quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Bom dia, Vietnã - 1987



Por Jason

Em 1965, o DJ Adrian Cronauer é recrutado para comandar o programa de rádio das forças armadas norte americanas no Vietnã. Irreverente, ele agrada aos soldados, mas enfurece Steven Hauk, um segundo-tenente e superior imediato de Adrian, que tinha uma necessidade enorme de provar que era superior hierarquicamente. Movido pela inveja e ciúme, ele tenta prejudicar Adrian, mas a sua popularidade é tal que é protegido pelos altos escalões.

Paralelo a isso, Adrian acaba se apaixonando por uma civil e tenta de todas as formas se aproximar dela, inclusive se passando por professor de inglês em uma escola e fazendo amizade com o irmão da garota. Adrian, contudo, arranja problemas em brigas de bar e tem a língua ferina para criticar e fazer piadas contra o governo Nixon e a ocupação militar americana. Ele quase é morto em um atentado terrorista, quando fica ainda mais evidente a seriedade do conflito e a diferença cultural entre ambos os países, já que os EUA queriam maquiar a gravidade da situação, tratando a Guerra como um acontecimento isolado e distante. 

Toda informação sobre a guerra e tudo ligado a ela é filtrado por dois censores, que dizem o que deve ir ao ar e o que não deve. Adrian é muito popular, mas seu superior Steve consegue afastá-lo e voltar a transmissão contra todas as vontades. O público começa a reclamar enchendo a rádio de cartas e os superiores se veem obrigados a trazer Adrian de volta, que se recusa. Adrian vai parar nas mãos dos inimigos e escapa com a ajuda do jovem amigo, descobrindo que ele é um terrorista procurado pela polícia e fazendo com que ele vá atrás do garoto. 

Williams tem timing cômico e dispara suas piadas com agilidade e rapidez impressionante, improvisando e interpretando diversos papeis no rádio. Pela performance, ele ganhou sua indicação ao Oscar. Nenhum dos coadjuvantes se destaca, mas também não compromete. A produção traz ainda Forest Whitaker, como o soldado Edward que ajuda Adrian. Talvez uma das sequências mais marcantes do filme seja aquela em que cenas de guerra e morte se espalham pela tela ao som de What a wonderful world. Fora isso, a parte dramática do filme volta e meia deixa a desejar, com sequências de clichês, como aquela do protesto do garoto para mostrar quem são os verdadeiros inimigos do conflito ou a despedida de Adrian da sua turma de alunos. 

Bom dia Vietnã funciona ao final como um veículo para ridicularizar o conflito - e para vender Robin Williams à época, que vira aqui uma metralhadora giratória de piadas e de imitações incessantes, mesmo que a maior parte delas funcione apenas para o público americano.

Cotação: 2,5/5 

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