quarta-feira, 2 de julho de 2014

Kramer vs Kramer - 1979



Por Jason

Joanna resolveu sair de casa, justamente quando o marido Ted estava conseguindo realizar um projeto que o levaria a subir de cargo. Ela o abandonou com um filho pequeno sem qualquer alegação. A amiga com a qual confidenciava afirma que ela estava infeliz no casamento e não tinha atenção. Para o marido, ele estava a fazendo viver uma vida que ela não queria para si. 

A partir daí, Ted tem que se virar como pode para criar o menino enquanto o chefe do trabalho exige uma maior dedicação da parte dele. São vários os problemas. O menino era criado cheio de gostos e mimos pela mãe e o pai era completamente relapso. Ted não sabe como lidar com ele e tem que se desdobrar para cuidar do menino enquanto é aconselhado pelo chefe a se livrar da criança, tem um relacionamento passageiro e chora as mágoas com a amiga do casal. Quinze meses depois, quando está conseguindo conciliar as coisas, aos trancos e barrancos, a mulher, agora uma empregada bem sucedida, reaparece querendo o filho de volta e pronta para entrar na justiça para ter a guarda da criança - quando o chefe demite Ted. 

Ele se vira para arranjar um emprego e, no tribunal, Joanna afirma que o casamento tirou sua auto estima e destruiu sua vida pelo fato de seu marido não ser capaz de perceber suas aspirações nem respeitar os seus sonhos, muito menos sua vontade de ter um emprego e viver sua vida. A questão é que Joanna é vaga e acusa o marido pelo fracasso da relação. Ele, por sua vez, é acusado de não manter um emprego por muito tempo e não ter condições de manter a criança. Ao final do processo, o juíz decide por dar a guarda a mãe, mas os dois acabam entrando em um consenso sobre o que é melhor para o filho.

O filme venceu o Oscar em cinco categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Dustin Hoffman), melhor atriz coadjuvante (Meryl Streep) e melhor roteiro adaptado. Recebeu ainda outras quatro indicações, nas categorias de melhor fotografia, melhor ator coadjuvante (Justin Henry), melhor atriz coadjuvante (Jane Alexander) e melhor edição. O roteiro trata do impacto de um divórcio na vida de um casal e principalmente de uma criança. Há coisas, contudo, que saltam os olhos: três filmes correm dentro da trama, que começa com um drama de casal, passa por um tom de comédia dramática na figura do pai e embarca num filme de tribunal no terceiro ato - e acho que é essa é a parte mais problemática e menos desenvolvida da produção, que aparenta ser resolvida mais rapidamente que o necessário. 

Apesar de edição ágil, trazer interpretações bem calibradas do casal principal, feito por Streep e Hoffman (ele um tanto caricato, se visto hoje, ela com poucos minutos de cena mas com a competência habitual), a grande surpresa é o menino Justin, que interpreta Billy com grande naturalidade em cena, garante metade do drama da produção e faz com que torçamos para que tudo dê certo ao final, afinal são os cuidados com ele que estão em jogo pela irresponsabilidade e decisões erradas dos pais. Sem ele em cena, o filme não teria o peso que tem e despertaria muito menos interesse no espectador.

Cotação: 3/5

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