quinta-feira, 19 de junho de 2014

Os vampiros de Salem - 1979




Por Jason

A Hora do Vampiro foi o segundo romance lançado pelo escritor norte-americano Stephen King. Originalmente publicado em 1975, foi inspirado em Drácula de Bram Stoker. Em 1979, pelas mãos de Tobe Hooper tornou-se série e mais tarde foi compactada em um filme: "Os Vampiros de Salem" (Salem's Lot). Na trama, um escritor chega a Salem's Lot,  para escrever seu próximo livro. Por trás do seu trabalho, ele está fascinado com uma velha casa que ele acredita ser amaldiçoada já que ali ocorreram crimes e mortes não solucionadas. Ao tentar alugá-la, ele recebe a notícia que ela foi adquirida por uma pessoa, um homem desconhecido que também possui um relicário na cidade - cuidado pelo seu mordomo, que será a ligação entre a população e o homem misterioso.

Paralelo a isso, um estranho carregamento está chegando na cidade em nome desse homem. O escritor tenta investigar e após o carregamento aportar, descobre que uma criança sumiu misteriosamente. Outra criança então é atacada pelo menino desaparecido, que se transformou, na verdade, em um vampiro. O menino é aparentemente morto mas no momento que será enterrado acaba acordando e atacando o coveiro, que por causa disso vai parar na casa de um médico e descobre que o homem foi mordido no pescoço. Um surto vampírico começa na cidade, que vai vitimar a namorada do escritor e ele dará cabo do cosplay de Nosferatu, com a ajuda de um jovem que não se rendeu aos encantos de seu amigo vampiresco.

O filme tem seus momentos bizarros e pobres, como a criança, a primeira vítima do vampiro malandro, que chega voando para atormentar a vizinhança e parece rir da situação - e involuntariamente causa risos no espectador. É o desaparecimento dessa criança, aliás, que impulsiona a trama policial horrível, já que a polícia acredita que houve um sequestro. O espectador tem que se distrair com coisas mais superficiais, como a trama da secretária que trai o marido com o agente imobiliário da cidade ou a do relacionamento ordinário entre o escritor e seu interesse amoroso. O trabalho de Hooper envelheceu amargamente. As cenas dos ataques são precariamente elaboradas e joga contra o time do diretor o fato de que não há uma atuação digna de nota. Tem ainda o seu momento pré Poltergeist, quando a criatura ataca o padre da cidade sacudindo a casa toda.

O filme se salva pela maquiagem bizarra, já que os vampiros possuem olhos que brilham no escuro como o de felinos e pele deformada - o que dá uma sinistra e aparência de roedores -, e pela cenografia da casa em que vive a criatura. A versão Nosferatu de King, é monstruosa e bem feita, de pele cadavérica, além do que King respeita certos conceitos conhecidos na mitologia vampírica, como o fato de que as criaturas só invadem uma casa quando são convidadas a entrar, morrem quando recebem estacadas no coração e sofrem ao terem contato com símbolos religiosos como as cruzes. Em tempos de coisas absurdas como Crepúsculo, isso chega a ser um alívio.

Cotação: 2/5

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