quarta-feira, 30 de julho de 2014

Doce vingança - 2010


Por Tia Rá

Acabo de me deparar com essa podreira miserenta que é um remake de outro filme pobre e miserento dos 1900 e bolinha... A vingança de Jennifer Lawrence... Digo, Doce Piranha. Sério gente, na boa... num força amizade, ok? Espero que num tenha nenhum xiita passano por aqui pra ver isso que vou dizer agora. Vamos a dica do FUJA ENQUANTO É TEMPO do dia! 

Olha como a coisa já começa errado, depois o povo diz que é a tia que é implicante e fica metralhano os filme proletário e tals. Vejamos o que diz a analise astropologica antropofágica dessa bomba: moça inocente resolve ir pra o fim do mundo SOZINHA e quer ficar ilhada lá na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de SAPÊ porque... bem... ela é romancista e quer escrever um livro. Quédizê... nossa Stephanie Meyer não é capaz de escrever um romance de onde ela tá porque... sei lá, porque é isso mesmo, aceita que dói menos. OOOOOOOOIIIII?



Sério que nesse mundo maravilhuoso que a gente vive ainda tem aloprada que faz isso? Mocreia, passa lá no RH e pega seu certificado de BURRRAAAAAAAAAA!!! 



Mar num é só isso... você tá sozinha, indo para um lugar SOZINHA, pra ficar SOZINHA, no meio do mato e tipo... SOZINHA, aí você se depara com uns marginal ali no posto de combustível, tu tá perdida e rodano feito loka, o que cê faz?

A) como tu tá perdida, pergunta comofas pra chegar em tal lugar, ignora e num dá muito IBOPE pra gente proletária, né povo... finge que tem a torcida do Flamengo te esperano em casa e VVVVVVVVVVIIISSSSHHHH SOME DALI.

B) Tou indo ali praquela casa ficar sozinha lá, sou romancista viu moço, vou ficar sozinha, tou levano umas bebida, tals, de noite, eu, SOZINHA.


Entende o que eu digo?

Ocê tá sozinha numa casa no meio dos mato, já tá de noite, o que cê faz?

A) Tranca a casa toda, né minha gente... guarda umas peixera por perto, porque se algum vampiro que brilha aparece tu dá de facada nessa beesha!

B) Deixa a casa toda aberta, natureza, magia, vida, vai que um lobisome chega pra espanar minha pepeca né gente? Porta tá bateno lá fora, você vai lá desfilar pra ver O QUE É. 

Só pude pensar em uma coisa...


Então... Aí, aqueles marginal que tarra lá e viram que tu tá SOZINHA, porque tu FALOU QUE TARRA SOZINHA pra DEUS E O MUNDO de tão BURRA que você é, resolve papocar VOCÊ. A gangue é maravilhuosa: alguém que você darra tranquilamente, mas faz cara de nojo só pra fingir que num é biskate; 

na hora do ronco, eu vou SOUDESSAS

um retardado mental que você num sabe se ele tá com prisão de ventre ou diarreia; 

dá um imosec aí minina que tou me cagano

um bola 7 do tipo que a gente dá aquele chá de caçola furada e depois finge que nem CONHECE e nega pras amiga biska até a morte que deu pro piu piu pequeno; 

Cê já pegou coisa peor minina, aceita!

e um marginal da boonda boa de bater que você encara sem tá beba, quem dirás com uma vodka na cabeça. 

Estou. PRONTA.

Claro que depois que eles te atacam você foge, porque você é a ninja Giraya em encarnação piriguete. E o seu carro... WAAAAAAAAIITTT!!! PRA ONDE FOI O SEU CARRO??? O seu carro ficou em algum lugar, se nem eu me lembro onde você deixou aquele lyndo Toyota que sumiu do roteiro PARA SEMPRE, como é que você vai saber NÉ AMIGA? Mar enfim... Aí você foge, encontra aquele xerife coroa (olha aí, mais um pro gangbang!!!) e pede ajuda e tals... mas você é Stephanie Meyer nossa escritora exemplar SQN: maconheira, alcoólatra (álcool para ajudar escrever, amiga? OHREALLY????). O coroa dá logo o ultimato, ou dá ou desce. Chama os amiguinho pra tirar uma casquinha... Tu tá toda metralhada, phudida e mal paga, o que cê faz?

A) Toma umas e faz um show de strip, ganha uns trocado, faz um gangbang depois DESAPARECE e finge que num foi contigo. Tarra bêbada, num sei o que houve, num era eu. Fim.

B) Começa a fazer aquela cara de quem num sabe se você tá com virose, tá cagada, tá menstruada ou se tá com verme e fica gritano e fingino que tá chorano, mas ninguém vê sequer UMA LÁGRIMA.



Aí você, que foi papocada, tá toda metralhada e sem prega de tanto dar, TCHIBUM no rio mais próximo. Passa um mês e nem o roteirista sabe o que tá aconteceno com você, muito menos sua família, que já que tu sumiu, dá uma ligadinha pra saber como tão as coisa e tals, fica por isso mermo né gente... porque se minha mãe sabe que eu num dei notícia durante a semana, ela já aciona a marinha, o exército, a aeronáutica, o FBI, o CSI MIAMI e o DATENA pra ir atrás de mim, entende gente? Mas como tu num tem quem se importe contigo, então sofre aí SOZINHA, biskate!


Por fim, a gente descobre que você passou uma temporada com os XMEN e volta lynda e maravilhuosa, sem nenhum arranhão, cicatriz, sequela, hematoma, nada, e ainda por cima de ROUPA - mas tu pulou no rio pelada, releva... - para fazer sua revenge. Agora que você é ninja e estudou com o Rambo como se virar na selva - sabe lá Deus COMO - e como fabricar coisas que não existiam nem no filme (FITA ADESIVA?) e nem no roteiro ANTES e ninguém sabe como você arranjou - você já pode sacanear com aqueles que te papocaram e sair lynda e maravilhuosa dessa situação! DIVA!

Olha, pelo elenco pobre e ruim que é a misera, pela produssaum de baixo orçamento - se bem que tudo é baixo aqui né gente RISOS - a gente já sabe que o filme merece!


De tudo, nada foi mais maravilhuoso do que rir dessa sua vingança...


OHWAIIIITTTT!!!! COMOLIDAR COM ESTA LYNDA SEQUENCIA em que nossa McGyver Wolverine XMEN Fenix Giraya Mulher Invisivel resolve, depois de armar uma emboscada para o xerife, papocar o seu orifício anal com uma linda escopeta? 


Tem como num amar essa merda toda?
UMA VERDADEIRA BOMBA DE TOLETEEEE!!!



terça-feira, 29 de julho de 2014

Brubaker - 1980



Por Jason

A primeira meia hora de Brubaker traz Robert Redford como um detento encaminhado para uma prisão sulista de Wakefield, no Arkansas. Homem de poucas palavras, não se sabe quem é ele, sequer o crime cometeu. Ele testemunha a violência dentro do presídio, em que os presos recebem como penas chicotadas, são violentados de todas as formas, estuprados e vivem em condições desumanas. A estrutura do lugar está desabando e presos perigosos homicidas são mantidos juntos com presos de crimes considerados leves ou reincidentes por furto. Gente que já pagou sua dívida ainda é mantido preso e torturado.

O que todos acabam sabendo - incluindo o espectador surpreso - é que ele se chama Henry Brubaker e é, na verdade, o novo diretor do presídio (!). Brubaker se disfarçou de prisioneiro para descobrir de dentro o que está acontecendo com a prisão. Já no cargo de diretor, ele tenta mudar a política do lugar, mas descobre haver uma série de pessoas inescrupulosas corroendo o sistema carcerário, incluindo a comunidade, que suga do presídio e se beneficia em cima dele. Do agente que mora de graça dentro da propriedade do presídio, passando pela comida dos presos que não chega até eles e é mantida nas mãos dos agentes, chegando ao próprio governador e os agentes que vendem até atendimento médico, a cadeia é uma instituição absurdamente degenerada e corrupta.  

Brubaker tenta fazer uma reforma geral na prisão, separando presos mais perigosos daqueles que podem demonstrar confiança, procurando fazer com que trabalhem e produzam sua própria comida através de agricultura e pecuária, mas acaba sofrendo resistência de ambos os lados. O problema maior acontece quando um preso, que está lá desde a Segunda Guerra e fabricava caixões - e cuja pena já está vencida faz tempo -, mostra o quanto foi espancado e torturado por matar acidentalmente seu irmão com uma pedrada. Esse preso aproveita a deixa e explica que aqueles presos que não interessavam mais eram mortos e colocados em valas em um ponto do campo. O total desses presos assassinados poderia chegar a duzentos cadáveres. Os políticos tentam bloquear o diretor e impedir que isso seja descoberto e vire um escândalo, mas Brubaker trata o assunto como uma cruzada pessoal depois que o preso é assassinado e segue até o fim, escavando até encontrar os corpos e jogando a merda no ventilador. 

Robert Redford traz o vigor necessário para o papel título e em boa caracterização se encontra Yaphet Kotto (de Alien O oitavo passageiro), como um prisioneiro que acaba cuidando dos outros, contesta as ideias de Brubaker no começo mas acaba percebendo que ele tem razão ao final. E Jane Alexander (de Kramer vs Kramer e Regras da vida), que caminha tanto dos lados dos interesses políticos quanto do próprio Brubaker, tentando ser mediadora em uma situação de confronto entre os dois lados destinada a dar errado para ambos. O elenco de apoio que interpreta os presos é coeso e toda a técnica do filme (fotografia, cenários, etc) tem bom resultado para a época em que foi realizado. O filme ainda tem Morgan Freeman, que surge rapidamente em participação rápida, como um preso completamente surtado que precisou ser isolado e que força Brubaker a revelar o seu disfarce em uma situação perigosa. 

A discussão do tema levantado pelo filme mostra que ele ainda continua atual, afinal o filme é baseado nas memórias de Thomas O. Murton, no seu esforço para mudar o sistema de administração de presídios dos Estados Unidos, entre 1967 e 1968. As ideias de Thomas em transformar os presos como força produtiva para a comunidade, produzindo aquilo que consomem e vendendo para que possam conquistar seus próprios benefícios provaram-se certeiras em muitos casos e permanecem até hoje como um modelo que funciona em muitas prisões norte-americanas. Ao final do filme, Brubaker não conseguiu derrubar a corrupção, mas deixou uma semente na consciência dos presos sobre a capacidade de se regenerar, sobre lealdade e principalmente respeito.  

Cotação: 5/5

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Eu quero - O hobbit - A batalha dos cinco exércitos


TRAILER

Eu quero - Jogos Vorazes - A Esperança - Parte 1





O expresso da meia-noite - 1978



Por Jason

Premiado com o Oscar de Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora, expresso da meia-noite é baseado em uma história verídica ocorrida em 1970. O filme abre com a situação chave em que William Billy Hayes tenta pegar um voo partindo de Istambul, na Turquia, carregando uma grande quantidade de haxixe preso em seu corpo. Pego em flagrante no momento do embarque, Hayes foi coagido pela polícia a dar os nomes dos fornecedores de drogas, já que a polícia supostamente lhe ofereceria a possibilidade de voltar aos EUA. No momento em que é levado para o reconhecimento do fornecedor de drogas, Hayes tenta fugir, mas é pego e enviado para uma prisão de condições sub-humanas sob acusação de porte de drogas, prisão esta que mais parece um esgoto. 

A partir daí, Hayes começa a viver um inferno na prisão. É espancado, torturado e humilhado. Ele conhece dois prisioneiros, Jimmy (Randy Quaid, então magro e irreconhecível), e Erich (Norbert Weissner - de O enigma de outro mundo, A lista de Schindler, Pollock), outro preso por porte de haxixe, que o indicam para o viciado em drogas que lá está já fazem sete anos, Max (John Hurt, em papel que lhe rendeu indicação ao Oscar de ator coadjuvante pelo filme) e que lhe diz e mostra o verdadeiro significado da expressão "expresso da meia-noite". Paralelo a isso, Erich começa a despertar uma atração por Hayes e até tenta investir, mas o rapaz se recusa. Hayes não era santo, afinal tinha cometido um crime e deveria pagar por isso, só que ele não contava com a abusiva lei turca, que depois de quatro anos de prisão deixou de tratá-lo como um caso de porte de drogas para o enquadrar como traficante, alterando sua pena para trinta anos. O jeito de não apodrecer na cadeia era mesmo tentar fugir.

Todos estão bem no papel, a exceção é Irene Miracle, péssima, como Susan, namorada de Hayes, que pouco tem a fazer a não ser mostrar seus peitos na prisão e levar o dinheiro necessário para ele usar ao escapar de lá. Brad Davis falha em algumas cenas mais dramáticas, mas defende o personagem com dignidade. Contudo, é John Hurt, como o drogado Max que rouba a cena. Retrato da degradação da prisão, o sistema carcerário e as drogas lhe roubaram até mesmo a esperança de um dia deixar aquele lugar, tornando-o decrépito. Max só desperta alguma esperança quando percebe que os planos de fuga podem dar certo, mas vai parar no sanatório e de lá não volta mais. 

A direção de Alan Parker (Mississípi em Chamas, Coração Satânico, Fama, Evita) indicada ao Oscar é crua sem ser apelativa: Parker filma a prisão como um limbo, o sanatório como um inferno em que os prisioneiros são almas penadas caminhando para lá e para cá completamente surtados e falando coisas sem nexo, onde os guardas são verdadeiros demônios munidos de estacas para darem pauladas nos detentos. O roteiro é de Oliver Stone, adaptado de um livro autobiográfico de Hayes, premiado com seu primeiro Oscar antes de ganhar como diretor de Platoon e Nascido em 4 de julho. A trilha sonora é datada, cheia de sintetizadores, mas funcional, e tanto a direção de arte quanto a fotografia são eficientes em criar o ambiente poluído, claustrofóbico e imundo da prisão. Tamanho esforço só poderia resultar em um filmaço imperdível.

Cotação: 5/5  

sábado, 26 de julho de 2014

Vídeodrome - A síndrome do vídeo - 1983



Por Jason

No bizarro Videodrome, de David Cronenberg, Max Renn (James Woods) é um diretor de uma emissora a cabo que exibe filmes pornôs soft-cores e violentos de quinta categoria. Max quer que o canal atraia mais público e acaba se deparando, ao lado de seu melhor amigo, com um canal pirata que exibe cenas pornográficas e tortura, além de mutilação e morte. Max acredita que tudo não passa de encenação, mas acaba descobrindo que se trata de filmes onde as vítimas são reais chamado Videodrome. Max acredita também que este será o futuro da TV, mas é contestado pelo excêntrico Brian Oblivion, um sujeito que só aparece através de fitas. 

Depois de conhecer e se envolver com Nicki, uma apresentadora de um programa de rádio, ela decide ir atrás da fonte do videodrome, e acaba desaparecendo. Na procura por mais respostas, Max acaba procurando Brian, quando descobre, através de sua filha Bianca, que ele morreu, vítima do videodrome, e que tudo o que se conhece dele vem das fitas cassetes que ele gravou. O videodrome é na verdade um vídeo que abre uma janela no sistema nervoso e emite um sinal que danifica a mente das pessoas, causando um tumor cerebral mortal. A intenção de seu criador, Barry, é transmitir o videodrome para deixar as pessoas que assistem o canal morrerem e assim criar uma nova sociedade. Max é mais uma vítima dele.

Como consequência, Max começa a desenvolver alucinações e paranoias, misturando realidade com imaginação. Em sua barriga se abre um buraco, que é alimentado por fitas cassetes vivas que acabam controlando sua mente e o transformando em um assassino - ele mata os sócios da tv e tenta matar Bianca, mas ela consegue o desprogramar. Exposto ao vidrodrome, Max quase é sugado pela televisão, que vive chamando ele na forma de uma mulher sedutora, a própria Nicki, com voz sexy. O resultado é a mais pura loucura.  

James Woods se esforça, mas o filme é tão bizarro que o ator quase acaba subtraído pelas extravagantes imagens criadas pelo roteiro, afinal não é todo dia que se vê uma barriga se abrir para engolir fita cassete e controlar seu hospedeiro. O resto do elenco não comparece e não se destaca e o filme tem um ritmo vagaroso, que nunca atinge um ápice e nunca deslancha, o que pode espantar ainda mais o público. Mas o fato é que David Cronenberg faz um filme cheio de metáforas sobre o poder da mídia que sobreviveu muito bem ao tempo apesar dos efeitos especiais pré-históricos. A tv aqui é manipuladora e apelativa, se usando de programas que envolvem sexo e violência para ganhar audiência. Em um recurso gráfico interessante, David filma Max recebendo as fitas com uma boca no meio da barriga, como se a própria tv o controlasse, alienando-o, fazendo com que ele acredite que o vê é real, tirando o seu poder de escolha e acabando com sua própria vida - Max imita ao final, percebe-se, o mesmo gesto suicida que ele vê na tv. 

Paralelo a isso, está a ideia embutida de renascimento. Brian Oblivion é uma espécie de guru, que acreditava que havia vida eterna ao se manter vivo em fitas cassetes, o que é um aspecto real e interessante do roteiro se comparado com a realidade atual da mídia. O próprio criador do disseminador do videodrome acreditava em uma forma de libertação do corpo enquanto matéria para uma "nova carne", propagandeada na imagem de Nicki seduzindo Max e convidando a experimentar esse novo estilo de vida. Se trouxermos esse conceito para a atualidade, veremos que ídolos que já morreram tem suas memórias mantidas no imaginário popular através de imagens, sejam em reportagens e programas especiais de televisão ou, atualmente, na internet. Brian poderia estar realmente certo.

Saíram os videos cassetes, tão populares na década de 80 em que o filme foi produzido, entraram a internet e os celulares, as televisões modernas com acesso a internet, a tv a cabo, os reality shows bizarros e degradantes, rede sociais, etc, mas o saldo é o mesmo. Tudo ao final das contas forma um veículo gigante da mídia, para propagação de vídeos como o videodrome, de sexo, violência e imagens reais perturbadoras que mexem com o ser humano, ditam moda, viciam muitos que tem acesso a essa quantidade de informações, transformam pessoas comuns em celebridades rapidamente, etc, num verdadeiro controle das massas. Dito isso, Videodrome continua estranho, exagerado e tenebroso mas ainda assim muitíssimo atual.

Cotação: 3/5

Top 10 - 10 máscaras conhecidas de personagens do cinema




















sexta-feira, 25 de julho de 2014

Planeta dos Macacos: O confronto - 2014



Por Jason

A trama de Planeta dos Macacos: O Confronto começa mostrando rapidamente as consequências da disseminação do vírus que dizimou quase toda a humanidade. Corta para o grupo de símios em um prólogo que mostra um pouco da relação de Cesar com o filho e com outros companheiros. Em seguida, Cesar acompanha o parto do mais novo integrante de sua família e em uma conversa com o seu amigo orangotango, demonstra em sua expressão cansada ainda estar temeroso com relação aos humanos. Não tarda para os macacos encontrarem um grupo de humanos armados na selva que resulta num tiro e em um macaco ferido. Espantados, os intrusos são postos para fora da floresta de volta as ruínas do mundo onde vivem, uma São Francisco completamente devastada e tomada por vegetação.

É a partir daí que as coisas começam a se complicar e a linha frouxa entre os dois mundos começa a se romper. Tanto dentro dos humanos quanto dentro dos macacos, há células podres, que não estão de acordo com o pregado por Cesar, por exemplo, que quer paz entre ambos os lados e quer viver com sua família enquanto os humanos devem continuar com a vida deles longe dos símios. Cesar prega que humanos se destroem entre si e que os macacos devem estar sempre unidos, como uma família - os jovens macacos são ensinados a não matarem entre si. Vai até os humanos montado em cavalo com seu grupo e demarca o território de cada um aos berros. 

O problema está em Koba, o agressivo macaco que quer causar uma guerra contra os humanos, alegando que os humanos os destruirão. Koba não pensa duas vezes em mostrar o que os humanos fizeram com ele, e as sequelas estão não só no seu corpo como na sua personalidade, o que vai de encontro ao pregado por Cesar. É Koba o estopim do conflito entre homens e macacos, quem desperta o lado bestial de Cesar, e que vai resultar em uma batalha final entre os dois. É ele o motivo pelo qual Cesar vê seu filho se distanciar - e são as ações dele que acabam fazendo com que os dois se unam. Do lado humano, Gary Oldman acaba tentando resistir ao ataque e quando o conflito explode é ele quem planeja acabar com tudo. Essa é, do ponto de vista do roteiro, talvez a parte mais interessante do filme: não importa se os macacos adquiriram o dom humano da fala - há, ainda ali, resquícios de animalidade dos dois lados que podem explodir a qualquer momento - e não há um lado bom na guerra porque ambos, ao final das contas, estão errados. 

Nesse contexto, o personagem Malcolm de Jason Clarke, seu filho e sua mulher Ellie, feita pela insossa Keri Russell, surgem como pessoas tentando apaziguar uma situação que está destinada ao fracasso, veículos pelos quais Cesar - e o espectador - voltam a ter esperança na humanidade mas que acabam no meio do fogo cruzado. Ao final, depois da liderança abalada e de quase morrer, fica a inexorável interrogação do que virá depois de tudo, já que Cesar anuncia que os macacos começaram uma guerra e os humanos revidarão - e fica também a boa sensação de que o que foi mostrado no filme é apenas a superfície de algo muito mais apocalíptico.

Tecnicamente, o filme é simplesmente espetacular. Todos os macacos são tão realistas que fica difícil acreditar que não existem - os efeitos especiais são soberbos. E os símios são incrivelmente mais interessantes e melhores desenvolvidos que os personagens humanos: é impossível não se conectar com eles desde o primeiro momento do filme, em que vivem na floresta, estudando, aprendendo a falar na comunidade rústica e familiar, enquanto cuidam de seus filhos. A direção de arte é outro ponto que chama atenção, reproduzindo perfeitamente uma cidade pós apocalíptica, ambientes industriais deteriorados, a morada dos macacos, dentre outros. Atrás das câmeras, Matt Reeves, de Cloverfield, cria momentos sensíveis, com Cesar, sua fêmea e seus filhos, ou tensos, como no confronto e quando Cesar descobre uma arma no grupo humano e sua cria é ameaçada. 

Andy Serkis faz um trabalho excelente como Cesar, mas é o macaco Koba, de Toby Kebbell, o personagem mais impressionante e assustador da produção, roubando a cena desde que entra no filme. Koba não pensa duas vezes em assassinar um macaco que hesita em se vingar de um humano. Em sua sede vingança e loucura, traz uma personalidade perturbada, furiosa, desconfiada, arrogante, que não consegue enxergar que é um veneno não apenas para os humanos que ele decide matar e aprisionar, mas para a sua própria espécie que tem inúmeras baixas no confronto. Infelizmente, o filme é tecnicamente superior ao anterior em tudo, mas mantém a deficiência de personagens humanos interessantes na mesma proporção.

Jason Clarke se esforça, mas passa batido. Keri Russell é engolida facilmente e a Gary Oldman, ótimo, aqui resta sua eficiência com pouco a fazer e pouco aparecer - e isso vale para gente que entra e sai no time humano e ninguém sente falta. Há mais deslizes, como o fato de que Cesar, ao voltar a sua casa do primeiro filme, encontra - muitos anos depois, lembremos - uma câmera que ainda liga e ainda possui aquele resto de carga na bateria, numa situação que só é possível de acreditar em um filme; dois personagens idiotas, fazendo idiotices, que surgem na tela duas vezes, uma apenas para - felizmente - morrerem; Ou quando Cesar, depois de quase morrer com um ferimento grave, se recupera e vai lutar muito rapidamente. Nada, contudo, que comprometa o resultado da produção. 

Cotação: 4/5

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Eu quero! - Vem aí...


Vem aí e o povo tá ligado, entende...
Home Tanajura, será que vai minha gente? Sinto toda uma vibe leve sessão da tarde, tipo Querida estuprei as criança. SQN.



A última parte de O Hobbit, A cagada dos cinco exércitos, minha irmã Lady Ratazana siriricano que nem uma loka pelo filme!!


Jurassic Uord. Favor colocar monstros marinhos comeno os coadjuvante e aquele povo pago com marmita inuteis. AGRADECIDA. PS: Gentileza melhorar a arte proletária da próxima vez né gente....


Adorooooo esses títulos nacionalizados, sabe gente... Correr ou gozar. Dar ou descer. Eis a questão...


Tia Rá a dama fatal. Adoro Eva e toda essa merda  coisa de photoshop na sua cara de traveca, amiga.


Não quereno ser chata, mas já seno INSUPORTÁVEL, é só eu que tenho uma ligera impressão que esse home de Distrito 9 é tipo o M Night Saiadalama? Tipo... funcionou no primeiro e o resto foi ladeira ABAIXO? Vamos ver FLOPISIUM e este e depois REFLETIR se vai ou não. No aguardo.



Jogos VorazzzzZZZZZZZZZZZZzzzzzzzz OHWAITTT ONDE É QUE FICA ESSA BORRACHARIA MINHA GENTE???



Top 10 - 10 atrizes que estão envelhecendo bem



Julia Roberts

Christina Ricci

Elisabeth Shue

Halle Berry


Heather Graham


Kim Basinger


Lucy Lawless


Alicia Silverstone


Michelle Pfeiffer


Demi Moore

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Eu quero - Wild



Vamos todos ver a Reese querendo sair do flop, né minha gente?A proletária faz parte do seleto grupo de gente que ganhou o Uóscar sem merecer e por isso foi amaldiçoada pela tia e FLOPOU! Virou vendedora da AVON! Agora ela volta do mundo dos mortos para interpretar essa mulher sofredora com seu lyndo queixo do tamanho de um cotovelo. APERTA O PLAY E SOFRE COM ELA!


Filme estreia lá fora em 5 de dezembro deste ano e ainda tem Laura Dern ("Enlightened"), Thomas Sadoski ("The Newsroom"), Gaby Hoffmann (Girls), Kevin Rankin ("Dallas Buyers Club") e Michiel Huisman ("Game of Thrones"), ou seja, gente flopada ou desconhecida disputano aquele espacinho mais curto que político de partido pobre em propaganda eleitoral gratuita. 

Eu quero - Mad Max 4



Vai que essa porra dá certo, né minha gente?


terça-feira, 22 de julho de 2014

Top 10 - 10 filmes de prisão



Você consegue reconhecer todos eles?

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10


1 - Um sonho de liberdade
2 - O expresso da meia noite
3 - Alcatraz - Fuga Impossível
4 - Os últimos passos de um homem
5 - A espera de um milagre
6 - A outra história americana
7 - Em nome do pai
8 - Carandiru
9 - Condenação Brutal
10 - Papillon

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...