quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Acima de qualquer suspeita - 1990


Por Jason

Rusty Sabich (Harrison Ford) é um advogado que recebe a notícia de que sua colega Carolyn Polhemus (Greta Scacchi) foi brutalmente assassinada. Aparentemente, Carolyn foi violentada, pois havia vestígios de sêmen em seu corpo, mas o laudo do legista contesta a suposição. Carolyn foi vítima, afinal, de uma pessoa que armou um cenário para sua morte e provavelmente essa pessoa a conhecia muito bem. O problema maior é que na noite em que Carolyn foi morta, Rusty esteve com ela - ele mantinha um caso com ela e Carolyn, além de ser uma mulher promíscua, por sua vez, mantinha um caso com o chefe dele, Raymond Horgan (Brian Dennehy), que estava em plena campanha de reeleição.


Rusty tenta esconder e apagar os indícios do seu caso com Carolyn, tentando encontrar um suspeito. Mas entra em confronto com Tommy Molto (Joe Grifasi), que também está em campanha pelo mesmo cargo e jura que Rusty esteve no apartamento de Carolyn no dia da sua morte e que tem as suas impressões digitais. Havia também uma lista de ligações de Rusty para a amante, o que complicaria ainda mais sua vida.  Com estas provas Rusty é preso e julgado. Relembrando o caso, Carolyn tentou usar Rusty para subir de vida mas, ambiciosa, ao perceber que ele não lhe daria o que queria, o esnobou, deixando-o arrasado. Ele, assim, seria o principal suspeito do crime. 

Rusty chama um advogado (Raul Julia) para provar sua inocência. O julgamento levanta uma série de acusações que envolve até mesmo o juiz do caso, que recebia subornos em troca de favores e manteve também relações sexuais com Carolyn. Ele consegue provar que é inocente quando seu advogado começa a jogar baixo sugerindo que sabe muito sobre a vida do juiz também. Ao final, por acaso, ainda parecendo ser o assassino, Rusty descobre que o verdadeiro criminoso era, na verdade, a sua própria mulher Barbara (Bonnie Bedelia).

O filme é baseado no livro de Scott Turow e traz ótimas atuações do elenco. Ford, se não explode na tela, ao menos não compromete - quem brilha mesmo é Raul Julia. O diretor Alan Pakula já era experiente neste tipo de filme de suspense, aqui com produção de Sidney Pollack (é dele Klute, o passado condena; A trama e posteriormente, O dossiê pelicano, dentre outros). Ele faz um filme interessante para quem gosta de dramas de tribunais. Também traz um argumento interessante ao colocar como vítima de acusação um advogado especializado em acusar - ou seja, há uma inversão de valores. Não dá para passar em branco alguns furos (como a mulher de Rusty virou uma ninja assassina e matou a amante passando despercebida de todo mundo é um mistério insolúvel) nem o ritmo lento e aquele clima que o espectador tem de já ter visto tudo anteriormente em algum filme qualquer, reprisado incessantemente nas noites de sábado na tv aberta. Nada que tire o impacto do final, com a pergunta de um Rusty completamente chocado, numa sequência sensacional. 

Cotação: 3,5/5

Um comentário:

  1. na verdade quem matou a amante foi o próprio harrison ford e não ha mulher dele

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