quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Jeffrey - De caso com a vida - 1995



Por Jason

Jeffrey já começa com o personagem central, Jeffrey, um garçom que sonha em ser ator, tendo sonhos e em paranoia com a notícia da Aids se espalhando entre os homossexuais. Ele imagina mil formas de poder se relacionar com outro homem, até que decide que não fará mais sexo e acredita que pode canalizar suas energias para os exercícios de academia. Chegando lá, num ambiente que exala testosterona, com um monte de homens malhados, Jeffrey acaba seduzido por um homem, Steve, mas resiste a investida. Mais tarde, esse homem o perseguirá até conseguir um encontro. Quando Jeffrey acredita que esse é o homem de sua vida e finalmente deixou de ter apenas casos para ter um namorado, descobre um problema: Steve é HIV positivo.


Mesmo com os conselhos de seu amigo homossexual, Sterling (Patrick Stewart, impagável), que namora um dançarino do musical Cats e vive achando que a vida é cor de rosa, Jeffrey está psicótico e não quer manter relações sexuais com ninguém. A coisa piora quando ele começa a perceber que pessoas estão morrendo com a doença. O filme tem a participação de Sigourney Weaver como Debra Moorhouse, uma espécie de guru que tem solução para tudo - ou pra nada - Olimpia Dukakis, como uma perua mãe de homossexual, e Nathan Lane, um padre tarado que ataca Jeffrey, o que só complica ainda mais a cabeça dele.

Como produção cinematográfica, o filme deixa muito a desejar, fora do tom e embora mire entre a comédia e o drama acerta no tédio. Tudo é encenado de maneira um tanto teatral, com Jeffrey de frente para a câmera conversando com o espectador em algumas passagens. Uma figura de uma velha, vestida como Madre Teresa de Calcutá, volta e meia aparece em cena para amparar o personagem ou no final, quando está com um cigarro na boca tocando piano para que os amantes dancem. É algo como se o filme gritasse que a vida estivesse dando a oportunidade de sambar na cara da doença e Jeffrey precisasse deixar de lado a paranoia e seguir em frente, com segurança, em busca de seu amor. 

Simbologias, aliás, permeiam todo o filme, que tenta mostrar uma visão mais leve da AIDS, trazendo um personagem soropositivo que quer apenas ser feliz e viver a vida dele, sem ser rotulado ou discriminado. Jeffrey racionaliza o medo da doença se punindo com a falta de sexo, como se a doença ao seu redor fosse um empecilho para se viver e o filme sintetiza que muito pior que a doença que ronda aqueles personagens é o fato de não querer se viver a vida com ou sem AIDS. Resumindo: como filme não empolga, mas como mensagem contra a doença, ao menos, é válido.

Cotação: 2/5

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...