segunda-feira, 19 de maio de 2014

Caçadores de obras primas - 2014



Por Jason

Caçadores de obras primas trata de um grupo de homens mandados para o conflito da Segunda Guerra na Europa com uma missão um tanto ingrata: resgatar obras de arte, protegendo monumentos de valores históricos e culturais para a humanidade, e impedir que Hitler concretize o seu sonho de montar um museu na Alemanha com as obras roubadas de vários países. A alegação é a de que todas essas obra primas são vitais para manter a cultura de um povo e se isso um dia fosse perdido numa Guerra, toda a  identidade de uma sociedade estaria perdida. A ideia não é só recuperar tudo o que puder, mas devolver aos países as quais pertencem.

Baseado nessa história real ocorrida durante o conflito e no livro de Robert M. Edsel, o grupo que recebe essa missão é formado por historiadores, curadores, museólogos - gente inexperiente que em nada combinam com o conflito - interpretados por John Goodman, George Clooney, Matt Damon, Bill Murray, Jean Dujardin, dentre outros, soldados desajeitados que nunca atiraram em alguém e que mais tarde terão o apoio de uma espiã, interpretada por Cate Blanchett, cujo irmão foi assassinado pelos nazistas ao tentar interceptar um carregamento com obras de arte e o corpo jogado no Rio Sena. A coisa passa a se complicar quando uma ordem nazista informa que, caso Hitler morra ou perca a Guerra, tudo deve ser destruído, o que faz com que o grupo corra contra o tempo no cumprimento da missão. Como sempre dá para piorar, no terceiro ato, os americanos precisam apressar o passo, dessa vez para levar as obras encontradas (3 mil no total) numa mina em um vilarejo antes que os russos chegassem.

Tudo envolve uma mistura de drama e comédia fora do tom, como na sequência em que Goodman e Dujardin precisam combater disparos que partem de um prédio - cujo autor é uma criança - ou na sequência em que Damon pisa em uma mina terrestre. Isso sem falar nas piadas a respeito do sotaque de Damon falando francês... A produção é escrita, dirigida e produzida por George Clooney, que erra o passo na direção dos atores, atropela o desenvolvimento de cada um e, apesar dos esforços, dos caprichos e do elenco, tem cara de que foi feita para a televisão nas carreiras. 

O espectador nunca se sente interessado nele e nunca sente necessidade daqueles homens se arriscarem pelas obras de arte - não se sente o peso e a importância disso porque quase não há drama (nem na morte de personagens que seriam vitais para o grupo). O roteiro se divide inicialmente em pelo menos três linhas de personagens e duas linhas de desenvolvimento (a de Clooney e a de Cate), até uni-los. Demora a passar mais do que realmente dura e não tem nenhuma atuação digna de nota. Blanchett empresta seu talento e arranha no sotaque, Damon e Clooney fazem a mesma cara de sempre, Goodman e Murray parecem perdidos e amarrados, sem explorarem seus potenciais cômicos. Pior mesmo só o oscarizado Dujardin, que se emburra no inglês carregado num personagem caricato e insosso - e faz com que o espectador deseje que tudo chegue rapidamente ao final.

Cotação: 1,5/5

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...