sábado, 2 de agosto de 2014

A marca do medo - 2014



Por Jason

A marca do medo conta uma história baseada vagamente em fatos na década de 70, onde um grupo liderado por um professor universitário fazem estudos paranormais em uma jovem chamada Jane (Olivia Cooke). A menina tem ataques histéricos atribuídos a uma manifestação mental chamada Evey. Com os cortes de patrocínio, o grupo acaba se mudando com Jane para uma casa isolada onde possam estudá-la e gravar tudo o que acontece com ela. Jane vive dentro de um quarto trancado por fora, para conter as suas manifestações, onde o acesso é controlado pelo professor. O tal experimento quer provar cientificamente que os fantasmas não existem e são na verdade produtos da mente e de um campo energético negativo presente no ser humano. 

Ocorre que à medida que o tempo vai passando, o professor vai ficando cada vez mais obcecado e Jane está cada vez mais distante do que o grupo acha que é: ela provavelmente manifesta uma entidade, um espírito maligno que aparece de vez em quando atacando quem está por perto. Ou seja, a menina pode ser uma espécie de Carrie mas também pode necessitar do exorcista como a Regan de Linda Blair no icônico filme de mesmo nome. O professor acredita na ciência, mas o restante começa a desconfiar que está mais perto de algo sobrenatural sem nenhuma explicação cientifica. 

Durante uma manifestação, Jane aparece com uma marca em sua barriga. Ao pesquisar mais sobre a marca, o cinegrafista do grupo, Brian (Sam Claflin) descobre que se trata de um símbolo de culto satânico, que terminou com um incêndio dentro de um prédio supostamente matando todo mundo incluindo a própria Evey, que teria virado um espirito demoníaco e agora estaria possuindo Jane. Até que todas as teorias são jogadas no lixo quando a verdade é revelada em uma reviravolta do enlouquecida do roteiro.

Tirando o experiente Jared Harris como o paranoico professor, o elenco jovem pouco faz pelo filme, incluindo Sam Claflin, de Jogos Vorazes, que já tem uma inclinação natural para fazer cara de idiota. Olivia Cooke, que interpreta Jane, teve melhor desempenho na série Bates Motel porque aqui se resume a fazer cara de perdida. O que salva o filme é a sua temática e o fato do espectador querer saber se o que Jane tem é uma manifestação sobrenatural ou mesmo psíquica. Tirando isso, não há suspense que segure o plot e o filme não consegue provocar medo no espectador, mesmo trazendo uma discussão entre ciência e crença que poderia render, representada pelo professor e pelo jovem cinegrafista, diluída em favor da necessidade de tentar provocar sustos baratos sem êxito. Também não ajuda a mistura de documentário gravado no ato das manifestações, recurso barato que acaba tornando a experiência de assistir o filme uma verdadeira aula de tédio.

Cotação: 1,5/5

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