quarta-feira, 9 de julho de 2014

Cubo - 1997



Por Jason

Um grupo de pessoas se encontra presa dentro de uma sala em forma de cubo: um policial (Maurice Dean Wint), um ladrão (Wayne Robson), uma matemática (Nicole de Boer), uma médica (Nicky Guadagni), um arquiteto (David Hewlett) e um jovem autista (Andrew Miller). Cada face tem uma porta que leva para outros cubos, de cores diferentes. Porém, alguns cubos são dotados de armadilhas e os sobreviventes precisam traçar um plano de escapada no labirinto.

Quentin acaba liderando o grupo, mas acaba surtando pelo meio do caminho e querendo matar todo mundo. Depois de matar a médica, os outros tentam fugir deixando-o para trás. A personagem matemática supõe que números primos sejam a forma segura de caminhar pelos cubos. Através de contas, ela descobre que estão dentro de um cubo gigante, formado por um monte de cubos menores. Assim, ela pode calcular como chegar a face externa do cubo, o tamanho dela, e indicar o caminho. Depois de muito tempo caminhando por eles, chegam a uma face externa. Não há saída. A ideia então é subir para a superfície. 

A matemática não consegue mais traçar um caminho quando os números começam a crescer e ela descobre que os cubos estão mudando de posição. Isso leva a descoberta de que o personagem autista com problemas mentais consegue fazer cálculos astronômicos e acaba levando-os a superfície. No último momento, Quentin, antes deixado para trás, ressurge - sabe-se lá como, já que ele não fazia os cálculos - e mata o restante e o personagem deficiente acaba escapando envolto em uma luz branca. 

Feito com baixo orçamento, O cubo acabou se tornando um desses filmes cults lembrados pelo público da era do vídeo cassete, na já longínqua década de 90. Ganhou duas continuações, igualmente obscuras. A ideia é interessante, mas a discussão sobre a natureza do Cubo, de características aparentemente extraterrenas, é anulada quando um dos personagens, o arquiteto, revela que foi contratado para desenhar a face externa, embora não soubesse o que havia dentro. A discussão sobre a tecnologia, levantada pela médica, que acredita estarem ali por um experimento do governo, se encerra a partir do momento em que ele assume o fato de que ajudou a construir aquilo. 

Não ajuda em nada o fato de que os atores são péssimos, de que falta estofo dramático, os personagens são desinteressantes e não despertam empatia no espectador, e a ideia é diluída em um filme que demora a passar. Quem é fã de matemática deve amar o filme, quem sempre teve pavor de cálculos e números, melhor nem arriscar.

Cotação: 1/5

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