quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Condenação Brutal - 1989



Por Jason

Em Condenação Brutal, Stallone é Frank Leone, um prisioneiro em condicional que após um fim de semana em liberdade, é transferido de presídio sem nenhuma informação. Faltavam apenas seis meses para completar a sentença, quando a transferência acontece para Gateway, onde, desde o começo, ele é maltratado pelos guardas. Pouco depois, ele descobre que foi o único prisioneiro a fugir de um presídio anterior, controlado por Drumgoole (Donald Sutherland). Por causa disso, o diretor foi castigado com uma transferência para Gateway, que seria o mesmo que ele ser rebaixado de cargo, tirando seus privilégios.

A partir daí, o diretor começa a puni-lo de todas as formas possíveis e imagináveis para saciar seu gosto por vingança e fazer com que Leone cometa erros, para que sua sentença seja esticada pelo resto de sua vida. Na prisão, ele conhece Dallas (Tom Sizemore) e o passado de Leone como mecânico o ajuda na amizade com um grupo de prisioneiros, que inclui o grandalhão Eclipse e o jovem First Base - que acaba fazendo com que Leone vá parar na solitária involuntariamente. Alguns guardas que discordam do tratamento do diretor auxiliam Leone, principalmente contra o prisioneiro de perpétua Chink (Sonny Landham, de O predador) que é comandado pelo diretor. 

O filme é a cara da breguice e dos exageros dos anos 80: já começa com uma música de piano ao fundo para ilustrar o casal feliz e sorridente. Depois, explora o corpo sarado de Stallone de todas as formas possíveis, seja com closes em seus músculos trabalhando, seja na sua figura musculosa e suada de regata ou sem blusa - testosterona naquela época devia vender filme para o público. Um simples jogo de futebol americano na prisão vira uma espécie de sequência épica, com direito a trilha grandiloquente. Como não poderia deixar de ser, o final traz uma música romântica típica dos anos 80 nos créditos. Esqueça atuações, todos são canastrissimos, incluindo o vilão Donald Sutherland, cuja profundidade da personalidade é rasa como um pires - como bônus, o filme foi indicado ao Framboesa de Ouro de pior ator (Stallone), pior ator coadjuvante (Sutherland) e pior filme.

Ao menos o filme diverte e entretém, seja pela boa química do elenco, seja pelas sequências de tortura de Stallone e por coisas absurdas como a traição e redenção de Dallas em poucos minutos ou o final na cadeira elétrica que faz com que o diretor confesse seus atos. Faz o espectador torcer para que Leone arranje uma saída daquela situação e o diretor pague por isso, ou seja, o filme entrega aquilo que se quer e ainda traz pelo menos uma sequência marcante, a do prisioneiro que nunca aprendeu a dirigir correndo com um Mustang vermelho dentro do presídio. Tem coisas piores por aí ainda hoje. Mais sessão da tarde, impossível.

Cotação: 3/5

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