segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Garotos - 2014



Por Jason

No holandês Garotos, acompanhamos a descoberta da sexualidade de um jovem, Sieger, que conhece Marc ao entrar para um grupo de atletismo no qual treinam para um campeonato nacional. Sieger vem de uma família desestruturada: é criado pelo pai, sua mãe morreu e seu irmão é problemático. Ele logo sente algum tipo de atração por Mark, embora não fique claro o que sente por ele. Já Mark tem uma irmã de sete anos e é cuidado pela mãe, com os dois se virando como podem. Juntos a outros colegas, os dois saem para se divertir e numa dessas brincadeiras em um lago, os dois acabam se beijando. Sieger, no entanto, não admite que seja homossexual.

Paralelo a isso, ele conhece uma menina, com a qual passa a namorar - e some mais tarde do roteiro, sem ter muita importância para a trama. Sieger se divide entre Marc e ela até certo ponto, quando a paixão dos dois rapazes explode num fim de semana na praia. Marc está completamente envolvido, mas Sieger ainda tem dúvidas sobre o que sente por ele e não sabe como lidar com isso. Ao voltar para a cidade, esnoba Marc e até o agride. Mas o sentimento que Sieger tem por Marc fala mais alto e ele decide jogar tudo para o alto e viver essa paixão.

Garotos é um filme raso, simples e superficial, que não se aprofunda no tema e não tem ambições, nem se preocupa em levantar discussões a respeito da homossexualidade na adolescência. É curto demais, não desenvolve coadjuvantes, resultando numa história de amor entre adolescentes do mesmo sexo completamente despretensiosa. O drama da sexualidade de Sieger que ainda não se descobriu e se recusa a se aceitar, por exemplo, é resumido a poucas cenas e o preconceito sofrido por ele vem mais dele mesmo do que do mundo ao redor. Tudo flutua demais, sem nenhum drama digno de nota. 

O irmão de Sieger, o problemático Eddy, é o personagem que demonstra ser mais interessante que o próprio protagonista dentro da trama, já que quase sempre está em conflito com o pai, que tenta ser o mais compreensivo possível com os dois meninos. Mas é pouco. Pesa também o fato de que o filme mais parece uma novela nos moldes de Malhação, embora os atores não sejam tão ruins como os da referida novela. O final, com o casal jovem homossexual montado em uma motocicleta, é o mais clichê possível - mas há que se louvar o fato de que ao menos, o filme não termina em tragédia como a maioria dos filmes do gênero.

Cotação: 1,5/5


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