segunda-feira, 23 de junho de 2014

O jardim dos esquecidos - 2014


Por Jason

O filme é uma adaptação de uma série literária de mesmo nome, e um remake de um filme da década de 80, já comentado aqui, e também feito para a televisão. A diferença maior é que sai o terror psicológico com ares de filme de época e entra um filme que aposta mais no drama e na situação absurda a qual os personagens são submetidos. A trama é a mesma: uma jovem e bela mulher, Corine, se orgulha de sua família de comercial de margarina e de seus quatro filhos, dois adolescentes, Cathy e Cris, e dois mais novos gêmeos, Carrie e Cory. O patriarca acabou de ser promovido, despertando ciumes na filha adolescente. Um belo dia, ele morre, obrigando a mãe a se virar sozinha para dar conta dos filhos.

Sem dinheiro, Corine não vê saída a não ser levar as crianças para a mansão dos pais, com quem não tem contato já faz muito tempo. Ao chegar lá, a velha mãe de Corine trancafia os meninos dentro de um quarto com acesso ao sótão, proibindo-os de circularem pela casa e sofrendo todos os maus tratos e humilhações. A velha não permite que saiam porque o avô dos meninos não sabe da existência deles. Ele deserdou Corine porque ela se envolveu amorosamente com o próprio tio (sim, o pai das crianças era o tio dela). A estratégia de Corine é reconquistar o pai antes que ele morra para herdar a fortuna. Pelo menos era esse o plano. Até que ela começa a mudar de ideia. 

Passa a se envolver com outro homem, a ser rica novamente, e pensar na vida que teria sem os filhos. O pai a aceita de volta, achando que ela não teve nenhum filho com o próprio tio e não consumou assim nenhum "pecado". Paralelo a isso, os meninos vão se virando como podem até que Chris se envolve amorosamente com a própria irmã.  Os dois tramam uma fuga enquanto a casa é rodeada por uma cerca elétrica. Corine começa a envenená-los, vitimando o gêmeo. Chris descobre que o avô morreu fazia sete meses, mas as crianças ainda eram mantidas reféns e que a mãe simplesmente casou e foi embora. O filme termina com a fuga dos meninos da mansão, diferente da versão anterior filmada, onde os meninos se vingam e a mãe é morta durante a cerimônia de casamento. 

Embora Heather Graham e Ellen Burstyn se esforcem e se saiam melhor, o elenco jovem é ruim e não segura o filme. A direção é frouxa, no melhor estilo novela, e falta estofo dramático a trama (o menino morre e a morte nem é sentida, a morte do pai também não). Os fatos se desenrolam rapidamente, como o envenenamento dos meninos e o envolvimento de Corine com outro homem, deixando o filme focar na relação incestuosa inconvincente do casal adolescente. No final, surge uma ajuda do além - um empregado da casa que descobre os meninos e sem pestanejar nem se perguntar o que está acontecendo, os ajuda a fugir - atirando os esforços do elenco mais talentoso no lixo. O filme serve para apresentar a essa geração a trama literária. Como remake e adaptação, é um fiasco.

Cotação: 1,5/5


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