sábado, 5 de julho de 2014

Pétalas ao vento - 2014



Por Jason

Pétalas ao vento é a continuação de O jardim dos esquecidos (2014), telefilme que dá seguimento a saga da família Foxworth com Heather Graham e Ellen Burstyn, baseado na obra de V. C. Andrews. Na produção, Cathy, seu irmão Chris e a irmã mais nova Carrie, depois de fugirem da megera da avó e deixarem a mãe para trás, são adotados por um homem que acaba de falecer. Os irmãos mais velhos mantém um relacionamento amoroso escondido enquanto ela dança balé e anseia ser uma estrela nos palcos e ele está se formando em medicina sonhando em ser um grande médico. A menina mais nova enfrenta problemas na escola com outras meninas pois não consegue crescer e se livrar de seus costumes infantis, carregando uma boneca para onde quer que vá e sendo taxada de aberração. A mãe dos meninos, Corine, continua vivendo sua vida de luxos e seu marido espera ansiosamente que a velha sogra seja despachada para o além.

As meninas ainda sentem falta da mãe e a entrada de um bailarino na trama acaba mexendo com todos. Ele acaba se envolvendo amorosamente com Cathy, que deixa os irmãos de lado e vai viver em uma espelunca, a contragosto. Chris acaba encontrando uma garota legal e se envolve amorosamente com ela, deixando Carrie de lado mas sem nunca esquecer a própria irmã, que começa a sentir ciumes. Enquanto isso, o bailarino demonstra ter problemas com alcoolismo e acaba sendo descoberto por Chris assediando a irmã mais nova, justo ela que tenta contato com a mãe mas acaba sendo desprezada. 

O filme estoura desde o começo todas as cotas de tragédias seguidas em menos de uma hora e meia. Já abre com a morte do pai adotivo das crianças; o bailarino alcoólatra morre num acidente de carro, deixando Cathy grávida; a irmã mais nova, Carrie, é abusada, pedida em casamento por um pastor e se suicida com veneno depois de ser desprezada novamente pela mãe. Cathy então resolve se vingar da mãe e se torna amante do marido dela, arranjando um filho dele - já que Corine não pode mais engravidar e esse era o sonho do homem - e sem que ele soubesse de nada. Adicione isso ao fato de que Cathy é pega se beijando com o irmão Chris na noite anterior ao casamento deste e chega fazendo barraco na noite de casamento da mãe. Ao final, Corine, desesperada, incendeia a casa e mata a mãe (que desenterrou o neto morto por envenenamento) e o marido com uma vela só. 

Tudo digno de um novelão mexicano, que mistura um Cisne Negro pobre - Cathy está ensaiando para a apresentação de Romeu e Julieta no balé e o professor exige das meninas uma Julieta "perfeita" - e onde nada disso é sentido durante a trama por causa dos seus saltos bruscos de tempo. Muita coisa acontece a cada segundo na tela, tudo compactado, como se o roteiro estivesse correndo contra o relógio. Para piorar, os atores da linha de frente são ruins - a ala masculina é pior - mas o que sustenta a produção é a boa presença de Heather, no papel de Corine, que acaba num hospício (olha a cota de tragédia aí...); e a sensacional Ellen Burstyn que, maquiada como se estivesse com o pé na cova sem seus cabelos, dá um show de interpretação nos poucos minutos que entra em cena (principalmente nos finais ao desencavar o corpo do neto e dar de presente para a filha). Mais absurdo impossível.

Cotação: 1,5/5
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