quinta-feira, 15 de maio de 2014

Star Trek Nemesis - 2002



Por Jason

Décimo filme da franquia Star Trek, com o elenco da série Generation, Nemesis mostra a tripulação liderada por Picard contra um clone dele, chamado Shinzon, que foi criado pelos Romulanos e abandonados por estes, enquanto servia de escravo. Ele se envolve com a raça dos Remanos e parte para aniquilar a Federação, a Enterprise e o que estiver em seu caminho. 

Para isso, usa uma nave super poderosa, a Cimitarra. É ela quem praticamente destrói a Enterprise no momento do confronto, que sobrevive graças a ajudas de naves Romulanas, que acabam perdendo a batalha contra a Cimitarra. Picard vai para o tudo ou nada, jogando sua nave contra a inimiga mas, sem obter sucesso, não vê outra saída a não ser se infiltrar na nave e lutar com Shinzon. Antes de se auto destruir com Picard, Data invade a nave inimiga, salvando o capitão e desaparecendo - deixando em seu lugar um robô semelhante a ele, de geração anterior, descoberto em um planeta.

O filme traz Tom Hardy, magro, careca, cheio de afetação e carregado com uma maquiagem bizarra, no papel do vilão, muito antes de estrelar O cavaleiro das trevas ressurge. Além da tripulação da série, liderada por Patrick Stewart, traz participações de Whoopi Goldberg e Ron Pearlman. Apesar de ser uma aventura curta e acelerada, a produção foi metralhada pela crítica e rejeitada pelo público. Saiu ao custo de 60 milhões, mas arrecadou pouco mais do que isso, um sinal de que já tinha passado da hora de parar e de recomeçar de outra forma - o que ocorreria cinco anos depois, com sucesso, com o filme de J. J. Abrams, em 2009.

Os efeitos especiais parecem feitos para a televisão e presenteiam o espectador com momentos de constrangimento total - como quando o androide Data vaza de uma nave para a outra no meio do espaço. Em termos de elenco também, ninguém escapa - todo mundo parece ler as falas no automático, sendo que Patrick Stewart parece cansado e querendo se livrar logo de tudo aquilo. As sequências absurdas de ação ainda comprometem tudo (em determinado momento da fuga de Data e Picard, os dois precisam conduzir um veículo pelos corredores da nave, numa execução de cenas terrível). 

Os cenários trazem aquela artificialidade incômoda acentuada por uma iluminação de telenovela e em um planeta, a fotografia artificial tenta dar nova cara a paisagem, mas deixa tudo pobre ao invés de estranho. A maquiagem dos vilões é bizarra, quase não permite mobilidade facial e soam falsas - além da péssima pontaria e das armas ordinárias. Não resta muito ao espectador desejar que a aventura rapidamente chegue ao final.

Cotação: 1/5

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