domingo, 17 de agosto de 2014

Os Mercenários 3 (2014)




Por Lady Rá

Vocês já sabem que Lady Rá adora filmes de ação da década de oitenta e é fã de carteirinha daqueles brucutus que marcaram essa década. Então foi muito bom ver Stallone ter a brilhante ideia de reunir todos esses astros e fazer uma espécie de “revival” daquela época. O primeiro filme não cumpriu totalmente essa missão, mas foi divertido, o segundo filme foi o ápice do projeto, o terceiro, procura ser mais ambicioso, talvez por isso, já não é tão bom quanto o segundo, mas ainda diverte um pouco.


É claro que, assim como no filme anterior, esperar uma grande trama, com atuações brilhantes não vem ao caso aqui, mas mesmo dentro de sua lógica de divertir o público reunindo os grandes astros de ação, o filme falha um pouco. Falha no que ele traz de melhor, a sensação de nostalgia. O problema aqui é que o roteiro tenta inovar, inserindo novos personagens a partir do momento em que Barney decide aposentar sua velha equipe e contratar novos mercenários. A situação que leva o líder dos mercenários a tomar tal decisão, é um tanto forçada, até para um filme desses.


Na nova trama, Barney tem que lidar com um antigo inimigo que ele acreditava estar morto (Mel Gibson), e com medo de colocar a vida de seus amigos em risco (pois um deles é gravemente ferido pelo vilão), Barney decide trocar a sua equipe. Os amigos dele aceitam a situação muito facilmente, por conveniência do roteiro. Além disso, Barney assina um atestado de burrice tomando tal decisão, uma coisa que uma pessoa experiente jamais faria. Para a nova missão, ele sai recrutando um bando de gente maluca, boa de briga e sem nada a perder, porém, sem a experiência dos veteranos, é claro que tudo isso dá errado e Barney precisará da ajuda de seus amigos novamente.

No meio desse bolo, temos as bem-vindas participações de Wesley Snipes que se encaixou perfeitamente no time de mercenários, Harrison Ford como um chefão dos mercenários; a ponte entre eles e as autoridades, Arnold Schwarzenegger repetindo seu papel e com um ou dois momentos divertidos e Antônio Banderas numa tentativa de ser alívio cômico. E eu ainda não estou certa se ri dele ou com ele. Jet Li também retorna numa pequena participação.

O filme continua tendo o mesmo nível de violência, exageros e explosões, é ligeiramente bem produzido, mas ainda aposta na velha história da vingança, assim como o segundo. O que faz com que esse filme seja inferior ao anterior é a atenção demasiada dada aos novatos, deixando os veteranos em segundo plano (afinal, são eles que queremos ver), menos piadas e um vilão sub-aproveitado, pelo roteiro, sendo que temos Mel Gibson em ótima forma, mostrando-se um vilão altamente perigoso, porém seu confronto final com o herói é um tanto decepcionante.

No fim das contas o filme diverte, e passa a valer a pena quando todos os mercenários entram em ação numa batalha sangrenta, que é o que se espera de um filme como esse.

Nota: 3/5

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