje é o mermo que ser assaltada e ameaçada de estupro né, povo? Tu pega aquela fila miserenta depois de passar mil anos rodano pra estacionar o seu carro importado UMA ARABACA VÉIA no xophing e a aloprada atendente já olha pra sua cara véia e nem cogita a possibilidade de tomar aquela carteirada estudantil, estou certa? Olhou pra mim, viu que tô véia e já manda logo o PASSA A GRANA DA INTEIRA! Num guento gente... me sinto roubada e ameaçada de morte!

Mas vamo ao filme que é o que interessa né? Ocês num viram ainda? Num precisa, a tia conta tudo pra ocês num se sentirem enganada pelo trailer dessa fubanguisse.Aliás, esse post é em oferecimento ao leitor Fabio, que me confundiu com a minha irmã Lady Ratazana no post dela, mas tá perdoado tá amor? Tem tanta gente nessa zona que fica até dificeoooo diferenciar RISOS DIABOLICOS 

Óh, depois de uns incidente e umas explosão numa mineração e numa usina, a proletária mendigueira de papel Juliette Brioche, que ganhou o Uóscar e FLOPOU morre lá trancada mermo pelo marido (Caio Castro), que tinha que fazer isso pra num matar o resto do mundo. Aí depois desse draminha proletário, passa quinze anos, o filho deles já cresceu, virou um home delícia ruim de atuassaum que é a disgraça (Aaron Gaylor Johnson e Johnson). Ele tá casado com uma enfermeira pomba gira (Mongalibeth Olsen) e tem um filhinho, tipo aquela família feliz de comercial de OMO sabe, gente? Quando a família aparece tu já ouve aquela narração no fundo OMO TRIPLA AÇÃO TIRA TODAS AS MANCHA E RESOLVE TODOS OS POBREMA DA SUA VIDA! 



Tudo muito lindo e real. SQN. O véi Castro que matou a véia Brioche (ACEITA) sobrevive, mas tá loka, viveno numa espelunca OBSECADAN por achar que num foi um acidente, foi coisa maior, e o fio vai lá em Toquio resolver isso (o filme parece Guia Quatro Rodas ou aquela revista proletária VIADAGE, vai pra tudo que é lugar né gente? Japão, Havai, Sao Francisco, Favela da Rocinha, Amazonia é tudo ali mesmo). Rola uma discussão dos dois e tals, porque o véi tá achano que tem um padrão, tá se sentino culpado pela morte da mulé, quer provar pros outro que tem algo mais, num foi acidente, ETC. P.R.E.G.U.I.Ç.A.

Aí o pai chama o filho e vão lá onde aconteceu o acidente nuclear e eles são preso na região. Paralelo a isso um japoronga ninsei sansei nãosei (Ken Wakawaka) que encontrou ovinhos de baratas radioativas gigantes mutantes atômicas tá lá esperano o nascimento dos bbs. As baratinhas cospem, arrotam e peidam pulsos eletromagnéticos, porque num basta ser inseto miserento duro de matar e comer radiação, tem que peidar pra apagar tudo essas miserenta né gente? Eles até tentam jogar Detefon nelas, mas uma vagaboonda vive e..... NASCEUUUUUU.




Rola babado confusão e gritaria e o véio Castro bate as bota. Tipo, eu num sei se eu tarra errada ou aloprada, mas eu queria ver a lagartixa vitaminada radioativa do Godzilla, só que com quase uma hora o bicho nem tinha aparecido, eu achei que o filme era das barata voadora mermo.


E num é que eu gostei delas gente? Por mim ele nem precisarra aparecer mais. Achei até que tarra no filme errado...



Ok, parei.

Aí depois eles explica que a barata voadora e o Godzilla fazem aquela dieta radioativa e tals pra num incomodar todo mundo, fica lá no fundo da Terra comendo Urânio e querem ir pra Russia pra comer sucata de submarino nuclear e a usina de Chernobyl RISOS. Mas aí eles resolveram passear pelo mundo e pegar um bronze no verão dos EUA.... Só que toda essa patacoada das barata faz logo o Godzilla se levantar e diva causativa como é, já chega fazeno tisunami pra matar o povo proletário. A barata corre pra encontrar os irmãozinhos que voa, os avião, mas aí Godzilla já chega pra querer tacar detefon na proletária e perguntar o que é que se assucede no pedaço.


PIDI PRA PARÁ, PAROU!

Mar pera um poco, porque a gente tem que voltar pra o fio do Castro, o Ford do Aaron Gaylor Johnson e Johnson que só o roteirista dessa misera achou que a gente ia se importar. Temos que aguentar o herói proletário de quinta categoria levar um menino japoronga que encontra os pai no meio de uma multidão de, sei lá, duzentas milhão de pessoa. Pra encher bucho.



Volta a fita aí pra mim...

Godzilla dá umas nadada pra ir pra Sao Francisco na parada gay anual. Enquanto isso, outra baratinha com corpinho de morcego que vivia escondida se alimentano de lixo nuclear vai jogar um pouco nos cassino de Las Vega, mas num dá muito certo. Aliás, eles somam o 2 + 2 e descobre que um é uma menininha e o outro é um machinho, os dois tão quereno pepecar pra procriar gente, imagina uma overdose de baratinhas voadoras por todos os lados? AFE.

OHWAAAAAAAIT!! PAUSA PRA VOLTAR PRA O QUE NÃO INTERESSA

O herói proletário resolve ir pra guerra pra meter bala nas criatura, sabe... Alguém se importou com ele? Eu só tarra sonhano com a hora que o Godzilla ia aparecer e esmagar esse home bosta que nem uma baratinha RISOS. Aí Godzilla chega pra fazer show em Sao Francisco e começa logo tomano balada na cara, dá uma salvadinha num ônibus cheio das children (phophura ♥) e a gente percebe que muito tempo dormino e levano vida ociosa deixou ele muito gordo e ele precisa de regime com urgência. Radiação é o mesmo que Bic Mac, é isso mesmo gente? O bicho tá com o mesmo perfil do Ronaldo Phophomeno! Medida Certa pra ele, já!



E as baratinha querem papocar no meio povo mermo, bota os ovinho pra acabar com tudo, mas aí a lagartixa vitaminada já chega para despachar as proletária pro além e..... Mas pera gente, PERA, para de novo, porque quando a situassaum tá ficano boa, a GENTE TEM QUE PARAR pra coisas MENOS IMPORTANTE.



Tem que dar uma parada pra ver um herói cair de paraquedas pra desarmar, despachar, se livrar, mandar pro além uma bomba PRIORIDADES! Que, detalhe.... ELE NÃO CONSEGUE!!! HAHAHAHAHAHA!!! Enquanto eles tão lá naquele draminha podrinho, Godzilla tá lá se matano pra dar cabo das miserenta. Os home faz churrasco das baratinha (imagina o fedor disso gente?) e a mocreia vai lá chorá pelos filhote, aí o Godzilla solta o bapho atômico do SBP meets RAID ULTRA feat DETEFON pra cima da proletária e ela morre. Depois de uma briga com o outro e de vomitar Raid na boca da miserenta, pronto, nossa lagartixa dá aquela descansada né, gente, porque ninguém é de ferro. Os proletário do casal se encontram, Godzilla se alevanta e vai simbora dar uma nadada, cabou o filme.

Sério gente, na boa... vi uns demente de uns crítico comparano esse filme com filme de Spilba, PRODUSSAUM? Sério que compararam o Gorete com o Spielberg? NA BOA, porque num morrem e me deixam em paz críticos delinquentes rebanho de cão dos infernos? Filme tá mais pra bagaceira de Zack Snyder, affssss. E quem foi o roteirista dessa merda pra eu mandar processar? Espero que muitas baratinhas adentrem o seu apê onde você estiver e façam a festa kkkkkkkkkkkkkkkk

Vamos falar do elenco?

Mongolisbeth Olsen = inútil
Aaron Gaylor Johnson e Johnson = ficarra lindo na cama da tia. E só.
Juliette Brioche = mendigueira fracassada de porta de estúdio
Bryan Castro = peruca ordinária e personage pé no saco, tinha que morrer logo lá com tudo desabano com a mulé, ao invés de esperar quinze ano aquela baratinha quebrar tudo
Ken Watanabe = adoro esse porra, mas tarra ali pegano checão, falo mermo.
Sally Hawka = adorno de cenário

Se tem mais alguém, nem lembro de existir, sorry. 

Pronto, não tem mais o que falar.



Óh, eu amo o Godzilla, tá gente? Cinema em casa, sessão da tarde, roupa de borracha pisano maquete, ADOROOOOOO!!! Concordo que o filme dá pra ver numa sessão da tarde, quando num tiver nada pra fazer. E claro que o filme é INFINITAMENTE MELHOR que aquela vagabundagem insossa do Pacifica Rim (qualquer coisa é melhor que aquela porcaria) e nem se compara aquele trash bagaça fumambento do Rola Emmerich. Adorei também essas barata, achei dignas de um filme só pra elas.

Mas sério, PRODUTORA, filhotinhos de monstros é tão GODZILLA 98, é só isso que você tem a me oferecer? Porque num colocou logo Nova York pra repetir a dose e os bichinhos alopradinhos fazerem shows no MSG? Sei que o Gorete William tem potencial né, gente... Mas troque de roteiro, deixa nossa lagartixa bater mais um pouco nesses monstro de segunda linha e destruir mais uns prédios pra fazer muita gente morrer e correr que dá mais certo.



Beijos radioativos da tia.


Cota: 2/5


Os filhos do medo - 1979



Por Jason


Em Os filhos do medo, Candy, filha de pais separados, passa os fins de semana com a mãe, Nola, que está dentro de um centro para tratamento psiquiátrico onde é tratada mediante uma nova técnica que envolve hipnose e uma substância. Um dia, depois de buscar a menina da visita, o pai, Frank, percebe que ela está cheia de hematomas e manchas estranhas e decide tirar satisfação com o dono do centro, o doutor psiquiatra Raglan, ameaçando proibir a mãe de vê-la, ao que ele recomenda não fazer isso devido ao tratamento ao qual ela foi submetida. 

O pai deixa a menina aos cuidados da avó materna que conta para a criança que Nola sempre precisava ir aos hospitais para tratar de feridas e hematomas que surgiam de repente. Pouco depois, ela é assassinada com um martelo de amaciar carne, por uma criança deformada que invade a sua casa. Durante o tratamento, Nola assume que sofreu com seu pai que era negligente com ela e que não evitava as surras que ela tomava da mãe e as maldades que esta fazia, sem contudo saber se isso é verdade ou não. O pai da menina, determinado a levar o doutor aos tribunais, vai buscar ajuda e encontra outra pessoa que processa o doutor Raglan por lesão corporal. Essa pessoa, um homem, está sofrendo com um cancro no sistema linfático em estágio avançado e explica que a culpa do doutor é por usar o tratamento chamado psicoplasma. O Dr Raglan estimulou o corpo para que ele reagisse contra a própria pessoa usando essa terapia. O corpo excreta úlceras e feridas quando a pessoa fica com raiva, aliviando os transtornos. 

O pai de Nola tentar ver a filha no centro psiquiátrico, mas é proibido. Informa a Frank o que está acontecendo e este decide ir até ele, deixando a professora da menina tomando conta dela. Na casa, o velho é morto e a criança mutante morre depois de uma briga com Frank. Na autópsia, o legista detalha as características da criatura deformada, como o fato de que ela possui uma bolsa nos ombros de energia que secou, matando-a de fome - e uma delas é crucial para o entendimento da trama: ela não tem umbigo, ou seja, não foi gerada em útero materno. Mais tarde, Frank descobre, através de outro doente tratado pela terapia, que Nola é considerada uma "abelha rainha". Candy é sequestrada por outras duas crianças mutantes e em sua busca, Frank acaba descobrindo o segredo aterrador que envolve sua mulher, o doutor e as crianças.

David Cronenberg mistura medo, horror, mistério, suspense e ficção nessa bizarrice compacta e sem muitos rodeios. Ele mexe com o espectador causando asco e choque sem poupá-lo de cenas como as dos assassinatos a marteladas ou como a de um parto em que a mãe come a placenta do filho bizarro. Também não esconde as criaturas deformadas, e isso tem dois lados - é ruim porque entrega de bandeja a ameaça e é bom porque o segredo do filme é outro ainda pior. Claro que há os poréns. O sanatório, por exemplo, é menos seguro que a escola onde a menina estuda e onde todo mundo pode entrar facilmente. A professora da menina chega, ensaia um flerte com Frank, mas no final das contas entra em cena apenas para morrer. Fica difícil também engolir o fato de que as crianças deformadas passeavam para lá e para cá sem que ninguém as notassem. Desconte também a trama policial inexistente, (os policiais que vasculharam a casa não repararam que a criaturinha bizarra ainda estava lá, debaixo da cama), dentre outras coisas mais. Por fim, Oliver Reed, como o doutor Raglan, fica na indecisão entre um vilão ou um lunático mesmo e sobra para Samantha Eggar fazer a maluca Nola - que quando não está precisando de uma parteira emergencial necessita com urgência de um exorcista. Mais doentio e bizarro que Cronenberg, só ele mesmo.

Cotação: 3/5

sábado, 24 de maio de 2014

A vida e morte de Peter Sellers - 2004



Por Jason

Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme para a TV e de Melhor Ator em 2005, o filme trata da vida pessoa e profissional do ator Peter Sellers, famoso pelo filme Doutor Fantástico e A pantera cor de rosa. Antes de se tornar um sucesso na carreira do cinema, o filme, baseado no livro homônimo de Roger Lewis, conta que o ator foi rejeitado para trabalhos na televisão e cinema por não ser bonito e aconselhado a continuar com suas apresentações no rádio da BBC onde começou e se tornou popular. 

A mãe de Sellers era dominadora, controlava o filho mesmo depois de velho. Casado e pai de um menino, à medida que subia na carreira, conseguindo papeis ao lado de estrelas como Sophia Loren - com quem flertou e nada conseguiu -, sua vida pessoal ia se arruinando sem que sua esposa nada pudesse fazer. Peter é mostrado no filme como sendo um infantil, que não levava a sério o relacionamento e a vida do casal que não tinha uma vida "normal". Dava indícios de que perdia sua identidade para os seus personagens, de maneira que era impossível saber se ele estava representando um deles em seus relacionamentos ou não.

No estrelato, Sellers levava uma vida se envolvendo com um monte de mulheres e acabava ignorando outras coisas, como o próprio pai, que morreu aos seus olhos, e o seu próprio filho. Sellers viria a trabalhar com Stanley Kubrick em Lolita e posteriormente em Doutor Fantástico, pelo qual ganharia indicação ao Oscar interpretando três personagens diferentes. No meio do filme, surge Charlize Theron, como a bela atriz sueca Britt Ekland, interesse amoroso de Sellers que se torna sua segunda esposa - e uma mulher desmiolada. A relação dos dois, também regada a droga, é destinada ao fracasso e por fim a violência doméstica após a morte da mãe de Sellers. Sellers descobre que tem problemas cardíacos, que inclusive o levaram a sucessivas paradas cardíacas até a sua morte aos 54 anos, pelo mesmo motivo

O filme, feito pela HBO e BBC e dirigido por Stephen Hopkins (o mesmo diretor, acreditem, de Predador 2) acerta ao trazer Geoffrey Rush, um ator incrivelmente capaz de transformações assustadoras e de se diluir dentro de personagens, no papel de Peter Sellers. Rush some na pele do personagem num trabalho impecável. Acerta também no elenco sólido, que inclui Stephen Fry, a talentosa Emily Watson, o ótimo John Lithgow, e a deusa Charlize Theron dentre outros. Mas erra na mesma proporção, contudo, ao dar saltos maiores que as pernas no roteiro. As coisas avançam muito rápido e uma sucessão de pessoas e acontecimentos que vão aparecendo e saindo da trama, sem que o espectador sinta nem a presença nem a ausência delas. O mais problemático é talvez Kubrick, que surge na tela na pele de um apático Stanley Tucci, como um personagem sem vida e completamente superficial. Os efeitos especiais não convencem e até a trilha sonora é bagunçada (do nada vem, por exemplo, Garota de Ipanema, no momento da paixão de Sellers pela sua futura segunda esposa). Sem falar no ritmo problemático e na falta de profundidade - tudo parece tão superficial que deixa de ser crível ao espectador e Rush, ator maiúsculo, precisa segurar tudo carregando o filme nas costas até o final.

Cotação: 2/5

sexta-feira, 23 de maio de 2014

X-Men - Dias de Um Futuro Esquecido (2014)


Por Ravenna Hannibal

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIEEEEEEE meus bens!



Olha gente, a Hanni voltou. Ressuscitou. Hanni VIVE!
E sabe o que me acordou do meu período de hibernação? LÓGICO que foi o convite pra ir ver a première de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido. 
Mas tive que ver ontem mesmo na estreia, por que a Tia Rá aquela DOEEEENTE resolveu que tinha que me levar pra fazer meus exames psiquiátricos e acabou sendo internada a coitada. Tive que acompanhar.
Mas chega de lenga lenga né, minha gente, por que o que interessa aqui é essa saga maravilhuosa dos mutunas que a Hanni AMA!
Nós já sapateamos e amamos aqui no blog todos os filmes da franquia. E chegou a hora do veredicto pra essa presepada que a Fox aprontou.



Negócio é o seguinte: Não vou falar muito da questão dos erros cronológicos da franquia como um todo. Mas a pergunta que não quer calar é: Esse filme conserta tudo?
Consertar eu não sei se conserta. Mas sim, esse filme funciona tanto como sequencia quanto como reboot.
Foi uma decisão inteligente do estúdio e espero que não façam merda de novo (conviver esse tempo no hospício com a Tia Rá me deixou com a boca porca).
Daí você me pergunta: Mas vale a pena? O que presta? O que não presta?

Diminua suas expectativas, não vá esperando ver o filme mais espetacular da história. Não é. Não espere ver muitas cenas do elenco mais antigo - portanto, não espere ver a Tempestade como você sempre quis. Embora em termos de ação, efeitos especiais e uso de poderes, Dias de um Futuro Esquecido encha mais os olhos, eu ainda prefiro X-Men 2. Tem o roteiro mais enxuto, mais tempo para os personagens e situações (Os personagens aqui não são mal aproveitados, contudo. Todos os que aparecem, mesmo que por alguns segundos durante as batalhas tem seu papel importante, ninguém é dispensável), um elenco principal melhor e melhor aproveitado e menos problemas de franquia para resolver.

Aliás, os defeitos do filme em sua maioria se devem ao fato de que ele foi feito em função de dar um novo rumo à franquia, e com isso fomos obrigados a ver essa trama de viagem no tempo.
A trama do filme em si, a estrutura do roteiro, não tem furos. Eles simplificaram ao máximo a questão da linha temporal e isso foi a decisão mais acertada. O roteiro fecha redondo, mas deixa algumas falhas graves como não deixar muito claro se o tempo no passado se passa de forma diferente no futuro – algo que parece ocorrer – e nem explica como a Kitty adquiriu seus poderes extras (na HQ ela que volta, mas unindo seu poder ao de Rachel Summers, personagem com poderes telepáticos).
Em contrapartida, se em seus dois filmes anteriores a direção tradicional e pouco movimentada de Bryan Singer parecia diminuir a dinâmica das sequencias de ação, neste ele se mostra equilibrado ao criar sequencias de tirar o fôlego, mas mantém sua câmera comedida, ajudando a entender absolutamente tudo o que acontece em cena, mesmo quando tem muita coisa acontecendo.
Aliás, nisso a montagem também tem seus méritos.

O filme parece que funcionaria melhor em termos de ritmo narrativo, se igualasse os focos entre passado e futuro, mas aí eles teriam que lidar de forma mais arriscada com as consequências das atitudes de Wolverine no passado.  O elenco que realmente é aproveitado se resume a um Patrick Stewart que conhecemos, Hugh Jackman, que dispensa comentários na pele de um Wolverine bem mais equilibrado e sábio do que o que conhecemos, James McAvoy que não acrescenta nada de novo ao personagem e Fassbender sempre melhor do que McAvoy com seu Magneto eternamente ambíguo.
Jennifer Lawrence é uma boa atriz, mas sua Mística, mesmo que justificada por um período de conflito interno, parece boba e apagada demais perto da Mística da Rebecca Romijn que nem tinha tanto destaque quanto ela na narrativa.

A trilha sonora do John Ottman não é tão legal a ponto de querermos ouvi-la fora do filme, mas funciona bem e ainda acerta em retomar o tema que Ottman criou para X-Men 2, além de evocar também em algumas partes a trilha sonora do Henry Jackman para o “Primeira Classe”.

No final das contas, é um filme que tem mais uma função de “reboot” do que uma nova adição à série e, apesar das coisas bem vindas que esse filme pode trazer para o futuro da franquia, a sensação que fica é que ele poderia ser muito mais do que é se não carregasse esse peso em cima de si.


Cotação: 3,5/5



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