domingo, 31 de agosto de 2014

A testemunha - 1985



Por Jason

Indicado ao Oscar de melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Harrison Ford), melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor trilha sonora, montagem e roteiro original (ganhando pelos dois últimos), A testemunha traz Kelly McGillis (que um ano mais tarde seduziria Tom Cruise em Top Gun) como Rachel, uma mulher amish que acaba de se tornar viúva e tem um filho pequeno, Samuel. Os Amish são uma comunidade religiosa cristã que vivem em um grupo pacífico na Pensilvânia, em 1984, com costumes conservadores e longe da civilização moderna, como se tivessem parado no tempo. Um dia, quando pretendia ir de trem para outra cidade, o transporte atrasa, obrigando-a a ficar esperando com seu filho por horas. No banheiro da estação, o menino presencia o assassinato de um policial.


O policial John Book (Harrison Ford) entra em cena, para fazer com que o menino reconheça os assassinos. John acaba descobrindo que três policiais estão envolvidos no caso e eles querem a testemunha morta. O policial passa então a protegê-los, mas numa troca de tiros ele acaba ferido e é levado por Rachel para a comunidade em que vive. Lá, John passa a viver os costumes da vila, ao passo que os policiais estão em sua cola e ele acaba se envolvendo amorosamente com Rachel contra todas as vontades dos moradores locais. Jack, claro, consegue cumprir sua missão, mas precisa abandonar Rachel por não ser parte daquele lugar.

Da parte técnica não dá para se queixar, mas Peter Weir faz uma mistura de romance com drama policial irregular, que funciona ao final como bom entretenimento, mas não é nada muito marcante. A trama investigativa é capenga, a parte policial só aparece no primeiro ato e o filme só tem alguma ação digna de nota nos vinte minutos finais. Quando Book é levado para a vila, o filme perde ritmo e entra em um limbo do qual só sairá lá pelo final, com direito a uma "disputa" pela mulher amada entre John e um morador local. No meio do bolo, temas como o preconceito, já que a comunidade é vista como algo exótico pela sociedade americana e pelos turistas que a frequentam como se fosse uma atração circense. 

Aqui, Ford faz o de sempre e consegue transmitir simpatia para seu personagem - nada que merecesse um Oscar. Mas é Kelly que se mostraria boa atriz - e é uma pena que sua carreira tenha estacionado depois de Acusados, com Jodie Foster. Kelly consegue transmitir inocência e ao mesmo tempo o desejo de se livrar das amarras sociais e seguir adiante ao lado de Book, mesmo sabendo que teria que pagar caro por isso. Completam o time Danny Glover, como o policial corrupto, que praticamente entra mudo e sai calado, e Viggo Mortensen, em seu primeiro filme, como um dos moradores locais.  

Cotação: 3/5

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