terça-feira, 17 de junho de 2014

Combustão Espontânea - 1989





Por Jason

Na trama de Combustão Espontânea, acompanhamos um casal chamado de "o primeiro casal atômico dos EUA". São dois jovens que fazem parte de um experimento cientifico que servirá para construção de um abrigo nuclear. Após a experiência, eles são retirados do abrigo e estão ilesos, livres de radiação e dos seus efeitos nocivos. Só há uma porém: a mulher está grávida de um menino, Sam.

O menino nasce com uma febre constante que os médicos não conseguem explicar. Ao ter contato com a criança, os pais entram em combustão espontânea. No fenômeno, a pessoa é consumida por chamas, de dentro para fora, e os primeiros a encontrar os corpos carbonizados relatam ter percebido o cheiro de uma fumaça adocicada nos cômodos onde o fenômeno ocorrera. Os corpos em geral apresentam as extremidades (cabeça e pernas) e o cômodo onde são encontrados mostram pouco ou nenhum sinal de incêndio (no filme, o plástico ao redor derrete no calor, mas o tecido e peças de algodão, por exemplo, não).

Anos depois, já adulto, o fenômeno começa a acontecer com todo mundo que Sam tem contato, deixando-o paranoico. Ele é perseguido pela organização que realização os experimentos com seus pais. Seu unico apoio vem de uma mulher com quem está envolvido emocionalmente, Lisa. Mais tarde, ele consegue encontrar a doutora Nina (Melinda Dillon), que estava envolvida no processo quando ele nasceu, morta em seguida. Na sua fuga, Sam vai encontrar com o homem que causou todos os problemas de sua vida, já que este queria criar uma linhagem de gente capaz de queimar tudo, controlando seus poderes (!) como uma verdadeira arma nuclear ambulante. Descobre que Lisa também tem poderes e começa uma confusão que se arrasta até o final porcalhão do filme.

Tobe Hooper, de O massacre da serra elétrica e Poltergeist, faz aqui um filme fraco, misturando uma veia trash com ficção e efeitos especiais toscos e uma boa maquiagem, tendo no elenco nomes como Brad Dourif (que por si só já é uma bizarrice), John Landis (diretor dos inesqueciveis clipes de Michael Jackson, Thriller e Black or White e de filmes como Um lobisomem americano em Londres) de artigo de luxo e Melinda Dillon, que pouco tem a fazer. Hooper dá ao protagonista um viés de XMEN, como um mutante desastrado com poderes que não sabe o que fazer com eles, mas sobra histeria e falta estofo dramático (nem dá para exigir melhor do roteiro de um filme com essa premissa...). O climax é incrivelmente tosco, com Sam extraindo de Lisa os poderes da combustão. É rir para não chorar.

Cotação: 1/5

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