terça-feira, 26 de agosto de 2014

13 º Andar - 1999



Por Jason

Adaptação do livro clássico sci fi “Simulacron 3” (1964) de Daniel F. Galouye, o filme 13º andar trata de transferência de memória e ambientes virtuais em que tudo parece real. O doutor Fuller está envolvido em um projeto de uma Matrix, que simula uma realidade onde todos os personagens tem suas próprias vidas, sua própria inteligência artificial e são capazes de interagirem com os usuários. Para chegar lá, os usuários precisam conectar seus cérebros em uma câmara - uma ideia que deve ter servido para James Cameron e seu Avatar. Fuller usa a década de 30, quando era mais jovem, para manter caso com mulheres mais novas. Ao retornar de lá, o doutor é assassinado e o principal suspeito é um homem, Douglas Hall, que trabalhava com ele e para quem ele deixou um recado antes de ser morto. 


Douglas acredita que alguém conseguiu transpor a barreira do mundo virtual recriado em 1930 para o atual, seguindo o doutor, que ainda se manteve vivo no ambiente virtual em sua outra forma, lá na década de 30. Mais tarde Douglas descobre que o presente em que vive também é uma simulação: as pessoas podem fornecer suas consciências para os seus respectivos "avatares" e lá viverem suas vidas com os personagens criados virtualmente. A coisa se complica quando algumas destas pessoas criadas virtualmente começam a suspeitar do mundo simulado e a descobrirem a verdade. O filme então se desdobra em três linhas narrativas: as simulações do passado e presente, e a final, no mundo do futuro, onde aparentemente a paz reina e onde Douglas reencontra o doutor e encontra seu amor.

O filme traz boa recriação de época, quando percorre os anos 30, penalizada pela fotografia em tom sépia para esconder o baixo orçamento. Os efeitos são baratos, apenas funcionais e a trilha sonora horrorosa. Quando se mantém no primeiro nível virtual, o filme se segura, mas começa a degringolar quando Douglas descobre que é, ele também, uma simulação, que precisa sair dali para descobrir a verdade. O elenco é ruim e é Vincent D'Onofrio, se desdobrando em dois personagens de temperamentos e personalidades diferentes, que traz um desempenho ao menos interessante diante do restante. Demora muito a passar, é enfadonho e se enrola em suas próprias ambições. Além de Avatar, no entanto, traz ideias e conceitos que lembram Matrix e A origem. O saldo final é uma prova de que boas ideias nem sempre resultam em um bom filme. 

Cotação: 1,5/5

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