sexta-feira, 9 de maio de 2014

A reencarnação de Peter Proud - 1975



Por Jason

Neste obscuro, mas interessante filme de suspense, um professor universitário, Peter, sofre com um pesadelo que se repete toda noite. Nesse pesadelo, ele vê uma mulher chamada Márcia (Margot Kidder, a eterna Lois Lane de Superman) matar com um remo um homem que lhe perde perdão, dentro de um lago, a noite. O pesadelo é tão intenso que ele sofre como se fosse o próprio homem a levar as remadas na cabeça e no corpo. Paralelo a isso, o professor sente dores inexplicáveis que os médicos não conseguem descobrir. 

Ao procurar ajuda, Peter descobre que o pesadelo pode se tratar da reencarnação de uma pessoa que morreu em circunstâncias estranhas na década de 40. A mulher com a qual se relaciona, Nora, não acredita e é cética com relação a tudo, abandonando a investigação com ele por acreditar que ele não vai chegar a lugar algum. Peter sai em busca dos envolvidos - a tal Márcia e o tal homem -, descobrindo que houve um caso registrado de acidente em um lago em uma cidade distante, onde um banqueiro, de nome Curtis, morreu afogado por estar bêbado. 

Mesmo alertado de que, no caso de uma reencarnação, os motivos e os sentimentos que ligaram as pessoas antes da morte continuam ligando-as após a encarnação e isso pode trazer prejuízos ao encarnado, Peter prossegue com sua investigação e chega até a viúva de Curtis. Ele sabe que ela foi a causadora da morte de Curtis e agora, depois de tanto tempo, ela teme que ele exponha o caso. Problema maior Márcia vai encontrar porque sua filha, Ann, filha do falecido também, se envolve amorosamente com Peter - e Márcia, desequilibrada, interpreta isso como se Curtis estivesse se relacionando com a própria filha. A mãe de Curtis, já uma senhora presa a um asilo, reconhece Peter como sendo Curtis, e o espectador acompanha os motivos pelos quais Márcia desprezou e matou Curtis. Ao final, Peter parece não ter entendido o alerta que lhe foi dado.

É preciso fazer muitas concessões para o filme segurar a atenção do espectador. Todo mundo, por exemplo, fornece informações pessoais sobre o caso a Peter, que é um desconhecido. O terceiro perde o ritmo, focado no relacionamento de Peter e Ann, deixando o mistério de lado. A trilha sonora, de Jerry Goldsmith, é sem inspiração. Margot Kidder ressurge como a viúva, que passou trinta anos desde o assassinato, mas que foi conservada em formol. Além de pálida como uma zumbi devido a maquiagem, além de perdida e dopada, aparece em cenas ousadas que incluem violência sexual e um banho pelada numa banheira com o mesmo corpo jovem. Por fim, o filme entrega o mistério muito antes do esperado, perdendo sua força e o final pode deixa um sabor amargo de decepção.

Cotação: 2/5

Um comentário:

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