segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O último trem - 2008



Por Jason

Em O ultimo trem, Bradley Cooper faz o papel de um fotógrafo, Leon, que está tentando fazer sucesso e conseguir uma exposição para o seu trabalho. As fotos dele, porém, não possuem muita inspiração. Ao ser apresentado para uma experiente expositora, Susan (Brooke Shieldsconservada), ele mostra o seu portfólio de trabalho sobre a cidade, com o objetivo de chocar mostrando as mazelas sociais. Mas ela rejeita o trabalho e aconselha a ir mais a fundo. Todas as noites, ele parte para a cidade fotografando acontecimentos absurdos, até se deparar com uma tentativa de estupro dentro do metrô.

No dia seguinte, ele descobre que a mesma mulher que quase foi estuprada, uma modelo que todo mundo conhecia menos ele, foi assassinada. Procura a polícia e mostra as imagens, mas é tratado com descrença, acreditando que foram os mesmos homens que atacaram os responsáveis pela sua morte. Mais tarde, ele acaba se deparando com um estranho homem na saída do metrô, quando tira uma foto dele e compara com outra da noite do assassinato da modelo, percebendo que este pode ser o verdadeiro assassino. A partir daí passa a segui-lo.

O assassino é um açougueiro e mata suas vítimas no último vagão usando um martelo enorme de amaciar carne. Deixa um banho de sangue no lugar e tem a ajuda e proteção do maquinista. Também sofre de uma estranha doença de pele, que o faz ter um monte de verrugas gigantes as quais ele arranca para colecionar. Em uma das perseguições, Leon é pego e acaba sendo atacado por uma criatura, ficando com uma marca em seu peito. Ao final, ele acaba descobrindo quem elas são e qual o motivo dos assassinatos.

A produção traz também um banho de sangue digital, sem contar os trens de computação barata que cruzam o filme todo. Leon além de fotografo é quase um ninja, luta como poucos nesse mundo e o assassino só pode ser enviado do inferno, já que resiste a uma queda de um metrô em movimento e dentro de um túnel além de tudo quanto é golpe de faca. Bradley Cooper é ator de uma nota só, ao passo que os coadjuvantes pouco tem a fazer - Shields entra e sai e quase ninguém percebe, Vinnie Jones, o assassino, entra mudo e sai calado já que teve sua língua arrancada e a atriz que faz a namorada de Leon é péssima, deixando todo mundo feliz quando ela vai para o inferno. 

Há coisas piores no roteiro. O departamento de polícia da cidade se resume a apenas uma única policial que acoberta o assassino (!). Maya, a namorada de Leon, além de chata é burra, pois resolve com seu amigo investigar a casa do assassino ao invés de procurar outro policial ou alguém mais instruído para ajudar e entregar as provas. Para completar, acha que sabe atirar do nada, quando tem uma pontaria tão ruim quanto a atuação da atriz. A morte de seu amigo sequer é sentida - a atriz faz cara de dor mas é incapaz de soltar alguma lágrima. 

O filme é baseado no livro "Midnight Meat Train", de Clive Barker e é tão bizarro quanto risível. As mortes são tão absurdas que chegam a despertar risos involuntários ao invés de horror e medo, como a sequência em que o homem que toma uma martelada na cabeça e seus olhos estouram e caem no chão, fazendo sua companheira escorregar em um deles. Para quem gosta de gore, cenas de decapitação, extração dentária, coração arrancado, mutilações, perfurações e tudo mais, não há do que se queixar. Para quem espera mais que um desfile trash, melhor passar longe.

Cotação: 1,5/5

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