sexta-feira, 23 de maio de 2014

X-Men - Dias de Um Futuro Esquecido (2014)


Por Ravenna Hannibal

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIEEEEEEE meus bens!



Olha gente, a Hanni voltou. Ressuscitou. Hanni VIVE!
E sabe o que me acordou do meu período de hibernação? LÓGICO que foi o convite pra ir ver a première de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido. 
Mas tive que ver ontem mesmo na estreia, por que a Tia Rá aquela DOEEEENTE resolveu que tinha que me levar pra fazer meus exames psiquiátricos e acabou sendo internada a coitada. Tive que acompanhar.
Mas chega de lenga lenga né, minha gente, por que o que interessa aqui é essa saga maravilhuosa dos mutunas que a Hanni AMA!
Nós já sapateamos e amamos aqui no blog todos os filmes da franquia. E chegou a hora do veredicto pra essa presepada que a Fox aprontou.



Negócio é o seguinte: Não vou falar muito da questão dos erros cronológicos da franquia como um todo. Mas a pergunta que não quer calar é: Esse filme conserta tudo?
Consertar eu não sei se conserta. Mas sim, esse filme funciona tanto como sequencia quanto como reboot.
Foi uma decisão inteligente do estúdio e espero que não façam merda de novo (conviver esse tempo no hospício com a Tia Rá me deixou com a boca porca).
Daí você me pergunta: Mas vale a pena? O que presta? O que não presta?

Diminua suas expectativas, não vá esperando ver o filme mais espetacular da história. Não é. Não espere ver muitas cenas do elenco mais antigo - portanto, não espere ver a Tempestade como você sempre quis. Embora em termos de ação, efeitos especiais e uso de poderes, Dias de um Futuro Esquecido encha mais os olhos, eu ainda prefiro X-Men 2. Tem o roteiro mais enxuto, mais tempo para os personagens e situações (Os personagens aqui não são mal aproveitados, contudo. Todos os que aparecem, mesmo que por alguns segundos durante as batalhas tem seu papel importante, ninguém é dispensável), um elenco principal melhor e melhor aproveitado e menos problemas de franquia para resolver.

Aliás, os defeitos do filme em sua maioria se devem ao fato de que ele foi feito em função de dar um novo rumo à franquia, e com isso fomos obrigados a ver essa trama de viagem no tempo.
A trama do filme em si, a estrutura do roteiro, não tem furos. Eles simplificaram ao máximo a questão da linha temporal e isso foi a decisão mais acertada. O roteiro fecha redondo, mas deixa algumas falhas graves como não deixar muito claro se o tempo no passado se passa de forma diferente no futuro – algo que parece ocorrer – e nem explica como a Kitty adquiriu seus poderes extras (na HQ ela que volta, mas unindo seu poder ao de Rachel Summers, personagem com poderes telepáticos).
Em contrapartida, se em seus dois filmes anteriores a direção tradicional e pouco movimentada de Bryan Singer parecia diminuir a dinâmica das sequencias de ação, neste ele se mostra equilibrado ao criar sequencias de tirar o fôlego, mas mantém sua câmera comedida, ajudando a entender absolutamente tudo o que acontece em cena, mesmo quando tem muita coisa acontecendo.
Aliás, nisso a montagem também tem seus méritos.

O filme parece que funcionaria melhor em termos de ritmo narrativo, se igualasse os focos entre passado e futuro, mas aí eles teriam que lidar de forma mais arriscada com as consequências das atitudes de Wolverine no passado.  O elenco que realmente é aproveitado se resume a um Patrick Stewart que conhecemos, Hugh Jackman, que dispensa comentários na pele de um Wolverine bem mais equilibrado e sábio do que o que conhecemos, James McAvoy que não acrescenta nada de novo ao personagem e Fassbender sempre melhor do que McAvoy com seu Magneto eternamente ambíguo.
Jennifer Lawrence é uma boa atriz, mas sua Mística, mesmo que justificada por um período de conflito interno, parece boba e apagada demais perto da Mística da Rebecca Romijn que nem tinha tanto destaque quanto ela na narrativa.

A trilha sonora do John Ottman não é tão legal a ponto de querermos ouvi-la fora do filme, mas funciona bem e ainda acerta em retomar o tema que Ottman criou para X-Men 2, além de evocar também em algumas partes a trilha sonora do Henry Jackman para o “Primeira Classe”.

No final das contas, é um filme que tem mais uma função de “reboot” do que uma nova adição à série e, apesar das coisas bem vindas que esse filme pode trazer para o futuro da franquia, a sensação que fica é que ele poderia ser muito mais do que é se não carregasse esse peso em cima de si.


Cotação: 3,5/5



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